

Esta iniciativa foi realizada no âmbito da disciplina de Área de Projecto de 12º ano pelo grupo B da turma ct3 e tem como principal objectivo o esclarecimento de dúvidas relativamente às saídas profissionais.
Neste trabalho, os cursos, ou profissões, abordados são apenas os mais requisitados pelos alunos, dentro da área das Ciências e Tecnologias.
O principal motivo que nos levou a escolher este tema foi o facto de a escolha do curso a seguir constituir uma incógnita para a maioria dos estudantes.
O processo de elaboração do trabalho iniciou-se com a pesquisa, selecção e análise de documentos potencialmente úteis para a caracterização das diversas profissões seleccionadas. Para cada profissão foi criado um dossier com toda a informação recolhida.
Este trabalho foi elaborado por:
Adriana Almeida
Daniela Oliveira
Filipa Machado
Iolanda Fernandes
Marisa Lima
Tânia Moreira
Acede a um dos seguintes sites e faz o teu teste de orientação vocacional:
Para obteres informação sobre o Processo ERASMUS acede a este site:
1 - O que é o Processo Bolonha
2 - O que vai mudar?
3 - Que mudanças vão ocorrer nos cursos de Mestrado?
4 - O que acontece a alunos que se inscrevam este ano numa licenciatura ainda não adequada, mas que virá a ser oferecida segundo Bolonha em 2007/08?
5 - Que mecanismos foram criados para facilitar a mobilidade e a empregabilidade preconizadas por Bolonha?
1 - Por processo de Bolonha é designado um conjunto de reformas que estão a ser adoptadas por um grande número de países europeus, 45 de momento, com o objectivo de, em 2010, estar constituída a European Higher Education Area (EHEA) / Área Europeia de Ensino Superior.
2 - Apesar da ideia generalizada de que Bolonha tem apenas a ver com a duração dos cursos, as mudanças que vão ocorrer no ensino Superior são muito mais profundas e têm consequências muito mais importantes, que mudam por completo o modelo de ensino que tem vindo a ser praticado na universidades.
Desde logo, as metodologias de ensino/aprendizagem estão a ser completamente reformuladas, dando maior ênfase ao trabalho do aluno e introduzindo a aprendizagem à distância, a aprendizagem activa, a aprendizagem baseada solução de problemas, orientada a projectos, entre outras.
Assim, por contraposição a uma forma de ensino mais passiva e assente na transmissão de conhecimentos, está a ser implementado um modelo de ensino/aprendizagem mais participado, mais atractivo para os alunos e mais centrado na aquisição de competências. Estas exigências obrigam a um maior acompanhamento dos alunos por parte dos professores e um permanente investimento na melhoria da qualidade.
No que respeita à duração e organização dos ciclos, o Ensino Superior passará a estar, em todos os países da Área Europeia de Ensino Superior, organizado em três ciclos:
- 1º ciclo, com duração de 6 semestres, ou três anos, correspondente ao grau de Licenciatura;
- 2º ciclo, com duração de 4 semestres, ou dois anos, correspondente ao grau de Mestre;
- 3º ciclo, com duração de 6 semestres, ou três anos, correspondente ao grau de Doutor;
Alguns cursos funcionarão em regime de Mestrado Integrado. Quer isto dizer que, para a formação ser reconhecida pelas Ordens profissionais, os estudantes têm que ter 5 anos de formação, correspondentes ao 1º e 2º ciclos. De qualquer modo, será sempre atribuído aos estudantes, ao fim do 1º ciclo um diploma intermédio, correspondente à Licenciatura.
Existirá também uma maior flexibilidade no percurso formativo do aluno. Mesmo nos cursos com Mestrado Integrado, poderão ingressar no 2º ciclo licenciados em área similar ou equivalente, com a devida creditação obtida no 1º ciclo. Para além disto, será facilitada a prossecução de estudos noutras Instituições de Ensino superior, sejam portuguesas ou estrangeiras, quer mesma área do saber, quer noutras áreas complementares.
A introdução generalizada do sistema de créditos em todos os tipos de formação vai permitir, após regulamentação apropriada, a acumulação destes créditos, facilitando a transferência dos estudantes de um curso para outro, dentro da mesma ou para outras instituições.
Será, no entanto, de salientar que as reformas resultantes do Processo de Bolonha não têm como objectivo criar cursos iguais em todas as universidades, ou em todos os países, mas sim assegurar o reconhecimento e a comparação dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes, facilitando assim a transparência dos procedimentos, a mobilidade dos alunos entre instituições, a empregabilidade e a Educação ao Longo da Vida.
3 - O mestrado terá sempre um curso de especialização, formado por unidades curriculares e correspondentes a cerca de metade dos créditos totais do 2º ciclo, a que se seguirá um período de trabalho essencialmente individual e supervisionado pessoalmente por um docente, que poderá ser um projecto, um estágio profissional ou uma dissertação resultante de trabalhos de investigação científica. O mínimo de créditos correspondentes a esta parte é de 25% do total do 2º ciclo. Tipicamente, isto corresponderá a um mínimo de 60 créditos para o curso de especialização e a um mínimo de 30 créditos para o trabalho individual supervisionado.
4 - No ano lectivo de 2006/2007 a maioria dos cursos funcionará já segundo o Modelo de Bolonha. São 30, no total, os cursos cuja adequação foi já concluída. As licenciaturas que não vão funcionar este ano de acordo com Bolonha serão adequadas para o próximo ano lectivo de 2007/2008, sendo assegurado aos estudantes que entrarem este ano nesses cursos um plano de transição.
5 - Para atingir o objectivo de criação de uma Área Europeia de Ensino Superior foram desenvolvidos vários instrumentos, nomeadamente o Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS) e o Suplemento ao Diploma (DS), agora incluído no Europass. Estão ainda em fase de desenvolvimento outros instrumentos, tais como a European Network of Quality Assurance (ENQA), cuja constituição ficou consignada em Bergen, em Maio de 2005, e que se destina a garantir a qualidade da formação das instituições.
O ECTS – Sistema Europeu de Transferência de Créditos foi desenvolvido pela Comissão Europeia no sentido de estabelecer procedimentos comuns no reconhecimento académico da formação e graus obtidos pelos estudantes dentro do espaço europeu. Ou seja, permite medir e comparar resultados académicos, e transferi-los de uma instituição para outra.
Se pretenderes obter mais informações sobre este processo acede a este site:
Nestes sites podes encontrar informações sobre os resultados dos concursos ao ensino superior público de 2006.
Uma vez que não efectuaram os seus estudos secundários em Espanha, os alunos devem solicitar ao Ministerio de Educación y Ciéncia uma “equivalência-homologação” do ensino secundário português ao título espanhol correspondente (Título de Bachiller).
Os alunos devem ainda realizar um exame de acesso (Prueba de Selectividad), coordenado pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (U.N.E.D.).
É necessário apresentar os certificados de habilitações ao Ministerio de Educación y Ciéncia, representado em Portugal pela “Consejería de Educación” da Embaixada de Espanha (em Lisboa: Rua do Salitre, 1; no Porto: Rua de Santa Catarina, 895 – 5º Esq.). Desde 1 de Janeiro de 2003, é aplicada uma taxa pela homologação e convalidação de estudos estrangeiros.
Este procedimento é imprescindível, já que os alunos inscrevem-se e efectuam o exame de acesso de forma condicional enquanto não lhes é concedida a equivalência de estudos pelo Ministério da Educação, Cultura e Desporto espanhol.
O exame divide-se em duas partes (realiza-se em dois dias consecutivos) e dele constam as seguintes provas:
I Exercício (1º dia de provas)
Tem como objectivo apreciar a formação geral e a maturidade do aluno, e, portanto, está concebido para avaliar destrezas académicas básicas, tais como a compreensão de conceitos, o manejo da linguagem e a capacidade para traduzir, relacionar, analisar e sintetizar.
É pedido aos alunos que efectuem as seguintes provas:
· Comentário de Texto e Língua Espanhola. Em primeiro lugar, tendo como base um texto escrito, o aluno deve responder a diversas perguntas relacionadas com o mesmo, resumir o seu conteúdo e redigir um comentário crítico de acordo com as instruções que figuram no exame; em segundo lugar, colocar-se-ão ao aluno questões de língua espanhola relacionadas com o referido texto. Os exercícios correspondentes ao comentário de texto e à língua espanhola devem ser respondidos em folhas separadas e as classificações, entre zero e dez valores, também serão separadas.
· Língua Estrangeira. Tendo por base um texto escrito na língua estrangeira escolhida pelo aluno (português, inglês, francês, alemão, ou italiano), com um máximo de 250 palavras de linguagem comum, não especializada, este deve responder a diversas perguntas relacionadas com o referido texto. As respostas serão efectuadas por escrito e no mesmo idioma que o texto.
Os alunos dispõem de duas horas e meia para efectuar as provas de Língua Espanhola e de Comentário de Texto, e de uma hora para a prova de Língua Estrangeira.
II Exercício (2º dia deprovas)
Para realizar este exercício o aluno deve escolher, ao efectuar a sua inscrição, entre as opções Ciências e Ciências Sociais – Humanidades. Durante o exame, e de acordo com a opção que tenha efectuado, o aluno seleccionará três provas de entre as que se mencionam abaixo.
· Opção Ciências: Matemática I, Física, Química, Biologia, Geologia e Desenho Técnico;
· Opção Ciências Sociais e Humanas: Literatura, História do Mundo Contemporâneo, Latim, Grego, História da Arte, Matemática II e Filosofia.
Os alunos dispõem de três horas e meia para efectuar as três provas.
O primeiro exercício é classificado mediante a aplicação da seguinte fórmula:
Nota final do primeiro exercício = 0.222 X1 + 0.443 X2 + 0.335 X3
Donde:
X1 = Nota obtida em "Comentário de Texto"
X2 = Nota obtida em "Língua Espanhola"
X3 = Nota obtida em "Língua Estrangeira"
No segundo exercício, cada uma das provas será classificada de zero a dez valores e a média aritmética resultante das três classificações constitui a nota desse segundo exercício.
Ex. Química = 10
Biologia = 7,5
Desenho Técnico = 8
Nota do segundo exercício = 8,5
A média aritmética da nota dos dois exercícios constituirá a CLASSIFICAÇÃO GLOBAL dos mesmos.
Existem duas possibilidades.
1. Os alunos candidatam-se unicamente com a nota obtida no exame de acesso. Se, por exemplo, um aluno obtém nesse exame a classificação global de 8 valores, é com essa nota que se candidata ao Ensino Superior espanhol.
2. Os alunos candidatam-se com a nota do exame de acesso e com a média do Ensino Secundário. Neste caso, a nota de candidatura será calculada do seguinte modo:
60% = Média do ensino secundário
40% = Nota obtida no exame de acesso
Exemplo:
Um aluno tem uma média do ensino secundário de 8.15 e obtém uma classificação na Prova de Selectividade de 6.97.
(60% x 8.15) + (40% x 6.97) = 7.68
Neste caso, o aluno irá candidatar-se com a classificação global de 7.68.
Para calcular a média do ensino secundário é necessário efectuar uma equivalência do sistema de classificação português para o espanhol. Para efectuarmos esse cálculo, teremos em conta todas as notas finais (nota do terceiro período) de todas as disciplinas excepto Religião e Moral, dos 9º, 10º, 11º e 12º anos. Os resultados dos exames nacionais não entram neste cálculo.
Se, após efectuado o cálculo, o aluno constata que a sua média de ensino secundário é igual ou superior às notas habitualmente exigidas para aceder à universidade e ao curso que pretende, poderá optar por apresentar as suas notas à U.N.E.D., de modo a que elas sejam tidas em conta no cálculo da nota de candidatura. Nesse caso, os certificados de notas deverão ser traduzidos para Espanhol e essa tradução deverá ser reconhecida em Notário.
Todos os alunos podem optar por candidatar-se unicamente com a nota obtida no exame. No entanto, se optarem por apresentar as notas do Ensino Secundário, nas seguintes convocatórias estas notas sempre serão tidas em conta para cálculo da nota de candidatura. Isto é, estes alunos já não poderão candidatar-se apenas com a nota obtida na Prova de Selectividade.
Há duas convocatórias: em Junho e
Sim. Os alunos podem efectuar o exame mais do que uma vez e apresentar, para efeitos de candidatura, a melhor das classificações globais.
Sim, mas nesse caso, e uma vez que o Ensino Secundário só estará concluído em Julho ou Agosto (após a publicação dos resultados dos exames nacionais), poderá acontecer que o aluno tenha de candidatar-se inicialmente apenas com a nota do exame. Nesta situação, o aluno deverá apresentar na U.N.E.D. o certificado de notas do 12º ano com a máxima urgência, de modo a que o seu processo possa ser concluído e na sua nota de candidatura figure a média do Ensino Secundário, caso tenha optado por essa possibilidade.
Após o exame de acesso, os alunos terão de realizar uma pré-inscrição em cada uma das Universidades às quais pretendem candidatar-se.
Os alunos podem candidatar-se a todas as Universidades que pretendam, desde que efectuem uma pré-inscrição em cada uma delas, seguindo os prazos e procedimentos estipulados pela respectiva Universidade.
Sim, mas os alunos portugueses não estão incluídos nesse contingente. Estes alunos candidatam-se enquanto cidadãos da União Europeia, tendo, por isso, acesso ao mesmo número de vagas que os alunos espanhóis. O critério de admissão será unicamente o da classificação mais alta.
Sim. Os processos de candidatura são totalmente independentes.
Os alunos tomam por referência a “nota de corte”, isto é, a nota do último aluno que entrou nos mesmos curso e Universidade no ano anterior. Essa nota é meramente indicativa, uma vez que as notas podem sofrer alterações a cada ano. No entanto, para a maioria dos cursos a nota não varia muito de ano para ano.
Foram realizadas algumas entrevistas centradas em determinadas áreas profissionais. Tais entrevistas foram feitas a representantes de organizações consideradas importantes fontes de informação, em virtude do conhecimento actualizado e global que detêm da sua profissão ou área de actividade.
Álvaro Borges, 5ª ano da Licenciatura em Optometria e Ciências da Visão tendo frequentado um semestre curricular em Espanha ao abrigo do programa Erasmus. Situação actual: Estagiário.
Primeiro tenho a dizer que as minhas expectativas eram bastante altas quando me candidatei ao curso de Optometria e Ciências da Visão da Universidade do Minho (foi a minha 1ªopçao), tinha tudo para ser um bom curso e uma futura profissão de satisfação diária pelo puder ajudar todos aqueles que têm problemas visuais.
O processo de aprendizagem é lento, principalmente com um início de curso que nos faz duvidar se realmente fizemos a opção correcta, porém ao fim destes quatro anos e meio, os resultados são bem notórios e gratificantes. (Não me esqueço dos primeiros dias de aulas em que uma professora me disse que, simplesmente a olhar para umas lentes podia dizer que essa pessoa era hipermétrope e astigamata, e ficamos todos de boca aberta. Quanto à relação com os docentes a um nível geral foi boa, sendo mais notório o companheirismo entre professores e alunos no ano final do curso o que de resto é perfeitamente compreensível e muito motivador. A prática optométrica no dia a dia é muito gratificante principalmente naquele momento tão especial em que se confronta o grau de visão antes e depois da consulta e se vê a satisfação do paciente.
Também tem os seus momentos frustrantes, como quando é extremamente difícil melhorar a visão deste, porem também estes momentos dão motivação para tentarmos buscar a melhor solução para cada pessoa, como se fosse para nós mesmos e assim nunca deixarmos de ser estudantes.
Espero que este meu depoimento ajude à divulgação da Optometria e da Licenciatura em Optometria e Ciências da Visão da Universidade do Minho assim como à boa imagem desta nobre profissão.
1º - estagiei no Hospital de S. João, no Porto, durante 6 meses (estágio de farmácia hospitalar) onde aprendemos como se trabalha em ambiente hospitalar, as manipulações farmacêuticas específicas, a distribuição de medicamentos para os diversos serviços e o aprovisionamento de medicamentos para permitir um funcionamento adequado de uma unidade de saúde com elevadas responsabilidades sociais. Foi um estágio muito teórico, pouco prático, uma vez que decorreu numa das unidades de saúde mais complexas do país, e não é fácil um estagiário “intrometer-se” no trabalho diário organizado.
2º - estagiei na farmácia Lobo, em Guimarães durante 6 meses (estágio de farmácia de oficina), onde aprendemos na prática a coordenar os conhecimentos teóricos da faculdade com o atendimento ao público das mais diversas situações. Foi um estágio muito mais prático do que teórico, essencial para o desempenho futuro da minha profissão, beneficiado pela coordenação técnica da Dra. Luísa Lobo.
Não tive dúvidas porque era o curso que me interessava.
Aspectos negativos: algumas pessoas “especiais” são muito difíceis de atender, exigindo muito desgaste físico e psíquico, é uma profissão que não tem horas de trabalho definidas e exige muito tempo de dedicação.
Nome:
Cristina Andreia da Costa Fernandes
Profissão:
Doutoramento em Astrofísica
Local (ais) de trabalho:
Universidade de Oxford
Faculdade onde se formou:
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Anos de trabalho:
Quase um ano
Dificuldades que encontrou na entrada para a faculdade:
Alguma indecisão na escolha do melhor curso (entre Física e Astronomia) e melhor instituição para seguir a carreira de Astrofísica.
Dificuldades que encontrou no decorrer do curso:
Não muitas. O curso não e, em geral, muito fácil, mas imagino que nenhum outro curso deve ser.
Que tipo de formação seguiu para exercer a sua profissão? Estagiou? Como foi?
Tirei o curso de Física/Matemática Aplicada (Astronomia) na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Este curso não tem estagio propriamente dito, mas tem uma cadeira chamada "Estagio de Astronomia Observacional" que consiste em dois projectos que se aproximam muito ao que os Astrónomos profissionais fazem em termos de análise e tratamento de imagens e espectros. Esta cadeira foi muito útil. Poderia ter sido útil ter tido um projecto final de curso, que o meu curso não tem, mas, ate agora, ainda não me ressenti por isso.
Quando terminou o curso, teve dificuldades em ser colocado?
Concorri a 6 Universidades diferentes (todas no estrangeiro) e fui chamada para entrevista ou aceite em 4 destas. Terminei o curso com uma media que me permitiu assumir que ia ter bolsa de estudos para um doutoramento (bolsa por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia), portanto concorri a estas Universidades com financiamento quase assegurado. Se assim não fosse, acho que teria sido muito mais difícil ser aceite.
Gosto de Astronomia há bastante tempo e tinha o objectivo de me tornar uma investigadora nesta área, por isso optei por este curso e esta profissão. Sim, tive algumas duvidas principalmente porque e' difícil conseguir-se um emprego permanente em investigação e quando se consegue este não e, em geral, bem pago, para alem de que e muito difícil conseguir-se um lugar na Universidade que se pretende. Mas decidi arriscar e ate agora não me arrependo, principalmente porque na licenciatura de Astrofísica adquiri muitas ferramentas que me permitem aprender com facilidade outras áreas se a certa altura decidir mudar de carreira.
Como decorre a evolução na sua carreira profissional?
Penso que corre bem, embora ainda esteja muito no início (só comecei em Outubro de 2006).
Aspectos negativos e positivos da profissão:
Aspectos negativos:
E uma profissão bastante instável no sentido em que estabilidade para um Astrofísico só dura 3 ou 4 anos, que e o tempo médio de uma bolsa. O percurso normal de um investigador depois da licenciatura e: um mestrado (1 ou 2 anos), doutoramento (3 ou 4 anos), primeiro pos-doutoramento (3 ou 4 anos), segundo pós-doutoramento (3 ou 4 anos) e finalmente emprego permanente (apenas se o investigador for muito bom). Todas as instituições valorizam a mobilidade e experiência dos investigadores pelo que estas diferentes etapas devem ser feitas em Universidades diferentes, dai que esta não seja uma profissão muito estável, pelo menos ate se obter uma posição permanente.
Frequentemente as Universidades exigem que os investigadores ensinem, uma vez que o financiamento em investigação vem quase sempre do ensino. Nem sempre os investigadores teme vontade ou competência para ensinar.
Aspectos positivos:
É uma profissão extremamente interessante e que evolui muito rápido.
É uma profissão em que há muitas oportunidades para se viajar por todos os cantos do mundo (há observatórios espalhados por toda a parte e conferencias, Workgroups e encontros)
Actualmente, a sua profissão corresponde às suas expectativas iniciais?
Sim, ainda não tive oportunidade de me desapontar com nada importante, mas, como disse, ainda estou muito no início.
· Nome: Dalila Sepúlveda Mesquita de Freitas
· Profissão: Engenheira do Ambiente
· Local (ais) de trabalho: Câmara Municipal de Guimarães
· Faculdade onde se formou: Instituto Politécnico de Viana do Castelo e Universidade Fernando Pessoa
· Anos de trabalho: 9 anos
· Dificuldades que encontrou na entrada para a faculdade: Não tive dificuldade, dado que era um curso ainda recente.
· Dificuldades que encontrou no decorrer do curso: Contacto com os professores, falta de bibliografia para elaboração de trabalhos – ainda não havia Internet.
· Que tipo de formação seguiu para exercer a sua profissão? Estagiou? Como foi? Quando terminei o Bacharelato em Viana do Castelo estagiei durante 6 meses na Câmara Municipal de Guimarães, tendo sido o primeiro contacto com o mercado de trabalho, a maior dificuldade é conjugar a teoria das Universidades à prática do Mundo real, daí ter sido importante o estágio, é um primeiro contacto, podemos questionar, sem sermos mal vistos, porque efectivamente estamos a aprender. Dá-nos uma visão que devemos continuar a pesquisar, e não guardar os livros, porque realmente são instrumentos de trabalho diários.
· Quando terminou o curso, teve dificuldades em ser colocado?
Não, porque foi uma altura em que as Câmaras Municipais estavam a começar a colocar os primeiros Engenheiros do Ambiente.
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· Aspectos negativos e positivos da profissão: Negativos: se nos tornarmos uns adaptados fazemos só a gestão do dia-a-dia o que para mim é pouco e fecha-nos. As questões ambientais têm limitações, porque envolve outras áreas como a economia, o desenvolvimento, a construção e as pressões políticas. Positivos: área nova, onde ainda há muito para desenvolver, cada vez mais são as questões que daqui a uns vão estar na frente para o desenvolvimento. Tem muitas áreas para estudo e para trabalho, dado que envolve: a terra como um todo, desde o solo, à água, aos resíduos, às energias alternativas, às alterações climáticas, ao ruído, e implica uma conjugação de matérias muito interessantes e prementes para o século XXI, estamos a falar de uma profissão que pode alterar o Mundo, entre o caos ou a solução.
· Actualmente, a sua profissão corresponde às suas expectativas iniciais? Actualmente sim, gosto do que faço, tento envolver-me em projectos que me aliciem, mas devemos sempre ser insatisfeitos, ou seja, tentar cada dia sermos melhores no que gostamos de fazer e tentar arriscar noutras áreas quer no nosso emprego quer noutros que possam surgir.
Ortoprotesia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Psicologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Medicina – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Geologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Fisioterapia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Fitoquímica e fitofarmacologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Técnico de Radiologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Terapia ocupacional – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Técnico de prótese dentária – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Técnico de Análises clínicas – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Anatomia patológica e citológica – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Arqueologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Astronomia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Biólogo – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Técnico de Cardiopneumologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Engenharia do ambiente – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Enfermagem – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Engenharia geográfica – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Engenharia aeronáutica – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Agronomia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Engenharia biomédica – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
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Farmacêutico – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Medicina dentaria – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Medicina nuclear – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Medicina veterinária – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Meteorologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Neurofisiologia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Nutricionismo – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Oceanografia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
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Química e bioquímica – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
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Radioterapia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Técnico de farmácia – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
Terapêutica da fala – www.acessoensinosuperior.pt/indcurso.asp?c
O curso de Ortoprotesia tem como objectivo formar profissionais com competência científica, responsabilidade, conhecimento e autonomia para providenciar, adaptar e aplicar próteses e ortóteses adequadas às várias situações com uma abordagem sistemática de análise, avaliação e investigação de modo a tomarem decisões, planearem e processarem acções independentes ou dentro de uma equipa multidisciplinar.
A Ortoprotesia é uma profissão autónoma e independente, gozando de enquadramento legal e funcionando em complementaridade com diversos grupos profissionais de saúde.
É de salientar que o Serviço Nacional de Saúde prevê vagas no quadro para ortoprotésicos, que não estão preenchidas devido à falta de técnicos e de cursos superiores para os formar.
O curso de Ortoprotesia visa formar profissionais habilitados com competência científica, responsabilidade, conhecimento e autonomia suficientes para que, de acordo com uma abordagem sistemática, de análise, avaliação e investigação, consigam coligir informação de uma forma lógica e fundamentada, retirem conclusões, tomem decisões, planeiem e processem acções independentes ou dentro da equipa de reabilitação tomando o indivíduo com deficiência motora funcional e plenamente integrado na sociedade através do uso de uma prótese ou ortótese.
A sua função basilar alicerça-se no estudo, construção, adaptação e aplicação de próteses e ortóteses a indivíduos com amputação, ausência congénita dos membros ou deficiência funcional total ou parcial do sistema neuro-músculo-esquelético. Os ortoprotésicos podem providenciar próteses adequadas aos diferentes pacientes como substituição de membros perdidos em acidentes, amputação ou doença congénita. Após análise do paciente, o ortoprotésico prescreve um membro cujo aspecto e função se aproxima o mais possível ao membro natural tanto quanto a moderna tecnologia o permita.
Saídas Profissionais:
- Centros de Saúde ao nível dos cuidados de saúde primários;
- Hospitais com valências em Fisiatria, Ortopedia e Cirurgia;
- Hospitais que possuam Departamento de Ortoprotesia;
- Ortopedias
- Farmácias que comercializem produtos ortopédicos
- Clínicas e Centros de Reabilitação
- Consultadoria
- Consultadoria
- Indústria de Ortoprotesia
- Comércio de componentes e materiais de Ortoprotesia
- Ensino
- Investigação
As funções dos psicólogos variam consoante o campo de intervenção. Por exemplo, os psicólogos clínicos efectuam diagnósticos de problemas emocionais ou perturbações de personalidade e, a partir da avaliação do estado psicológico do indivíduo, prescrevem e realizam terapias individuais ou de grupo. Os psicólogos que trabalham em orientação escolar e profissional procuram apoiar os indivíduos nas suas escolhas formativas e profissionais e no desenvolvimento pessoal ao longo do ciclo de vida. Aqueles que trabalham em psicologia da educação actuam em vários domínios do sistema educativo e seus intervenientes: escola, família, autarquias, comunidade, etc. Ainda neste âmbito, actuam ao nível da prevenção e dos aspectos terapêuticos (por exemplo, ajudam na readaptação à escola quando se verificam distúrbios de conduta). Quando trabalham no departamento de recursos humanos de uma empresa são responsáveis pelo recrutamento, selecção e avaliação do pessoal, bem como pela elaboração de programas de formação que visem o desenvolvimento das competências dos indivíduos e o desenvolvimento da organização.
A prática da psicologia é sensível ao desenvolvimento tecnológico, nomeadamente através do importante contributo que este veio dar no que diz respeito ao equipamento auxiliar da neuropsicologia (por exemplo, para ajudar na recuperação da fala).
Para um bom exercício da psicologia, o psicólogo deve interiorizar o respeito pela dignidade e valor dos indivíduos. É fundamental, ainda, que saiba ouvir o outro, que se abra às opiniões de outros colegas ou de profissionais de outras áreas (assistentes sociais, professores, etc.), que se responsabilize pela consequência dos seus actos e dos serviços prestados e que cumpra as normas morais e éticas que regem o exercício da profissão. Por exemplo, uma dessas normas é o sigilo profissional a que estão obrigados: dado o eventual carácter íntimo dos problemas que podem abordar, as informações que os seus clientes/pacientes lhes transmitem são absolutamente confidenciais e só poderão ser utilizadas para solucionar a situação ou problema em causa.
Emprego
Os psicólogos podem trabalhar em diversas entidades, quer no sector público, quer no sector privado: escolas (de diferentes níveis de ensino), centros de investigação, centros de emprego, hospitais, centros de saúde, instituições particulares de solidariedade social de natureza diversa (por exemplo, centros de apoio a toxicodependentes e centros de apoio a pessoas portadoras de deficiência), tribunais, instituições de reinserção social, organismos da administração pública central, bancos e empresas (nomeadamente, empresas de consultadoria e empresas de estudos de mercado). Predominantemente, os psicólogos trabalham por conta de outrem. No entanto, é comum haver situações em que acumulam o trabalho por conta de outrem com o trabalho por conta própria.
Formação e Evolução na Carreira
O núcleo das disciplinas principais que constituem uma licenciatura em Psicologia integra dois blocos disciplinares. Um bloco diz respeito às disciplinas introdutórias, como epistemologia e metodologia da investigação, biologia e genética, estatística, introdução à psicologia cognitiva, psicologia do desenvolvimento, neurofisiologia, psicologia da motivação, psicologia social, psicometria ou psicopatologia geral.
É a área do conhecimento humano ligada à manutenção e restauração da saúde. É, num sentido amplo, a ciência da prática da prevenção e da cura das doenças humanas.
Os médicos têm como tarefas principais a promoção da saúde, prevenção diagnóstico e tratamento de doenças e a reabilitação.
Todos os médicos se especializam num determinado tipo de intervenção, dependendo as suas funções da respectiva especialidade, designadamente:
· Anatomo-Patologista: Estuda a natureza, causa e desenvolvimento das doenças do organismo humano, assim como as alterações que causam nas células, tecidos e órgãos, através de exames laboratoriais.
· Anestesista: Aplica técnicas com vista à supressão temporária da sensibilidade (geral ou localizada) do corpo do doente, assegurando a manutenção ou recuperação das suas funções vitais.
· Cardiologista: Diagnostica e trata doenças cardiovasculares, ou seja, relativas ao coração e aos vasos sanguíneos.
· Cirurgião: Realiza intervenções cirúrgicas, tendo em vista a correcção de deformidades adquiridas ou congénitas, o tratamento de doenças e a melhoria das funções orgânicas.
· Clínico Geral: Assegura a continuidade dos cuidados médicos e examina o doente com vista à detecção de problemas de saúde, podendo prescrever medicamentos, pedir exames e orientar o utente para uma especialidade.
· Médico de Medicina Legal: Especialista na aplicação de conhecimentos a casos de processo civil e criminal que podem ser resolvidos pela medicina.
· Médico de Saúde Pública: Planeia, organiza e desenvolve programas de cuidados de saúde, com vista à prevenção de doenças ou à promoção da saúde da população em geral e de determinados grupos populacionais definidos.
· Médico de Trabalho: No âmbito de uma organização empresarial, zela pela saúde dos trabalhadores, realizando os exames necessários em função da actividade profissional e desenvolvendo estudos e acções sobre as condições de higiene, saúde e segurança do ambiente/local de trabalho.
· Dermatologista: Diagnostica e trata doenças da pele.
· Endocrinologista: Especialista em doenças das glândulas de secreção interna, do metabolismo e nutrição.
· Estomatologista: Diagnostica e trata doenças da boca e das gengivas, cáries e malformações dos dentes.
· Fisiatra: Especialista em doenças do foro da medicina física e de reabilitação.
· Gastrenterologista: especialista em doenças gastrointestinais e hepáticas.
· Ginecologista e Obstetra: Responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças da mama e do aparelho genital feminino, bem como pelo acompanhamento da mulher grávida.
· Internista (ou médico de medicina interna): Diagnostica e trata as afecções internas ao organismo, tendo em conta o funcionamento global do corpo humano.
· Nefrologista: Diagnostica e trata doenças dos rins.
· Neurologista: Diagnostica e trata doenças orgânicas do sistema nervoso central, periférico e músculos.
· Oftalmologista: Diagnostica e trata doenças e lesões dos olhos.
· Otorrinolaringologista: Diagnostica e trata doenças das vias aéreas superiores, dos ouvidos e da garganta.
· Pediatra: Acompanha o desenvolvimento físico e psíquico de crianças, prevenindo, diagnosticando e tratando situações patológicas ou doenças.
· Pneumologista: Diagnostica e trata doenças do sistema respiratório.
· Psiquiatra: Diagnostica e trata doenças e perturbações mentais, com base na avaliação do estado geral, neurológico e psíquico do doente.
· Urologista: Diagnostica e trata doenças das vias genito-urinárias.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Duração do curso: 6 anos
Emprego
A maioria dos médicos portugueses trabalha no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), exercendo a sua actividade em estabelecimentos hospitalares e centros de saúde. Outros exercem a sua actividade por conta própria, quer explorando um consultório individualmente quer associando-se com colegas de profissão na exploração de uma clínica ou centro médico privado.
Alguns trabalham, ainda, em:
Organizações que prestam serviços ao domicílio;
Empresas (como médicos de trabalho);
Faculdades e laboratórios (como docentes e/ou investigadores);
Sindicatos;
Clubes desportivos (medicina desportiva);
Organismos das Forças Armadas.
Perspectivas
Os médicos deparam-se com algumas dificuldades no mercado de trabalho actual. Uma delas é a abertura reduzida de vagas para os serviços públicos de saúde, sendo o Estado a principal entidade empregadora. Actualmente têm de se sujeitar a concurso para as diferentes especialidades, sendo as vagas insuficientes para absorver todos os que terminam a formação.
Os geólogos estudam a composição e a evolução da Terra e de outros planetas, realizam trabalhos de prospecção e exploração de certos recursos naturais, participam no estudo dos terrenos destinados a obras de engenharia e efectuam experiências e investigações.
São responsáveis por trabalhos de cartografia geológica, registando em mapas a distribuição dos diferentes tipos de rochas, as estruturas tectónicas (por exemplo, dobras e fracturas nas rochas), os acidentes tectónicos (falhas e fracturas geológicas nas rochas), a inclinação e a espessura das camadas rochosas, a idade dos diferentes afloramentos rochosos, os tipos de fósseis existentes, a topografia, etc. Elaboram, também, cartas (mapas) de risco sísmico, nas quais inventariam, por exemplo, as zonas mais sujeitas a sismos. Identificam, igualmente, as zonas mais sujeitas a fenómenos como cheias e desabamentos de terras.
Estes profissionais realizam tarefas relacionadas com ciências como o vulcanismo, a paleontologia, a mineralogia e a petrologia. Por exemplo, em relação ao vulcanismo estudam a evolução e o desenvolvimento de erupções vulcânicas, tendo em vista, especialmente, a sua previsão e a prevenção e diminuição dos riscos. No que diz respeito à paleontologia, estudam fósseis considerados relevantes para perceber a evolução do planeta Terra, como é o caso dos fósseis dos dinossauros. Nas actividades ligadas à mineralogia, identificam as jazidas (depósitos) de minério, petróleo e gás natural e acompanham as respectivas sondagens de prospecção. Na área da petrologia, ocupam-se do estudo das rochas, procurando saber, por exemplo, quando e como as rochas foram formadas e o que lhes aconteceu desde então, avaliando igualmente o seu interesse como recurso. Além das rochas, também os minerais, como as pedras preciosas, são alvo das suas investigações.
Emprego
As principais entidades empregadoras de geólogos são os ministérios que possuem serviços responsáveis pelo ambiente, recursos geológicos, estradas e engenharia civil, o Ministério da Educação (com destaque para as universidades), as autarquias e as empresas mineiras, petrolíferas, de gás natural, de construção civil, de exploração de pedreiras, de exploração de águas e de geologia. Entre estas organizações, as que se têm destacado na procura de profissionais estão ligadas, principalmente, a actividades relacionadas com a geotecnia e a hidrogeologia. Esta procura verifica-se sobretudo no litoral do continente e com maior incidência nos centros urbanos.
Não obstante a quantidade de entidades empregadoras, o número de geólogos existentes supera a procura. Por outro lado, a actividade por conta própria é limitada, dado o elevado investimento exigido para adquirir os equipamentos necessários à execução de muitas tarefas. Estes factores têm como consequência a derivação para os estabelecimentos do ensino básico e secundário, onde podem leccionar disciplinas como, por exemplo, Ciências Naturais, Geologia e Biologia.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Estes cursos têm uma componente de matérias básicas, quer da área da geologia, quer das áreas da biologia, da matemática, da química e da física, e uma componente de matérias específicas da área da geologia, como cartografia geológica, jazigos minerais, petrologia sedimentar e hidrogeologia, entre outras.
Hoje em dia, considera-se cada vez mais importante a obtenção de um mestrado para concorrer no mercado de trabalho desta área, havendo várias possibilidades.
Condições de Trabalho
Os geólogos trabalham no campo, em gabinetes e
O ruído elevado (produzido por máquinas) e a exposição a condições meteorológicas adversas (chuva, frio, calor, etc.) são típicos de muitas actividades destes profissionais. Em certos trabalhos existem, inclusive, alguns riscos para a saúde, caso não se respeitem algumas normas de higiene e segurança, tais como a utilização de capacete, máscara e vestuário apropriado.
Por norma, os geólogos cumprem um horário de 35 ou de 40 horas semanais, consoante trabalhem no sector público ou no sector privado, respectivamente. No entanto, estes horários são, por vezes, excedidos, sobretudo quando desenvolvem trabalho de campo.
Perspectivas
Quem tencionar ser geólogo deve considerar que, no futuro, poderá enfrentar algumas dificuldades de ingresso no mercado de trabalho. A tendência será para a diminuição da procura de profissionais na globalidade das áreas de actividade em que os geólogos trabalham. A principal excepção a esta tendência será a área do ambiente e ordenamento do território. A participação em estudos de impacto ambiental realizados por empresas especializadas ou a consultadoria, feita por empresas de geologia a empresas com preocupações ambientais, são exemplos de actividades que poderão criar emprego para os geólogos. As áreas que continuarão a apresentar boas perspectivas de futuro são as relacionadas com a hidrogeologia e a geotecnia.
Os fisioterapeutas são profissionais de saúde cuja intervenção central consiste em tratar, habilitar e reabilitar pessoas com disfunções de natureza diversa (física, mental, de desenvolvimento, etc.), no sentido de desenvolver, manter e restaurar o seu movimento ou capacidade funcional, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida. Para esse efeito utilizam modalidades educativas e terapêuticas específicas, baseando-se na análise e avaliação do movimento e da postura e no conhecimento que têm da estrutura e função do corpo humano.
Estes profissionais colaboram em programas no âmbito da promoção da saúde, prevenção, tratamento e reabilitação, trabalhando com pessoas de todas as idades (bebés, adolescentes, adultos, etc.), com as mais diversas patologias (ortopédicas, neurológicas, reumatológicas, etc.) ou com necessidades específicas (grávidas, desportistas, etc.). Trabalham, igualmente, com pessoas portadoras de incapacidade ou deficiência, com o fim de as ajudar a aumentarem e/ou readquirirem os seus potenciais físicos, ensinando-lhes o modo de proceder mais adequado à sua incapacidade ou lesão.
Por vezes, a sua intervenção integra-se num trabalho de equipa, na maioria dos casos constituída por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e terapeutas da fala, entre outros. No entanto, a sua intervenção concreta é levada a cabo numa relação directa com os doentes e seus familiares, sem intervenção de qualquer outro profissional.
Emprego
Os fisioterapeutas podem trabalhar em diversas entidades, quer no sector público, quer no sector privado. Na área da prevenção, promoção e educação para a saúde, estão maioritariamente inseridos em centros de saúde, onde desenvolvem trabalho comunitário, por exemplo, em domicílios, escolas, estabelecimentos termais, instituições desportivas, departamentos de saúde ocupacional de empresas e instituições de ensino especial. No que respeita à área dos cuidados curativos e de reabilitação, estes profissionais trabalham sobretudo em hospitais, maternidades, centros de reabilitação, lares, instituições de apoio a idosos, gabinetes e clínicas. Nas instituições privadas, o exercício desta profissão desenvolve-se tanto por conta de outrem como por conta própria.
A sua situação no mercado de trabalho é globalmente favorável à inserção na vida activa dos recém-formados, o que se deve em parte, à crescente procura da população em geral pelos serviços prestados por estes profissionais, dada a melhoria da qualidade de vida decorrente das metodologias de recuperação que utilizam no tratamento das mais diversas patologias.
A distribuição destes profissionais pelo país respeita, de um modo genérico, a da população nacional, pelo que a sua maioria trabalha nos centros urbanos, nomeadamente nos de grande dimensão. Todavia, começam a registar-se alguns sinais de saturação nas grandes cidades, a par com uma carência nas regiões do interior, onde as oportunidades de trabalho podem surgir com maior facilidade.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Regra geral, os cursos em Fisioterapia compreendem aulas teóricas, práticas e períodos de estágio. No seu início, estes cursos integram normalmente disciplinas básicas nas áreas das ciências biomorfológicas (anatomia, fisiologia, fisiopatologia, etc.) e das ciências humanas (psicologia, sociologia, psicopatologia, etc.). À medida que prosseguem, aumentam o número de disciplinas especificamente relacionadas com a profissão, como estudos do movimento humano, terapia pelo movimento, terapia manual, agentes físicos e naturais, entre outras.
Condições de Trabalho
Os fisioterapeutas que se encontram no sector público têm uma carga horária normal de 35 horas semanais, ainda que haja regimes especiais de horário de 42, 24 e 20 horas. No sector privado, a carga horária é variável, maioritariamente determinada pelo número de pacientes em tratamentos.
Esta profissão pode ser exercida em diversos espaços físicos, desde um simples e pequeno espaço que se revele suficiente para o tratamento adequado ao caso até grandes áreas (como piscinas ou ginásios), passando pelo domicílio dos doentes/clientes. De um modo geral, as clínicas privadas têm um ginásio e/ou gabinetes individuais, sendo de extrema importância, para o bom desempenho da actividade, que possuam condições adequadas de luz e salubridade.
Perspectivas
Sendo esta uma profissão da área da saúde, a tendência será para o avanço contínuo dos conhecimentos técnico-científicos e para a introdução de novas técnicas e metodologias. Na área da fisioterapia, especificamente, tem-se assistido ao aumento da investigação e da docência, bem como ao surgimento de complementos de formação, como pós-graduações, mestrados e doutoramentos.
Além disso, e no seguimento do registado até agora, estes profissionais tenderão a especializar-se em determinadas áreas, diferenciadas segundo o público das suas intervenções. Por exemplo, o aumento da esperança média de vida tem levado ao crescimento da população idosa e, consequentemente, conduzirá a uma maior necessidade de fisioterapeutas especializados
No entanto, é de prever que o actual quadro favorável se mantenha a médio prazo, dada a grande procura dos préstimos destes profissionais e a probabilidade de surgirem novas áreas de intervenção e/ou o desenvolvimento para além das já existentes. Por exemplo, é expectativa destes profissionais que a sua profissão se expanda no domínio da prevenção, através do aumento da sua participação quer em programas de prevenção e de educação para a saúde destinados aos jovens, quer em actividades dirigidas aos trabalhadores, no âmbito da ergonomia e da promoção da saúde no posto de trabalho.
A Licenciatura em Fitoquímica e Fitofarmacologia pretende conferir capacidade técnica e competências ao nível da produção agrícola e biotecnológica de plantas com interesse económico não alimentar, da sua caracterização e valorização química e da valorização económica, que permitam a competitividade no mercado empresarial. As competências a adquirir relacionam-se com o conhecimento das características produtivas das plantas aromáticas e medicinais, do seu metabolismo secundário, composição química e caracterização fitofarmacológica.
Saídas Profissionais
O licenciado em Fitoquímica e Fitofarmacologia poderá desempenhar funções técnicas em Sectores de Produção Primária e Biotecnológica de espécies vegetais de interesse Químico e Industrial e nomeadamente,
Os técnicos de radiologia são profissionais de saúde que efectuam exames na área da radiologia, ou seja, actuam ao nível da produção de imagens do interior do corpo que permitem diagnosticar situações patológicas como pneumonias, tumores ou fracturas ósseas. As suas principais funções consistem, assim, na programação, execução e avaliação de todas as técnicas radiológicas utilizadas no diagnóstico, na prevenção e promoção da saúde, recorrendo para esse efeito a equipamentos tecnologicamente avançados.
Emprego
A maioria dos técnicos de radiologia exerce a sua actividade nos serviços de saúde públicos e privados, designadamente em centros de saúde, hospitais (públicos e de gestão privada), clínicas.
De uma forma geral, a situação actual dos técnicos de radiologia no mercado de trabalho pode considerar-se positiva. Contudo, face ao aumento de vagas ocorridas nos últimos anos, é previsível que dentro em breve haja dificuldades de emprego.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
O curso de Radiologia é um curso bietapico. Desenvolve-se num primeiro ciclo de 3 anos, que confere o grau de bacharel, e um segundo ciclo de 1 ano que completa a formação atribuindo o grau de licenciado.
Regra geral, o curso de Radiologia compreende aulas teóricas e práticas e períodos de estágio. No seu início, integra normalmente nos seus planos curriculares disciplinas gerais na área da saúde, mas à medida que prossegue aumenta o número de disciplinas mais especificamente relacionadas com a radiologia. Além disso, é habitual incluir disciplinas da área das ciências sociais e humanas (sociologia, psicologia).
Condições de Trabalho
As instalações em que se desenvolve esta sua actividade constituem-se normalmente por espaços equipados com os aparelhos necessários para a realização dos exames radiológicos (aparelhos de raio-x, de tomografia, etc).
Tal como a maioria dos profissionais de saúde, estes técnicos estão expostos a algumas situações de risco, como o perigo de contágio de doenças infecto-contagiosas. O facto de trabalharem com radiações implica, ainda, cuidados mais específicos, nomeadamente o cumprimento rigoroso das regras de segurança e protecção neste domínio.
Perspectivas
Espera-se que esta área continue a registar uma evolução tecnológica bastante expressiva, visível no constante aperfeiçoamento dos equipamentos e na diversidade e melhoria da qualidade das imagens de diagnóstico obtidas. Espera-se, igualmente, que venham a registar-se maiores avanços no domínio da protecção radiológica quer dos utentes quer dos profissionais que trabalham com radiações.
Avalia, trata e faz reabilitação física ou psicológica de indivíduos com disfunção física, mental, de desenvolvimento ou outras, através de exercícios motores e actividades várias de carácter manual, oficinal, artístico e sócio-recriativo;
Utiliza técnicas terapeutas integradas em unidades seleccionadas consoantes o objectivo pretendido e enquadradas na relação terapeuta/utente;
Faz a prevenção da incapacidade através de estratégias adequadas, com vista a proporcionar ao individuo o máximo de desempenho e autonomia nas suas funções pessoais, sociais e profissionais e, se necessário, faz o estudo e desenvolvimento das respectivas ajudas técnicas, em ordem a contribuir para uma melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência motora ou mental, congénita ou adquirida;
Emprego
Pode exercer a profissão, por contam de outrem ou por conta própria, em estabelecimentos públicos ou privados, tais como:
· Unidades hospitalares
· Clínicas
· Centros de reabilitação
· Escola de ensino especial
· Jardim de Infância
· Lares de terceira idade
Perspectivas
Prevê-se uma maior intervenção deste técnico a nível da prevenção da doença e da promoção da saúde quer da população em geral, quer de grupos específicos de risco.
Perspectiva-se, igualmente, o desenvolvimento de modelos de cuidados terapêuticos em áreas recentes de actuação como sida, maus tratos infantis e outras.
ü Desenha, prepara, fabrica, modifica e repara dentaduras e outros tipos de prótese dentárias, a partir das indicações médicas e do exame de boca e dentes do doente, utilizando os produtos, materiais, técnicas e procedimentos de acordo com as prescrições e indicações dos médicos dentistas ou estomatologistas.
ü Executa moldes, escolhe e determina o tipo de dentes a utilizar, tendo em conta o aspecto estético, morfológico e funcional e a respectiva fixação;
ü Executa placas de metal ou de plástico, a partir de medidas previamente determinadas, bem como peças em aço, ligas de cromo ou de outros metais;
ü Elimina pequenas deficiências, aperfeiçoa as superfícies das peças dentarias, aplica e afina, se necessário, as próteses dentarias na boca do doente.
Emprego
Pode exercer em estabelecimentos públicos ou privados, tais como:
ü Unidades hospitalares
ü Consultórios dentários
ü Laboratórios de prótese dentaria
Perspectivas
A evolução das tecnologias laboratoriais, aliada a melhoria dos cuidados de saúde no nosso país, incluindo os de saúde oral, fazem prever a procura de próteses mais sofisticadas, tais como as próteses fixas, nomeadamente a prótese fixa sobre implantes, tendo em vista restituir ao paciente, de forma mais eficaz, a estética, a função e a fonética perdidas.
O curso Técnico em Análises Clínicas prepara o profissional para realizar exames laboratoriais de sangue, fezes, urina, sémen, secreção vaginal, entre outros. Não apenas capacitado para realizar os exames, o profissional tem a capacidade para compreender a importância de cada análise e os resultados obtidos. Com este intuito, o curso abrange conhecimentos técnicos e básicos que são discutidos nas diversas disciplinas.
O técnico de análises clínicas e saúde pública tem um papel importante nos cuidados médicos actuais, ajudando a preservar a saúde e prevenir e/ou combater a doença, no indivíduo e na comunidade. Trabalha em equipas multidisciplinares no rastreio e diagnóstico da doença, na avaliação da efectividade do tratamento, na monitorização e controlo de terapêuticas/drogas e de alimentos, na pesquisa das causas e curas da doença, no âmbito da Patologia Clínica, Hematologia Clínica, Imunohematologia, Genética, Biologia Molecular, Saúde Pública, Imunologia e Microbiologia.
Atendendo aos elevados custos envolvidos na prestação destes serviços, o técnico de análises clínicas deve estar preparado para assegurar de forma racional a gestão, o aprovisionamento, a manutenção e o controlo do material e do equipamento com que trabalha. Porque as técnicas actualmente usadas nos laboratórios requerem a utilização de aparelhagem e métodos automáticos altamente sofisticadas, o técnico de análises clínicas deve ser eficaz na operação dessa aparelhagem, bem como metodologicamente apto a implementar e aplicar os processos subjacentes a essas técnicas.
Formação
Este curso pretende ministrar aos alunos, conhecimentos em áreas vitais e cada vez mais sensíveis, tais como a Saúde Pública, Controlo de Qualidade e Amostragem, Controlo de Alimentos e Águas e Farmacotoxicologia, áreas em que os técnicos formados poderão desempenhar um papel muito importante na sociedade actual.
O técnico de Análises Clínicas e de Saúde Pública fica, assim, capacitado para exercer actividade profissional, nas diferentes vertentes que constituem as principais valências do curso, como a Hematologia, Bioquímica, Microbiologia, Imunologia entre outras áreas de aprendizagem, que constituem as diferentes valências da Patologia Clínica.
Emprego
· Efectua colheitas de produtos biológicos, selecciona as técnicas, os equipamentos e os reagentes mais adequados ao trabalho a realizar;
· Planeia, programa e efectua determinações analíticas, procedendo ao controlo e garantia da qualidade;
· Regista e avalia os resultados em função do diagnóstico, tratamento ou rasteio a que se destinam.
O técnico de ACSP é um elemento das equipas multidisciplinares que trabalham em instituições de prestação de cuidados de saúde, públicas e privadas, tais como:
Hospitais;
Instituto de sangue;
Centros de saúde;
Centros de toxicologia/reabilitação;
Clínicas;
etc...
Pode também actuar de uma forma mais independente em:
· Empresas;
· Industrias que produzem reagentes para laboratórios e vacinas;
· Centros desportivos;
· Docência e investigação em instituições do ensino superior.
Os técnicos de anatomia patológica, citológica e tanatológica são profissionais de saúde cujas actividades principais consistem em avaliar, planear e processar amostras de tecidos e de células isoladas, colhidas em organismos vivos e mortos, para a sua observação óptica ou electrónica, a nível macroscópico e microscópico. O seu trabalho visa, sobretudo, o diagnóstico e o prognóstico de patologias na espécie humana, destacando-se como suas principais áreas de intervenção a histologia e a citologia
A histologia consiste no estudo macroscópico e microscópico de amostras de tecidos como fragmentos de tecidos colhidos numa autópsia, peças cirúrgicas e biópsias. Em organismos vivos, são os exames histológicos que permitem identificar, por exemplo, uma cirrose hepática – através da biópsia de um fígado – ou um cancro ósseo – através da biópsia de um osso. Em organismos mortos, a histologia permite identificar a causa de morte e é, por isso, utilizada quer no âmbito das autópsias clínicas (por exemplo, de pessoas que morrem em hospitais mas cuja causa de morte suscita dúvidas), quer no âmbito das autópsias médico-legais (por exemplo, de pessoas que se suspeita terem sido assassinadas).
A citologia é o estudo de células que se destacam dos tecidos espontaneamente ou por técnicas próprias. A citologia constitui um meio de diagnóstico precoce de lesões malignas ao permitir a identificação de células neoplásicas (tumores). Além disso, serve para realizar estudos hormonais e detectar processos inflamatórios e infecciosos provocados por microrganismos.
Para além destas áreas, a intervenção destes profissionais pode estender-se a outras mais específicas:
· Diagnóstico pré-natal → estudam o núcleo de células com vista a, por exemplo, averiguar anomalias do feto
· Toxicologia forense (legal) → procedem ao estudo de tecidos de cadáveres para averiguar, por exemplo, se houve a ingestão de produtos químicos na hipótese de um envenenamento;
· Imunocitoquímica → determinam num tumor maligno, por exemplo, qual o seu tipo, grau de evolução e gravidade;
· Promoção da saúde (participando em programas de educação para a saúde);
· Docência;
· Investigação.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Esta formação compreende aulas teóricas, teórico-práticas, práticas e períodos de estágio. No início, integra disciplinas gerais como anatomia, fisiologia, anatomia patológica (o estudo da doença), bioquímica e biofísica. À medida que o curso prossegue, aumentam o número de disciplinas especificamente relacionadas com esta profissão: a nível científico, histologia, imunologia, genética/biologia molecular, citologia e tanatologia médica e forense; e a nível técnico e/ou processual, métodos e técnicas histoquímicas e citológicas, técnicas laboratoriais e metodologias de investigação. É habitual incluir disciplinas complementares, tais como sociologia, ética ou deontologia.
Emprego
A maioria destes profissionais trabalha no sector público, em:
· Hospitais;
· Laboratórios de investigação criminal;
· Institutos de patologia e investigação (como os Institutos Portugueses de Oncologia e os Institutos de Medicina Legal de Coimbra, Lisboa e do Porto);
· Maternidades;
· Laboratórios de anatomia animal;
· Estabelecimentos de ensino politécnico e universitário;
· Centros de saúde.
No sector privado, trabalham em laboratórios que realizam análises de anatomia-patológica, quer por conta de outrem, quer por conta própria (sempre sob direcção técnica de um médico anatomo-patologista).
Condições de Trabalho
No sector público, a carga horária normal destes profissionais é de 35 horas semanais, ainda que haja regimes de horário especial de 42, 24 e 20 horas semanais.
No sector privado, a carga horária praticada é, regra geral, idêntica à da função pública, excepto entre aqueles que trabalham por conta própria .
Tal como a maioria dos profissionais de saúde, estes técnicos estão expostos a algumas situações de risco, uma vez que lidam directamente com tecidos que poderão estar infectados (com tuberculose, HIV, viroses, etc.) e utilizam regularmente produtos irritantes, inflamáveis, tóxicos e/ou cancerígenos. Por isso, devem ter uma preocupação constante com a sua protecção, por exemplo, através do uso de luvas e máscaras.
Geograficamente, a maioria destes profissionais trabalha nos grandes centros urbanos, com destaque para Lisboa e Porto, ainda que a sua procura se verifique por todo o território nacional.
Perspectivas
O quadro futuro desta profissão afigura-se moderadamente optimista. Para aqueles que já exercem esta profissão, o futuro afigura-se optimista pois esta é uma profissão relativamente recente no nosso país e apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento, designadamente através do alargamento de campo de intervenção nas áreas da genética (fertilização in vitro), imunocitoquímica, biologia molecular, medicina veterinária e medicina forense. Para aqueles que pretendem enveredar por esta profissão, a recente abertura de várias escolas que ministram este curso veio provocar um aumento do número de licenciados, levando a que a oferta seja superior à procura. No entanto, o sector público poderá apresentar algumas potencialidades de crescimento, nomeadamente se estes profissionais passarem a ser necessários nos centros de saúde para a realização de rastreios oncológicos junto das comunidades.
Os arqueólogos investigam as sociedades do passado a partir do estudo sistemático dos seus vestígios materiais e utilizando metodologias próprias, com o objectivo de conhecer os seus modos de vida e os seus percursos históricos. No caso das sociedades extintas sem escrita, este tipo de investigação é o único possível.
A recolha da informação não implica necessariamente a realização de escavações arqueológicas, podendo ser conseguida apenas com o recurso a inventários de superfície ou ao estudo de colecções conservadas em museus. No entanto, a maior parte da investigação arqueológica socorre-se da intervenção directa no solo, já que nem sempre é possível a aquisição de dados suficientemente relevantes sem a realização de escavações.
Um outro campo de actuação dos arqueólogos é a chamada arqueologia de salvamento ou arqueologia de emergência: o inevitável desenvolvimento das sociedades actuais, acompanhado da expansão e reformulação das áreas urbanas, da abertura de novas vias de comunicação, da criação de novas e cada vez maiores infra-estruturas, provoca uma pressão adicional sobre o património arqueológico, exigindo profundas alterações legislativas e a criação de mecanismos que permitam uma célere actuação por parte de equipas especializadas e o salvamento do máximo de informação possível, quando não dos próprios vestígios, A minimização dos impactes derivados da realização de obras públicas ou privadas de grande amplitude implicou a integração de arqueólogos nas equipas que elaboram os estudos de viabilidade e de impacto ambiental, cumprindo as normas europeias que regulam a protecção patrimonial e ambiental.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Arqueologia, Arqueologia e História ou História, variante Arqueologia
Emprego
No sector público, os organismos que empregam estes profissionais são:
· Serviços centrais da administração pública, como:
― Instituto Português de Arqueologia (IPA);
― Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico (IPPAR);
― Instituto para a Conservação da Natureza (ICN);
― Instituto Português de Museus (IPM);
· Instituições de ensino superior;
· Centros de investigação associados às universidades ou a outros organismos públicos.
Ainda no sector público, a tendência actual é para que sejam as autarquias a empregar maior número de arqueólogos, porque as autarquias têm um papel decisivo na conservação do património e na detecção de eventuais estações arqueológicas, dada a sua posição estratégica local. Por outro lado, o trabalho nas autarquias permite que os arqueólogos tenham uma maior proximidade com as populações e, por isso, possam ter um conhecimento mais imediato sobre uma eventual descoberta, o que possibilita uma actuação mais rápida, caso disponham dos meios necessários. Neste contexto particular, a actividade dos arqueólogos pode ser desenvolvida em diversos campos: realizando escavações arqueológicas importantes para o estudo da história local, acompanhando obras de construção civil em zonas de potencial arqueológico, apoiando a realização de exposições e colóquios, a criação de museus e/ou parques arqueológicos, ou ainda colaborando em campanhas de sensibilização. Neste último caso, podem trabalhar, nomeadamente, junto das escolas, com o intuito de sensibilizar os jovens para os problemas relacionados com a conservação do património.
No sector privado, existe alguma procura pontual de arqueólogos, em regime de trabalho liberal, por parte de:
· Empresas de engenharia ambiental;
· Empresas de consultadoria;
· Empresas de construção civil e obras públicas.
Condições de Trabalho
No sector público ou em empresas privadas de arqueologia, como trabalhadores por conta de outrem, os arqueólogos cumprem uma carga horária semanal habitual de 35 horas. No entanto, é comum usufruírem de uma certa flexibilidade de horário, nomeadamente quando estão a desenvolver trabalho de campo, altura em que podem ter de trabalhar mesmo durante a noite, sobretudo no acompanhamento de obras que decorrem por turnos, como foi o caso do Metropolitano de Lisboa.
Dado que a maioria dos arqueólogos trabalha hoje em dia no sector privado, a situação laboral mais frequente é a de profissional liberal, com cargas horárias variáveis e flexíveis, consoante o tipo de trabalho a desenvolver.
Perspectivas
Assiste-se, actualmente, a uma crescente preocupação pela protecção e conservação do património, pelo que a arqueologia deixou de ser apenas assunto de alguns para se tornar numa preocupação geral da sociedade. Exemplo disso é a crescente oferta de trabalho na área da arqueologia preventiva e de emergência, associada a empreendimentos de construção pública e privada, ou o trabalho desenvolvido por algumas autarquias.
Os astrónomos estudam o Universo e as leis que regem os seus constituintes no que concerne a sua origem, a sua formação, o seu movimento, a sua evolução, a sua composição química e as suas propriedades físicas. Para tal, observam e tentam compreender os diversos fenómenos que ocorrem no Universo às suas várias escalas.
Os planetas do nosso sistema solar e outros sistemas semelhantes, as estrelas, as nebulosas, as galáxias, os aglomerados de galáxias, as supernovas, as explosões de raios gama, os raios cósmicos, os buracos negros e a radiação cósmica de fundo são alguns dos objectos e fenómenos observados e estudados.
No estudo da dinâmica celeste dos astros, incluem-se também as questões relacionadas com a sua origem, evolução, influência no (e do) meio envolvente.
Os objectivos do trabalho dos astrónomos podem ser muito variados e a sua actividade pode ser mais teórica ou mais experimental e observacional. Os modelos usados em astronomia podem ter uma aplicação prática, por exemplo, na navegação aérea e marítima.
Os astrónomos podem especializar-se em áreas como:
· Sistema solar e outros sistemas planetários;
· Astronomia estelar, galáctica ou extra-galáctica;
· Modelos de evolução estelar e meio interestelar;
· Colapso gravitacional;
· Cosmologia.
Para além das funções de investigação, típicas desta profissão, os astrónomos podem dedicar-se a outras actividades como:
· Ensino da astronomia, da física e da matemática;
· Concepção e desenvolvimento de software;
· Implementação e gestão de bases de dados ou outros sistemas informáticos;
· Construção de instrumentos mecânicos, ópticos e electrónicos.
Actualmente, muitos dos astrónomos que trabalham em instituições de investigação portuguesas participam em colaborações com cientistas de vários países. Com a adesão de Portugal ao ESO (European Southern Observatory – Observatório Europeu do Sul), os astrónomos portugueses podem aceder a este observatório em pé de igualdade com os investigadores europeus. Outros observatórios e telescópios usados por investigadores portugueses estão localizados em sítios como a Ilha das Canárias, Espanha, Chile, Havai, Estados Unidos e África do Sul, entre outros. Os astrónomos portugueses participam ainda em equipas que preparam e analisam dados de observações astronómicas feitas com telescópios instalados em satélites ou sondas da Agência Espacial Europeia ou da NASA, como o SOHO (estudo do Sol), o Hubble ou a Mars Express.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Física ou em Física/Matemática Aplicada. Posteriormente, em função da duração da licenciatura, é aconselhável a frequência de um mestrado no âmbito da Astronomia ou Astrofísica.
Duração: 5 anos
O mestrado inclui, entre outras, matérias relacionadas com astronomia galáctica, cosmologia, atmosferas estelares e meio interestelar e formação de estrelas ou astrofísica nuclear. Após o mestrado, é possível continuar os estudos prosseguindo para o doutoramento, optando por universidades portuguesas ou no estrangeiro para a obtenção do grau. Actualmente, os estudantes têm ingressado directamente no doutoramento em Astronomia ou Astrofísica, tanto em universidades portuguesas como estrangeiras.
É comum estes profissionais trabalharem por conta de outrem, destacando-se como entidades empregadoras as universidades públicas e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, esta última através do financiamento de bolsas de investigação. É nas universidades que se concentram praticamente todos os que exercem a actividade de astrónomo, já que é aí que se encontram os centros de investigação – as organizações que mais promovem a investigação nesta área. Existem centros ou grupos de investigação em astronomia, astrofísica ou cosmologia em várias universidades do país (Porto, Coimbra, Beira Interior, Évora, Lisboa – Universidade Técnica e Clássica – e Algarve).
Os astrónomos devem preparar-se para ter um horário flexível, pois apenas desta forma conseguem observar e recolher informações acerca de objectos e fenómenos raros como, por exemplo supernovas ou explosões de raios gama. Por vezes, só depois de muitos anos é possível repetir a observação, pelo que é importante realizá-la na primeira oportunidade, em qualquer dia do ano.
No que diz respeito ao ensino, o horário de trabalho é pouco flexível e as actividades são desenvolvidas em salas de aula e em gabinetes equipados, normalmente, com computadores. Igualmente em gabinetes, mas apetrechados com sistemas informáticos mais complexos, trabalham os que se encontram na banca ou na bolsa de valores, cujo horário é, em média, de 40 horas semanais.
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Escalões |
1 |
2 |
3 |
4 |
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Investigação científica |
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Investigador coordenador |
4217.23€ |
4439.19€ |
4587.16€ |
4883.11€ |
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Investigador principal com habilitação ou agregação |
3625.34€ |
3773.31€ |
3921.28€ |
4217.23€ |
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Investigador auxiliar com habilitação ou agregação |
3255.41€ |
3403.38€ |
3659.33€ |
3847.30€ |
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Investigador auxiliar |
2885.47€ |
3107.47€ |
3403.38€ |
3625.34€ |
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Assistente de investigação |
2071.62€ |
2145.61€ |
2293.58€ |
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Estagiário de investigação |
1479.73€ |
1627.70€ |
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Perspectivas
No actual panorama, e perante um número de profissionais superior à quantidade de ofertas de trabalho, a concorrência é forte e, como consequência, só é bem sucedido quem provar possuir excelentes conhecimentos e grande profissionalismo. Assim, as perspectivas de emprego não são muito animadoras, designadamente no que diz respeito à investigação. No entanto, em Portugal, tem-se verificado um esforço no sentido de fomentar este domínio do conhecimento, o que tem contribuído para o aumento do número de profissionais desta área Convém realçar que os astrónomos portugueses têm possibilidade de desenvolver investigação em vários países europeus, o que se tem verificado.
Emprego
Na área do ensino, podem exercer em escolas do ensino básico, secundário e universidade. Podem também exercer a sua função no sector privado, em laboratórios de análises biológicas e clínicas. Na indústria podem trabalhar em empreses dos ramos agro-alimentar, químico, farmacêutico e de celulose, entre outras numa vertente ligada á produção ou á comercialização e marketing.
Trabalham ainda na área de administração pública local ou central, nomeadamente em autarquias e em institutos e organismos públicos, colaboram empresas públicas, desempenhando funções ligadas à gestão de recursos tecnológicos.
O mercado de trabalho actual dos biólogos ainda é pequeno. No entanto tende a dar sinais de expansão, devido à procura de áreas não tradicionais do ensino e da investigação. Podem também prestar serviços em estud0os de impacto ambiental, análises de água e estudos de biologia e conservação da natureza.
Perspectivas
Com o desenvolvimento da biologia e a crescente preocupação com os problemas relacionados com a vida no planeta, é provável que o papel do biólogo se venha a acentuar.
É possível que a tendência seja a expansão da actividade para áreas em que tenha uma intervenção pratica, designadamente da resolução dos problemas relacionados com o ambiente, alimentação, saúde ou energia.
Dá-se um crescimento mais acentuado deste curso no sector privado.
Os biólogos estudam todas as formas de vida, desde plantas, animais e outros organismos vivos, como o objectivo de alargar e melhorar o conhecimento cientifico e fazer a sua aplicação prática em campos como a industria, medicina, agricultura, silvicultura, pecuária, ambiente ou biologia marítima.
Na análise dos seres vivos têm em conta a origem, estrutura, funções distribuição, evolução, processos de reprodução e relações com o meio. Procedem também à sua categorização e análise nos vários níveis de organização.
Estudam seres vivos no seu meio natural recolhendo, por vezes alguns exemplares para serem observados e analisados
Podem também desempenhar outras funções conforme a área da sua especialização. Na área da genética estudam por exemplo as mutações. Podem produzir também em laboratório alimentos e animais transgénicos, que tendem cada vez a ter mais valor económico.
Formação e evolução na carreira
Quem quiser enveredar por este curso deve ingressar numa licenciatura na área de biologia.
Relativamente à evolução na carreira, para aqueles que estiverem inseridos na administração pública, esse evolução é determinada pelo o que está previsto na lei para os técnicos superiores. No sector privado, a evolução está condicionada pelas normas e critérios definidos por cada empresa ou pelo sector de actividade em que estão inseridos.
Condições de trabalho
É comum estes profissionais usufruírem de uma certa flexibilidade de horário, nomeadamente enquanto docentes universitários ou como investigadores.
Habitualmente os biólogos não estão sujeitos a situações de perigo para a saúde, contudo podem trabalhar em laboratório com substancias tóxicas ou oranismo0s perigosos. Há alturas em que têm de trabalhar em certas zonas poluídas ou degradadas.
Remunerações
Quanto aos docentes do ensino básico e secundário, os valores situam-se entre 887,84 e os 2.795,04 euros.
Para o sector privados as remunerações podem ser muito diversas, variando consoante o contracto individual de trabalho, a politica da remunerações da empresa, ou do que está definido para o sector em que a empresa se enquadra.
O técnico de cardiopneumologia actua na programação, execução e avaliação de meios de diagnóstico e de acções terapêuticas, no contexto do estudo morfo-funcional e fisiopatológico dos sistemas cardiovascular e respiratório, contribuindo significativamente para promoção da saúde e prevenção das doenças do foro cardiovascular e pulmonar.
Realça-se da sua acção, a realização de meios de diagnóstico, como:
· Electrocardiogramas;
· Provas ergométricas;
· Ecocardiogramas;
· Provas funcionais respiratórias;
· Estudos do sono;
· Estudos ambulatórios da função cardiovascular;
· Estudos de ecodoppler vasculares periféricos e cerebrovasculares;
· Actos invasivos de diagnóstico e terapêutica cardiovasculares;
· Reanimação cardiorespiratória;
· Meios de suporte de vida em cirurgia cardio-torácica através de tecnologia extracorporal;
Emprego
O exercício da cardiopneumologia é feito em unidades de saúde pública e privadas, tais como:
· Centros ou institutos de diagnóstico e terapêutica, hospitais;
· Clínicas e centros de saúde.
Estes profissionais actuam em serviços de diagnóstico de cardiologia, pneumologia, neurologia e em blocos operatórios de cirurgia cardíaca e vascular.
O cardiopneumologista pode também trabalhar na área da investigação e do ensino. Outras das entidades empregadoras destes profissionais são as empresas de comercialização de equipamentos hospitalares (marketing e vendas).
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Cardiopmeumologia
As áreas Cardíaca, Respiratória e Pneumológica são o âmbito privilegiado do Curso bietápico de Licenciatura em Cardiopneumologia. O curso de Cardiopneumologia atribui o grau de bacharel a todos aqueles que concluam todas as unidades curriculares que integram o plano de estudos do 1º ciclo do curso; e atribui o grau de licenciado a todos os que concluam todas as unidades curriculares que integram o plano de estudos do 2º ciclo do curso.
Perspectivas
Cada vez mais hoje em dia, existem doenças relacionadas com o foro cárdio-respiratório. A cardiopneumologia é a área da saúde que permite aos doentes alargarem a sua esperança de vida. Visto isto, são necessário profissionais competentes e especializados para conseguirem diagnosticar as patologias existentes.
Os engenheiros do ambiente estudam os problemas de forma integrada, nas suas dimensões ecológica, social, económica e tecnológica, com vista a promover a adequada gestão de qualquer sistema, assegurando um desenvolvimento equilibrado e sustentado.
· Desenvolvem e promovem a utilização de energias alternativas;
· Dirigem e fazem a manutenção de redes de águas domésticas ou pluviais;
· Colaboram na gestão das zonas costeiras, definindo os espaços destinados à urbanização, aos desportos náuticos e à utilização balnear;
· Executam tarefas de recuperação e manutenção de zonas legalmente protegidas: parques naturais e áreas com ecossistemas inalterados ou pouco alterados pelo homem.
Emprego
Os engenheiros do ambiente podem trabalhar em:
· Administração pública (central, regional ou local),;
· Empresas (industriais, prestadoras de serviços e concessionárias e de consultadoria);
· Ensino (secundário ou superior);
· Investigação;
· Associações ambientalistas.
Aqueles que trabalham na administração pública central e regional estão, essencialmente, encarregues da componente normativa e fiscalizadora, bem como da gestão e conservação de ecossistemas e zonas legalmente protegidas.
Os que integram os quadros das câmaras municipais (administração pública local) ocupam-se, sobretudo, do planeamento e ordenamento do território, da gestão e exploração dos sistemas de abastecimento de água, da gestão e exploração dos sistemas de drenagem e tratamento de efluentes e dos sistemas de recolha, tratamento e destino final dos resíduos sólidos.
Os profissionais que trabalham nas empresas industriais podem ser responsáveis pela gestão e exploração dos sistemas de controlo da poluição e pelos sistemas de gestão ambiental, enquanto que os que trabalham em empresas prestadoras de serviços e concessionárias se encarregam das actividades de gestão e exploração dos sistemas de saneamento básico (águas, efluentes líquidos e resíduos).
Os que trabalham na área da investigação dedicam-se, por exemplo, à concepção de novos sistemas de tratamento de águas residuais, à poluição do ar, ao estudo e modelação matemática de ecossistemas e ao desenvolvimento de eco-produtos e energias alternativas.
Nas associações ambientalistas desenvolvem, entre outras acções, programas de educação ambiental.
Formação
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Duração: 5 anos
Neste curso, destacam-se as ciências de base, como a Matemática e a Biologia, as ciências de engenharia (como a mecânica dos fluidos e o comportamento de materiais), as ciências do ambiente (ecologia, entre outras), as ciências sociais (como a economia e a sociologia do ambiente) e as tecnologias de informação (como a programação e sistemas operativos).
Evolução na Carreira
Regra geral a carreira inicia-se com um estágio de seis ou doze meses, consoante se trate do sector privado ou público. O facto desta ser uma área de actividade recente tem permitido uma evolução na carreira relativamente rápida, com destaque para aqueles que trabalham em empresas de consultoria.
Condições de Trabalho
As condições físicas de trabalho variam consoante o tipo de operações a realizar.
Quando, por exemplo, se planeia uma rede de saneamento básico utilizam-se gabinetes com equipamento informático.
Tratando-se de investigação relacionada com eco-produtos, o trabalho decorre em laboratórios equipados com os instrumentos necessários à avaliação dos efeitos nocivos dos produtos no ambiente.
No caso da conservação de uma zona protegida, é necessário desenvolver algum trabalho de campo, fazendo o levantamento dos elementos que compõem a zona.
Relativamente ao horário praticado pelos engenheiros do ambiente, este varia com o tipo de entidade patronal. Assim, os que trabalham na administração pública praticam um horário semanal de 35 horas semanais, enquanto que os que estão no sector privado praticam um de 40 horas semanais.
Remunerações
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ESCALÕES |
1 |
2 |
3 |
4 |
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Técnico Superior |
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|
Assessor Principal |
2.203,34 |
2.389,54 |
2.575,74 |
2.792,97 |
|
Assessor |
1.893,01 |
2.048,18 |
2.141,28 |
2.265,41 |
|
Técnico Superior Principal |
1.582,68 |
1.737,85 |
1.830,95 |
2.017,15 |
|
Técnico Superior 1ª Classe |
1.427,52 |
1.474,07 |
1.551,65 |
1.691,30 |
|
Técnico Superior 2ª Classe |
1.241,32 |
1.287,87 |
1.349,94 |
1.412,00 |
|
Estagiário |
962,02 |
- |
- |
- |
Programa, executa e avalia cuidados gerais de enfermagem, requeridos pelo estudo de saúde do indivíduo, família e comunidade, no âmbito da patologia, prevenção, tratamento, reabilitação e do tipo de intervenção do serviço:
Presta cuidados específicos de enfermagem adequados à situação do doente, assegurando a vigilância do doente, o registo de sinais, sintomas e reacções ao tratamento e progresso dos doentes;
Assegura os cuidados de higiene, conforto e alimentação;
Assiste os médicos na execução de técnicas médicas e cirúrgicas.
Para além da Enfermagem geral existem ainda as Especialidades em Enfermagem:
Enfermagem Comunitária;
Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica;
Enfermagem de Reabilitação;
Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica;
Enfermagem em Terapia Intensiva;
Enfermagem em Administração;
Enfermagem com Idosos.
Espera-se legislar em breve a figura do Enfermeiro da Família, que será o Enfermeiro, que, exercendo funções ao nível dos cuidados de saúde primários, tem atribuídas 600 a 800 famílias (3.000 indivíduos), acompanhando estas famílias ao longo de todo o seu ciclo vital e sendo o grande gestor e orientador da saúde dos indivíduos, famílias e comunidades, no seio dos sistemas de saúde.
Níveis e Categorias
Nível1 – integra as categorias de enfermeiro e de enfermeiro graduado
Nível2 – integra as categorias de enfermeiro especialista e de enfermeiro-chefe.
Nível3 – integra a categoria de enfermeiro-supervisor.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Os cursos de Enfermagem compreendem, normalmente, aulas teóricas e práticas e períodos de estágio. Em regra, os seus planos curriculares são compostos por disciplinas especificamente relacionadas com a prestação de cuidados nas diferentes áreas de enfermagem (Saúde Materna, Saúde Pública ou Comunitária, Saúde Juvenil e Pediátrica, Saúde Mental e Psiquiátrica, Administração de Serviços de Enfermagem, etc..) e disciplinas gerais na área da saúde (Anatomia, Fisiologia, Microbiologia, Patologia, Farmacologia, Nutrição, Epidemiologia, etc.). Além disso, é habitual incluírem disciplinas da área das ciências sociais e humanas (Sociologia, Psicologia, Ética, Deontologia Profissional, etc.) e disciplinas de áreas de conhecimentos complementares, tais como Estatística, Informática e Pedagogia.
Emprego
A maioria dos enfermeiros trabalha no Serviço Nacional de Saúde (SNS), exercendo a sua actividade em centros de saúde e hospitais centrais e distritais, designadamente hospitais gerais, pediátricos, psiquiátricos e maternidades. Nos hospitais, podem estar num determinado serviço ou departamento:
Medicina;
Cirurgia;
Pediatria;
Ginecologia/obstetrícia;
Ortopedia;
Psiquiatria/neurologia;
Unidade de cuidados intensivos;
Urgências;
etc.
No sector privado, podem trabalhar em:
Hospitais privados;
· Clínicas;
Policlínicas;
Centros de enfermagem;
Lares de idosos;
Creches;
Instituições de solidariedade social;
Empresas prestadoras de cuidados de saúde ao domicilio;
Empresas em geral (como enfermeiros do trabalho);
Estabelecimentos de ensino (como docentes).
Apenas uma minoria trabalha por conta própria, por exemplo, explorando centros de enfermagem em associação com outros colegas ou constituindo grupos para prestação de cuidados de enfermagem ao domicílio.
A situação global destes profissionais no mercado de trabalho é positiva, na medida em que o número actual de enfermeiros é inferior às oportunidades de actividade, havendo garantia de trabalho para aqueles que terminam a sua formação.
Condições de Trabalho
Como na maioria das instituições os seus serviços são necessários 24h por dia, os enfermeiros trabalham normalmente por turnos, incluindo noites, fins-de-semana e feriados. Aqueles cujo trabalho se desenvolve sobretudo no âmbito da gestão/administração ou que trabalham em entidades com períodos normais de funcionamento (clínicas, creches, empresas…) tendem, todavia, a ter horários de trabalho regulares. Na função pública, a carga horária normal destes profissionais é de 35 horas semanais, havendo, também, um regime de horário especial de 42 horas semanais. Existe, ainda, uma modalidade de regime de trabalho a tempo parcial com a duração de 20 ou 24 horas por semana, embora as carências existentes levem a que não haja muitos enfermeiros a trabalhar neste regime.
Remunerações
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Categorias |
Remunerações |
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Enfermeiro |
942.43€ a 983.76€ |
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Enfermeiro especialista |
1264.84€ a 2356.07€ |
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Horário acrescido |
1732.82€ a 3227.81€ |
A engenharia geográfica tem como principal objectivo determinar com rigor, a forma, a dimensão, o campo gravítico e os movimentos relativos da Terra, tendo em vista a representação da respectiva superfície em forma de carta. Assim, os engenheiros geógrafos projectam as operações e coordenam a sua execução, com vista à obtenção de dados que tratam e analisam de forma a construir a cartografia de base para apoio aos mais variados trabalhos que competem a profissionais de muitos sectores de actividade: ambiente, construção civil, transportes, agricultura, etc.
Esta profissão abrange três áreas de actuação fundamentais: a definição de sistemas de referência e de coordenadas, a determinação de posição e a produção de informação geo-referenciada.
Assim sendo, os engenheiros geógrafos concebem, preparam e supervisionam trabalhos nas seguintes áreas técnico-científicas:
- Geodesia: fazem o estabelecimento de data geodésicos, constroem redes geodésicas, executam medições de alta precisão que são aplicadas à geodinâmica e ao controlo de grandes estruturas, caracterizam o campo gravítico terrestre;
- Topografia: realizam levantamentos topográficos e cadastrais, implantam e monitorizam obras de engenharia;
- Fotogrametria e Detecção Remota: produzem cartografia e informação geo-referenciada baseada na utilização de câmaras fotográficas e de sensores instalados em plataformas aéreas ou orbitais; realizam medições baseadas em câmaras fotográficas ou sensores operados sobre a superfície terrestre para levantamento geométrico ou monitorização de construções;
- Cartografia: elaboram produtos cartográficos de propósito genérico;
- Ciências de Informação Geográfica: procedem à aquisição, estruturação e exploração de dados no contexto de Sistemas de Informação Geográfica e implementam serviços baseados em posição.
Estes profissionais podem, ainda, exercer funções noutras áreas, como:
· Metrologia de alta precisão em laboratórios;
· Oficinas ou linhas de produção;
· Apoio à construção de grandes obras de engenharia (pontes, barragens, auto-estradas, linhas férreas, etc.);
· Apoio à gestão de recursos naturais e ordenamento de território (agricultura, geologia, florestas, ambiente, etc.);
· Gestão de navegação e controlo de tráfego.
A profissão de engenheiro geógrafo surge, em Portugal, na sequência dos trabalhos cartográficos em África, realizados no final do século XIX e no início do século XX, nos quais se destacou o Almirante Gago Coutinho, o promotor da criação de um curso destinado a formar engenheiros especificamente para estas actividades. O engenheiro geógrafo surge assim com um perfil de explorador cartógrafo, dominando ciências como a astronomia e os aspectos de engenharia na operação de equipamento, ao mesmo tempo que devia ter a robustez e a autonomia requerida para o trabalho em condições agrestes.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Esta licenciatura inclui, nos primeiros anos, uma sólida formação de base em domínios como matemática, física, e informática. Nos anos subsequentes, inclui um conjunto de disciplinas de especialidade como geodesia, cartografia, fotogrametria, topografia, detecção remota, hidrografia e sistemas de informação geográfica.
Emprego
Estes profissionais podem desempenhar funções em:
· Empresas de prestação de serviços de cartografia, de topografia e de informação geográfica;
· Instituições e empresas de infra-estruturas de utilidade pública, nos ramos das águas, gás, electricidade, transportes e telecomunicações;
· Institutos públicos de produção de informação geográfica;
· Institutos públicos com actividade na gestão do território e dos recursos naturais;
· Administração regional e local;
· Empresas de projectos de construção no domínio da engenharia civil;
· Estabelecimentos de ensino superior e unidades de investigação.
Atendendo à crescente procura de serviços associados aos sistemas de informação geográfica, o trabalho por conta própria e a criação de empresas são já uma realidade.
Actualmente, o mercado de trabalho não se encontra saturado, sendo Lisboa a zona do país onde a procura de engenheiros geógrafos é maior. Mas há também procura noutras zonas do país, sobretudo nos centros urbanos.
Condições de Trabalho
No que respeita à carga horária, esta é, em termos gerais, de 35 horas semanais no sector público e de 40 no sector privado, apesar de poderem existir cargas superiores quando se tem flexibilidade de horário. Esta flexibilidade está na maior parte das vezes relacionada com as idas ao campo e com a eventual necessidade de realizar trabalho nocturno.
Remunerações
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Escalões |
1 |
2 |
3 |
4 |
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Assessor principal |
2.203,34€ |
2.389,54€ |
2.575,74€ |
2.792,97€ |
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Assessor |
1.893,01€ |
2.048,18€ |
2.141,28€ |
2.265,41€ |
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Técnico superior principal |
1.582,68€ |
1.737,85€ |
1.830,95€ |
2.017,15€ |
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Técnico superior 1ªclasse |
1.427,52€ |
1.474,07€ |
1.551,65€ |
1.691,30€ |
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Técnico superior 2ªclasse |
1.241,32€ |
1.287,87€ |
1.349,94€ |
1.412,00€ |
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Estagiário |
962,02€ |
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- |
- |
Perspectivas
A engenharia geográfica é uma profissão com bons níveis de empregabilidade, pois as situações de desemprego são raras e, em geral, de curta duração. Frequentemente, os alunos iniciam actividade ainda durante o curso ou têm tempos de espera muito reduzidos após a conclusão da licenciatura. Podem existir algumas assimetrias regionais na oferta de emprego mas que não afectam simultaneamente todas as formas de exercício da profissão. Em geral, nas zonas onde a oferta de emprego é baixa, a criação de empresas ou o exercício de actividade por conta própria apresentam condições de desenvolvimento promissoras.
A actividade dos engenheiros aeronáuticos ou aeroespaciais relaciona-se com todo o tipo de aeronave como, por exemplo, dirigíveis, balões, aviões, helicópteros, planadores, transportadores espaciais e satélites. Desenham, desenvolvem e testam todos estes aparelhos, bem como os respectivos componentes e supervisionam o seu fabrico, modificação e manutenção. Por vezes, especializam-se em áreas como o desenho de estruturas, a propulsão, a navegação e controlo, a instrumentação e comunicação ou em métodos de produção. A sua actuação pode percorrer, pois, todo o ciclo de vida de uma aeronave, desde a concepção e projecto, até à operação e manutenção, passando pelos ensaios e fabricação. Contudo, em Portugal, o fabrico tem uma relevância muito limitada e o trabalho, nas várias vertentes, relaciona-se sobretudo com aviões e helicópteros.
Algumas das áreas nucleares do seu trabalho são as seguintes:
· Concepção/projecto de estruturas e equipamentos mecânicos e electrónicos que compõem as aeronaves;
· Produção/manutenção dos equipamentos e estruturas projectadas pela área do projecto;
· Qualidade – área transversal ao sector aeronáutico - em que padronizam procedimentos de acordo com as normas vigentes para o sector e fiscalizam o cumprimento destas.
Emprego
Os engenheiros aeronáuticos trabalham normalmente por conta de outrem, sobretudo porque o preço elevado de todos os materiais e tecnologias utilizadas neste sector exige um investimento muito forte. Em Portugal, as entidades empregadoras por excelência são:
· Companhias de aviação (organizações cuja actividade é, em exclusividade ou não, o transporte e o trabalho aéreo);
· Empresas que se dedicam à manutenção de aeronaves e/ou componentes;
· Instituto Nacional de Aviação Civil, organismo público que supervisiona, regula e inspecciona o sistema de aviação civil nacional.
Em função do número reduzido de entidades empregadoras existentes em Portugal, o mercado de trabalho no país é limitado, concentrando-se em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.
No entanto, as possibilidades de emprego destes profissionais podem aumentar se se considerar o mercado além fronteiras como hipótese, dados os contactos regulares com empresas estrangeiras e com organizações internacionais de aviação civil de que Portugal é membro. Outras hipóteses de colocação passam pelas universidades com docência na área da engenharia aeronáutica e por empresas dos sectores da electrotecnia e da mecânica.
Formação e Evolução na carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Engenharia Aeronáutica ou em Engenharia Aeroespacial
A opção pela licenciatura
Estes cursos são constituídos, entre outras matérias, por matemática, física, material, computação, mecânica, electrotecnia, electrónica, termodinâmica, aerodinâmica, informática, automação e controlo, propulsão, estruturas e equipamentos. Considerando que se tratam de cursos que visam habilitar para o trabalho com aparelhos que exigem o domínio de muitas matérias de forma integrada, integram bastantes aulas de laboratório e de projecto, que permitem a realização de experiências e um contacto mais próximo com os objectos. Para além da formação própria na área da aeronáutica, os cursos permitem também obter conhecimentos de gestão, pois as tarefas relacionadas com esta área tendem a aumentar com a progressão na carreira.
Condições de trabalho
As condições de trabalho dos engenheiros aeronáuticos variam de acordo com as funções exercidas. Os que trabalham na concepção e projecto fazem-no em gabinetes com computadores, desenhos, etc. Também os que desempenham funções de gestão e planeamento passam a maioria do seu tempo
Por norma, o horário dos engenheiros aeronáuticos varia entre 35 e 40 horas semanais. No entanto, e sobretudo no caso dos que estão inseridos na área da manutenção, este horário sofre alterações com frequência, designadamente quando uma aeronave necessita duma intervenção durante a noite ou num fim-de-semana.
Os engenheiros agrónomos estudam, concebem e orientam a execução de trabalhos com a produção agrícola e animal e efectuam pesquisas e ensaios de modo a que os produtos sejam fabricados de forma rentável e de qualidade.
No âmbito da vida vegetal, inclui-se a análise da composição dos solos e das condições climatéricas a que estes estão sujeitos. Este trabalho baseia-se na escolha de culturas mais adequadas e organizar todas as actividades relacionadas com o cultivo e colheita.
Estes engenheiros podem também coordenar trabalhos de correcção de solos de modo a facilitar as actividades de plantação. Realizam experiências com vista a aumentar e melhorar a produção agrícola, incluindo aperfeiçoamento genético das plantas.
Desenvolvem métodos de combate a ervas daninhas, pragas, doenças das plantas e animais prejudicais às culturas.
No âmbito da vida animal, são responsáveis pela criação dos animais e aperfeiçoamento das respectivas raças. Assim, organizam a utilização dos pastos e elaboram planos para fornecer uma alimentação adequada e equilibrada, controlam a reprodução, seleccionando animais e fomentando cruzamentos e inseminação artificial e rpomovem a preservação da espécies.
Assumem também responsabilidade pelo abate de animais e pela produção dos seus derivados (ex. leite).
Este trabalho inclui a participação da concepção de infra estruturas rurais.
Emprego
As principais entidades empregadoras dos engenheiros agrónomos são a administração púbica central, as associações de produtores, as cooperativas agrícolas e agro-industriais e as indústrias agro-alimentares e agro químicas.
Estes profissionais podem, igualmente, trabalhar em estabelecimentos de ensino e centros de investigação.
Em função do seu trabalho, é natural que estes profissionais se encontrem distribuídos por todo o território nacional.
Formação e evolução na carreira
Para desempenhar estas funções é necessária uma licenciatura em engenharia agrónoma ou afim. Exemplos de cursos são engenharia agrícola, engenharia das ciências agrárias, engenharia agronómica, ramo da horto fruticultura entre muitos outros.
Nos últimos anos, tem-se verificado uma crescente especialização dos cursos com a correspondente diversificação das cadeias ministradas.
Condições de trabalho
Os engenheiros agrónomos que trabalham na administração pública central passam grande parte do seu tempo em gabinetes, participando, por exemplo, na definição de medidas regulamentares ou na análise de projectos relacionados com a agricultura, sendo que a avaliação dos projectos delineados implica, por vezes, deslocações ao campo.
O horário de trabalho dos que estão vinculados à função pública é de 35 horas semanais. Quanto aos que trabalham no sector privado, a carga horária varia consoante o local de trabalho. Desta forma, enquanto os engenheiros vinculados, por exemplo, a empresas agroquímicas trabalham normalmente 40 horas por semana, os que se encontram vinculados a empresas cuja actividade se concentre no campo podem ter um horário muito mais variável.
As funções de um engenheiro biomédico são de natureza bastante variada e incluem:
· Funções dentro das unidades clínicas, nomeadamente nas vertentes – analítico-instrumental de apoio ao diagnóstico, vertente electrónica instrumental de manutenção da instrumentação, e, em casos particulares, na concepção e implementação de dispositivos de reabilitação;
· Funções de caracterização e monitorização do ambiente hospitalar – assepsia das enfermarias e quartos, esterilidade dos blocos cirúrgicos e de urgência, que podem ser exercidas por “outsourcing“;
· Funções de apoio à venda e utilização de material clínico;
· Funções de especificação, concepção e fabrico de próteses e dispositivos médicos;
· Funções de regulamentação e apoio ao nível dos organismos dependentes do Ministério da Saúde;
· Funções de investigação e desenvolvimento em centros académicos de investigação e nas empresas produtoras de material clínico.
Formação e Evolução na carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
A Engenharia Biomédica é uma área multidisciplinar que integra os princípios das ciências exatas com os da ciência da saúde, desenvolvendo abordagens inovadoras aplicadas na prevenção, diagnóstico e terapia de doenças, bem como na monitorização de parâmetros fisiológicos em centros cirúrgicos e em unidades de tratamento intensivo.
Atualmente, a Engenharia Biomédica constitui-se num dos campos de trabalho em grande expansão, tanto no âmbito nacional como no mundial, exigindo a formação de um profissional com perfil técnico-científico, humanístico, ético e empreendedor, desempenhando atividades técnicas e gerenciais multidisciplinares na interface engenharia/saúde.
Em vista da necessidade da formação deste profissional para atender a demanda do mercado, a Univap foi a primeira Instituição de Ensino Superior do país a oferecer o curso de Engenharia Biomédica, em nível de graduação, tendo iniciado o curso no ano de 2001, com autorização do MEC através da portaria Res. 07/CIUS/99 de 15 de setembro de 2000. Para a formação do Engenheiro Biomédico, são utilizados os Laboratórios da Faculdade de Ciências da Saúde, da Faculdade de Engenharia e Arquitetura e também os laboratórios do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Univap, centro este que congrega o maior número de grupos de pesquisa em Engenharia Biomédica do País.
Emprego
Tendo em conta as funções acima identificadas, em princípio, as saídas profissionais envolvem todas as unidades hospitalares de grande porte, que deverão ter vários profissionais deste tipo, tendo em vista a quantidade e a diversidade de funções que lhes estarão cometidas; os centros de saúde com um mínimo de material clínico, o que se passa neste momento com praticamente todos os centros de saúde dos concelhos portugueses; os centros de diagnóstico e de hemodiálise; as empresas representantes de material clínico; as fábricas de material hospitalar, de dispositivos médicos e de dispositivos de reabilitação – de próteses, membranas de hemodiálise, de “kits” de diagnóstico, de águas para uso clínico (soro fisiológico, hemodiálise, água bidestilada, etc.); os SUCH do Ministério da Saúde e as unidades de investigação biomédica.
Engenharia Civil é o ramo da engenharia que projecta e executa obras como edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens e outras obras da hidráulica fluvial e marítima, assim como da engenharia sanitária.
O engenheiro civil projecta e acompanha todas as etapas de uma construção e/ou reabilitação. Estes profissionais pode realizar tarefas de investigação, concepção, estudo, fabrico, projecto, construção, produção e controlo de qualidade nas diferentes áreas de actividade em que intervêm.
O objectivo da sua intervenção varia consoante a área de actividade, que podemos dividir nos seguintes grupos:
Construção de edifícios: ocupam-se da edificação de imóveis residenciais, edifícios industriais e comerciais, edifícios públicos e outros.
Construção de vias: são responsáveis, para além das estradas, pelas ruas das povoações e pelas auto-estradas, assim como actuam na construção e manutenção de vias-férreas e demais obras ferroviárias.
Construção de aeroportos e aeródromos: estão incumbidos dos trabalhos relacionados com pistas de aterragem e edifícios como, por exemplo, hangares e torres de controlo.
Estruturas: ocupam-se dos problemas referentes à resistência dos materiais, designadamente dos utilizados em edifícios, pontes, viadutos, túneis, barragens, torres, reservatórios, navios, plataformas flutuantes e guindastes.
Higiene e salubridade: estão encarregues das instalações de filtração e distribuição de água, redes de esgotos, instalações de tratamento de esgotos, sistemas de drenagem e outras construções relacionadas com a higiene pública. No caso de trabalharem na administração pública, podem, também, regulamentar e fiscalizar as condições de higiene de lugares públicos, tais como mercados e recintos desportivos.
Hidráulica: dedicam-se a trabalhos relacionados com barragens, canais e sistemas de irrigação, sistemas de drenagem, regularização de cursos de água, albufeiras e reservatórios de águas.
Geotecnia: desenvolvem estudos dos terrenos (solos e rochas) e elaboram cálculos de estabilidade das escavações e fundações necessárias para a execução da obra. São também, responsáveis por obras de aterro e pelas condições de escoamento das águas superficiais e subterrâneas.
Planeamento de território: estão incumbidos da gestão do uso, ocupação e transformação dos terrenos e do planeamento urbano e regional
Intervenção sanitária: trabalham em infra-estruturas que se destinam ao abastecimento de água a aglomerados urbanos e a estabelecimentos industriais, à drenagem e escoamento de águas residuais e à valorização dos resíduos líquidos e sólidos do ciclo de utilização da água. Participam também em programas de saúde pública relacionados, por exemplo, com a vigilância da qualidade da água ou com a higiene de lugares públicos.
Em regra, quando realizam uma obra, os engenheiros civis procedem à escolha do local mais adequado, estudando as características dos materiais, dos solos, incidência do vento e destino da construção. Procedem, ainda, a estimativas de custos e estabelecem orçamentos. Elaboram planos de trabalho que indicam o prazo de construção e a frequência com que se devem realizar as operações de manutenção.
Uma vez aprovado o plano pelos clientes e pelas autoridades, nomeadamente a Câmara Municipal, superintendem e coordenam a execução dos trabalhos.
Formação
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
O curso de graduação é, normalmente, desenvolvido em cinco anos ou, muitas vezes, onze semestres. As matérias que constituem a base dos cursos de engenharia civil são a matemática, a física e o desenho. Os cursos fornecem, em regra, uma boa formação em domínios tão diversos como, materiais de construção, dimensionamento de estruturas, hidráulica, edificações, gestão de obras e planeamento do território e do ambiente.
É portanto essencial, que os engenheiros, possuam aptidão para o desenho, raciocínio lógico, capacidade para analisar problemas e apresentar soluções exequíveis, bem como capacidade de coordenação.
Evolução na Carreira
Os que desejarem prosseguir os estudos após a licenciatura, têm várias possibilidades entre especializações, pós-graduações e mestrados, tais como Engenharia Municipal, Análise de Estruturas, Betão, Economia, Gestão e Fiscalização de Obras, Infra-Estruturas em Transportes e Engenharia de Estruturas.
A evolução na carreira difere em função da entidade empregadora.
Os que trabalham no sector público, evoluem de acordo com o mérito, o tempo de serviço e as vagas, podendo alcançar a categoria de assessor principal, no topo da carreira de técnico superior, ou de professor catedrático, no topo da carreira de docente universitário.
No sector privado, os factores de evolução são, normalmente, a dimensão da organização e a experiência, os conhecimentos, a capacidade de trabalho e a iniciativa do indivíduo.
Regra geral, a evolução no sector privado é mais rápida do que no sector publico.
Condições de Trabalho
O horário praticado varia consoante o sector em que está inserido. Assim, aqueles que trabalham na administração pública têm uma carga horária de 35 horas semanais, enquanto os que estão afectos ao sector privado é usual trabalharem mais de 40 horas semanais, principalmente quando são responsáveis por um projecto ou obra.
Remunerações
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Remuneração |
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Docência e Investigação Universitária |
Entre 1.479,73€ e os 4.883,11€ |
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Docência no ensino superior politécnico |
Entre os 1.479,73€ e os 4.217,23€ |
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Docência no ensino básico ou secundário |
Entre os 887,84€ e os 2.795,04€ |
Em relação as empresas privadas, as remunerações são mais flexíveis, não sendo possível estabelecer valores exactos, mas apenas indicativos: no início da carreira, o salário ronda, em média, os 750/1.000 euros, progredindo por vezes até valores iguais ou superiores a 3.000 euros.
Em relação aos medicamentos de uso humano e veterinário, e aos dispositivos médicos, os farmacêuticos:
- Desenvolvem, preparam, controlam, seleccionam, adquirem, armazenam e dispensam esses produtos, em farmácia aberta ao público, serviços farmacêuticos hospitalares e serviços farmacêuticos privados de quaisquer outras entidades públicas e privadas;
- Registam, fabricam e procedem ao seu controlo (em laboratórios específicos);
- Tratam do armazenamento, conservação e da distribuição por grosso;
- Esclarecem dúvidas e prestam informações junto dos profissionais de saúde e dos doentes de modo a promover a sua correcta utilização;
- Acompanham, fazem vigilância e controlam a sua distribuição, dispensa e utilização.
São também actividades correntes destes profissionais:
- A preparação de soluções anti-sépticas, de desinfectantes e de misturas intravenosas;
- A interpretação e avaliação das prescrições médicas;
- A monitorização de fármacos, incluindo a determinação de parâmetros farmacocinéticos e o estabelecimento de esquemas posológicos individualizados;
- A colheita de produtos biológicos, execução e interpretação de análises clínicas e determinação de níveis séricos (no soro sanguíneo);
- A execução e interpretação de análises toxicológicas, hidrológicas e bromatológicas (relativas aos alimentos).
As suas funções específicas diferem consoante a área em que exercem actividade, designadamente:
· Quando trabalham numa farmácia, as tarefas destes profissionais incluem, normalmente, a compra, preparação, armazenamento e venda de medicamentos. Além disso, informam e aconselham as pessoas que se dirigem à farmácia, com vista a que estas utilizem os medicamentos de uma forma adequada e racional, alertando-as, por exemplo, para o modo como devem ser tomados, as suas contra-indicações e os efeitos secundários que podem provocar.
· Quando desempenham funções num hospital, como técnicos superiores de saúde, a sua principal responsabilidade consiste em garantir o correcto funcionamento da farmácia hospitalar, nomeadamente no que diz respeito à gestão dos medicamentos: distribuição pelas enfermarias, prazos de validade, condições de armazenamento, encomendas, concursos de aquisição, gestão de stocks, etc. Dão, também, conselhos e informações sobre a correcta utilização dos medicamentos e possíveis interacções e efeitos secundários. Além disso, preparam medicamentos e podem fazer monitorização de fármacos e ensaios clínicos;
· Na indústria farmacêutica, o papel destes técnicos abrange três áreas distintas: investigação, produção e promoção de medicamentos. Na área da investigação é da sua competência pesquisar e desenvolver substâncias químicas com vista à criação de novos medicamentos. Na área da produção cabe-lhes garantir e controlar a qualidade destes, através do planeamento, gestão e supervisão do seu processo de produção. Neste domínio, averiguam quer a qualidade dos componentes constitutivos dos medicamentos, quer a qualidade e eficácia do produto final, através de análises regulares dos mesmos. Na área da promoção, os farmacêuticos trabalham no âmbito das estratégias de publicidade, divulgação e marketing associadas à introdução ou relançamento de medicamentos no mercado;
· A formação destes profissionais permite-lhes também trabalhar em laboratórios, executando diversos tipos de análises (clínicas, químicas, biológicas, toxicológicas, etc.). Na área das análises clínicas, as suas funções incluem a colheita, transporte e conservação de amostras para análise, a realização desta e a interpretação e fornecimento dos resultados obtidos. Em alguns casos, têm como funções acrescidas a gestão do laboratório e, sempre que necessário, o contacto com médicos e pacientes;
· Alguns farmacêuticos dedicam-se à investigação científica, efectuando pesquisas e desenvolvendo conceitos, teorias e métodos no âmbito das ciências farmacêuticas, e/ou à docência, área em que elaboram planos de lições, leccionam aulas, corrigem e supervisionam trabalhos teóricos e práticos, submetem os alunos a provas, proferem e assistem a conferências e seminários e redigem livros, artigos e textos de apoio às aulas;
· Na administração pública, trabalham em organismos da administração central, nomeadamente em comissões técnicas, onde desempenham diversas funções executivas e de assessoria, tais como a recolha e tratamento de informações relacionadas com a avaliação de medicamentos e produtos sanitários, a emissão de pareceres técnicos e científicos, o planeamento e coordenação de programas no âmbito da sua área profissional e a participação na definição de políticas na área da saúde.
Formação e evolução da carreira
Ingresso: Licenciatura em Ciências Farmacêuticas
Grau: 12º Ano
O plano curricular dos cursos em Ciências Farmacêuticas é normalmente diversificado, incluindo quer matérias gerais - como Matemática, Física, Química ou Biologia -, quer matérias específicas desta área, tais como Farmacoterapia, Farmacologia, Tecnologia Farmacêutica, Farmácia Galénica e Controlo de Medicamentos. Para se concluir a licenciatura, é obrigatório realizar um estágio de 6 meses, durante o qual se obtém experiência prática trabalhando numa farmácia aberta ao público, sob a supervisão do respectivo director técnico, ou num hospital, sob a orientação do responsável do serviço farmacêutico. Quem queira prosseguir estudos tem ao seu dispor alguns cursos (mestrados, pós-graduações, etc.) destinados a licenciados nesta área, designadamente em Farmacognosia, Química Farmacêutica, Análises Clínicas, Controlo de Medicamentos e de Alimentos, Farmacologia, Farmácia Comunitária, Farmácia Hospitalar, Biofarmácia e Farmacocinética Avançada, Tecnologia Farmacêutica, Química Analítica Ambiental, Gestão e Direito Farmacêutico.
Uma vez iniciada a carreira, a sua evolução depende da área profissional. Por exemplo, os farmacêuticos que trabalham em estabelecimentos hospitalares ou unidades de saúde estão integrados na carreira de técnico superior de saúde, evoluindo profissionalmente através de concursos curriculares ou prestação de provas públicas, dependendo essa evolução da existência de vagas. Nesta carreira, iniciam-se como estagiários (variando a duração do estágio consoante a área, sendo, no máximo, de 4 anos), transitam para assistentes e podem chegar a assessores ou assumir funções dirigentes, como chefes de divisão ou directores de serviços.
Condições de trabalho
A sua carga horária semanal depende do tipo de actividade que exerçam. Normalmente, são aqueles que trabalham em farmácias que mais horas têm de cumprir, pois estas estão em funcionamento, no mínimo, 40 horas semanais, distribuídas de segunda a sábado. Como as farmácias são obrigadas a funcionar em serviço permanente em certos dias - determinados com base no número de farmácias existentes na localidade em que se situam -, existem períodos em que esta carga horária é ultrapassada. Esta obrigatoriedade leva, ainda, a que os farmacêuticos tenham de trabalhar aos domingos e feriados. Nos hospitais, a necessidade de garantir o permanente funcionamento das suas farmácias leva também a que seja preciso trabalhar, por vezes, além do período normal de trabalho (o qual se constitui por dois regimes, um de 35 e outro de 42 horas semanais).
Os farmacêuticos são profissionais responsáveis pelas diversas operações relacionadas com os medicamentos, drogas e outros produtos com fins medicinais, higiénicos ou profiláticos, para uso humano e/ou veterinário.A actuação dos médicos dentistas consiste no estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento das anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas anexas. Como a maioria das pessoas recorre apenas aos serviços destes médicos quando tem problemas com os seus dentes, a quase totalidade destes profissionais dedica-se apenas às actividades de diagnóstico e tratamento.
As intervenções destes profissionais são muito diversas: extracção, restauração e tratamento endodôntico de dentes, execução de moldes e colocação de próteses, pôr aparelhos de correcção dentária (aparelhos ortodônticos), remover tártaro, realizar intervenções cirúrgicas (por exemplo, para extrair dentes inclusos), etc.
Tanto na fase de diagnóstico como na de tratamento, estes profissionais podem observar anomalias que se manifestam na região oral, mas que têm origem em doenças de outro foro. Nestes casos, e identificada a doença, os médicos dentistas encaminham o paciente para um médico especialista.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Duração: 6 anos
O curso de Medicina Dentária é constituído por um grupo de cadeiras teóricas e práticas. Os primeiros 3 anos integram, normalmente, cadeiras de anatomia (estudo das partes do corpo), anatomia dentária, fisiologia (estudo do funcionamento do corpo), bioquímica (estudo das reacções químicas da matéria viva) e histologia (estudo microscópico das partes do corpo), entre outras. À medida que o curso prossegue, os estudantes aprendem a examinar, diagnosticar e tratar pacientes, desenvolvendo as suas capacidades práticas. Nos últimos 3 anos, frequentam aulas práticas com pacientes voluntários, ou seja, realizam actividades clínicas sob supervisão de docentes. Estes últimos anos integram, genericamente, disciplinas relacionadas com as diversas patologias da cavidade oral, do ponto de vista da sua prevenção, diagnóstico e tratamento.
Concluídos os estudos, a maioria destes profissionais inicia a sua carreira através do estabelecimento de um consultório individual. Alguns, todavia, começam a trabalhar junto de colegas de profissão mais experientes, em clínicas dentárias, ou prestam os seus serviços com outros médicos e técnicos de saúde,
Emprego
A maioria dos médicos dentistas trabalha por conta própria no sector privado, devido ao facto de não lhes ser permitido exercer a actividade na função pública: não existe, por exemplo, nenhuma carreira que permita a estes profissionais estarem integrados nos quadros dos hospitais ou centros de saúde.
Ainda no sector privado, existem algumas possibilidades de emprego oferecidas por grandes empresas ou grupos económicos que, dada a sua dimensão e o grande número de recursos humanos que empregam, criam centros clínicos próprios ou organismos assistenciais para os seus trabalhadores, para os quais recrutam diversos profissionais de saúde, incluindo médicos dentistas. Estas hipóteses de emprego são, contudo, reduzidas, pelo que o mercado de trabalho destes profissionais não apresenta muito mais possibilidades que a prestação de serviços em consultório privado, por conta própria.
Condições de Trabalho
Como sucede em qualquer profissão tipicamente liberal, a carga horária é também variável, sendo determinada em função das horas que decidem cumprir - existem médicos dentistas que trabalham apenas durante um período do dia - e do número de pacientes, pois se há dias em que podem trabalhar dez ou doze horas, outros há em que não têm pacientes para atender (sobretudo quando se encontram em início de carreira).
Perspectivas
Uma tendência que seguramente continuará a afectar o trabalho destes profissionais é o crescente desenvolvimento tecnológico dos equipamentos utilizados na medicina dentária, quer os de diagnóstico, quer os de tratamento. Estes profissionais terão, por isso, de apostar cada vez mais na sua formação contínua, também com o objectivo de estarem a par dos avanços registados na própria ciência médico-dentária, no que se refere a procedimentos, técnicas e materiais utilizados. Por outro lado, espera-se que venham a desempenhar cada vez mais funções relacionadas com a saúde oral preventiva, à medida que as pessoas vão tendo mais consciência dos cuidados que devem ter com a boca e dentes e procurem o médico dentista mais por razões preventivas e não apenas por motivos de tratamento.
Por outro lado, os médicos dentistas nacionais estão na expectativa de virem a ser criadas oportunidades de trabalho no sector público, cuja possibilidade até agora não existe. Por exemplo, constitui uma expectativa dos médicos dentistas vir a exercer funções para o Estado, em regime de convenção, no âmbito da saúde pública, designadamente desenvolvendo acções de prevenção nas escolas, junto de crianças e jovens.
No entanto, a situação global destes profissionais no mercado de trabalho não é favorável: o número de médicos dentistas tem vindo a crescer de forma muito acentuada, pelo que tenderá a manter-se o quadro concorrencial que actualmente existe, caracterizado por um número excessivo de profissionais a prestar serviços dentários (o subemprego e o desemprego afectam principalmente os médicos dentistas mais jovens).
O técnico de medicina nuclear participa na realização de exames de diagnóstico, por imagem ou radioimunoensaio, utilizando fármacos marcados com isótopos radioactivos e nas suas aplicações terapêuticas.
As suas funções incluem:
Os equipamentos que estes profissionais utilizam são tecnologicamente avançados, sendo os mais correntes os detectores de cintilação (como as câmaras gama), baseando-se o seu funcionamento em processos de captação e transferência de energia de radiação gama emitidas pelo doente. Os sinais luminosos resultantes da interacção da radiação com a matéria são transformados em sinais eléctricos que, por sua vez, são amplificados através de sistemaselectrónicos complexos até à formação de imagens, que são fotografadas em película radiográfica ou em papel específico para o efeito. A interpretação da distribuição e captação da radioactividade pelos diversos órgãos no doente, bem como o relatóro final do exame cabe ao médico de medicina nuclear.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Bacharelato + Licenciatura
Entidades Formadoras:
*Ensino Público
Estes cursos incluem aulas teóricas e práticas e períodos de estágio. Os seus planos curriculares são compostos por disciplinas gerais de base como anatomo-fisiologia, citologia e histologia, bioquímica, patologia geral ou física aplicada, aumentando progressivamente o número de disciplinas mais específicas, tais como física nuclear aplicada, medicina nuclear aplicada, técnicas de laboratório, radiobiologia ou protecção e segurança radiológicas. Além disso, é habitual incluírem disciplinas complementares no domínio da sociologia, psicologia e métodos de tratamento de dados.
Emprego
A grande maioria dos técnicos de medicina nuclear exerce a sua actividade por conta de outrem nos grandes hospitais públicos com serviços de medicina nuclear e nos estabelecimentos especializados em doentes oncológicos, designadamente os Institutos Portugueses de oncologia de Coimbra, Lisboa e Porto. Um menor número de profissionais trabalha também em clínicas privadas, instituições de investigação e estabelecimentos de ensino superior. A sua situação actual no mercado de trabalho pode considerar-se positiva, já que há uma grande procura destes técnicos, quer por parte dos serviços públicos de saúde quer por parte do sector privado. Os casos de duplo emprego são, por isso, muito frequentes entre estes profissionais. Esta procura relaciona-se, em grande parte, com o reduzido número de indivíduos com a formação qualificante exigida, face às crescentes necessidades dos estabelecimentos de saúde, em termo0s geográficos, a procura destes profissionais está limitada aos grandes centros urbanos, nomeadamente às cidades de Lisboa, Almada, Porto e Coimbra, já que só nestes locais existem serviços de medicina nuclear. Condições de Trabalho
Carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica Categoria Remunerações Técnico Esp. De 1ª Classe 1488€ a 1935€ Técnico Especialista 1328€ a 1632€ Técnico Principal 1176€ a 1442€ Técnico de 1ª Classe 949€ a 1252€ Técnico de 2ª Classe 834€ a 1100€
Conhecidos pela maioria das pessoas como os médicos dos animais, os médicos veterinários desenvolvem um vasto leque de actividades. Além do diagnóstico e tratamento de doenças em animais, estes profissionais podem fazer investigação no âmbito da saúde animal, intervir na fabricação de alimentos, medicamentos e produtos cosméticos e realizar inspecções sanitárias com vista a defender a saúde pública. Uma das áreas de trabalho mais importantes dos médicos veterinários é a clínica de pequenos animais, no âmbito da qual a sua principal função consiste no diagnóstico e tratamento de doenças de animais de companhia, tais como cães, gatos, pássaros, coelhos, ratos, tartarugas e, nalguns casos, animais exóticos como aranhas, cobras e outros répteis.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Duração: 5 anos + período de estágio obrigatório
Os planos curriculares dos cursos em Medicina Veterinária são constituídos por:
-os primeiros anos são geralmente compostos por matérias científicas consideradas nucleares e que explicam a estrutura e o funcionamento normal dos animais - anatomia, histologia, bioquímica, biofísica, etc.
- e os restantes anos por matérias relacionadas com problemas de saúde animal, tais como patologia, cirurgia, parasitologia, semiologia, farmacologia ou microbiologia. Os últimos anos incluem, ainda, matérias relacionadas com as diferentes áreas de trabalho como, por exemplo, clínica, inspecção sanitária, saúde pública, tecnologia de produtos animais ou zootecnia.
Os veterinários, normalmente, iniciam as suas carreiras como trabalhadores por conta de outrem e, após certos anos de experiência, estabelecem-se autonomamente. À medida que evoluem na carreira, alguns especializam-se, ainda, em determinado tipo de doenças ou de animais.
Emprego
O mercado de trabalho dos médicos veterinários é muito alargado, dadas as suas diferentes áreas de actuação.
No sector publico, podem trabalhar em:
· A nível local e regional (por exemplo, como médicos veterinários municipais ou como técnicos superiores nos departamentos de polícia sanitária);
· A nível central (como técnicos superiores, inspectores ou investigadores nos organismos pertencentes ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), tais como a Direcção-Geral de Veterinária, os matadouros públicos e o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, entre outros);
· Técnicos superiores de saúde nos serviços e estabelecimentos dependentes do Ministério da Saúde (hospitais, por exemplo);
· Docentes ou investigadores nos estabelecimentos de ensino de ciências veterinárias.
No sector privado, podem trabalhar em:
· Empresas industriais (agro-pecuárias, farmacêuticas, de transformação de produtos de origem animal, de alimentos para animais, etc.);
· Matadouros;
· Laboratórios de análises;
· Empresas que prestam consultadoria a criadores/produtores;
· Clínicas privadas de grandes e pequenos animais que fazem atendimento clínico e cirúrgico.
Remunerações
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Escalões |
1 |
2 |
3 |
4 |
|
Assessor principal |
2203.34 |
2389.54 |
2575.74 |
2792.97 |
|
Assessor |
1893.01 |
2048.18 |
2141.28 |
2265.41 |
|
Técnico superior principal |
1582.68 |
1737.85 |
1830.95 |
2017.15 |
|
Técnico superior 1ª classe |
1427.52 |
1474.07 |
1551.65 |
1691.30 |
|
Técnico superior 2ª classe |
1241.32 |
1287.87 |
1349.94 |
1412.00 |
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Estagiário |
962.02 |
|
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Perspectiva
Um mercado de trabalho cada vez mais concorrencial parece constituir a principal tendência que afectará os médicos veterinários a médio e longo prazo. Um dos factores que mais contribuem para esta situação é o facto de terem recentemente surgido mais licenciaturas em Medicina Veterinária, pelo que se prevê um aumento significativo do efectivo destes profissionais. Além disso, deve continuar a aumentar o número de clínicas de pequenos animais e respectiva concorrência, bem como o baixo nível de admissões destes profissionais na maioria dos serviços da administração pública e em certos sectores industriais que tradicionalmente os empregavam (por exemplo, a indústria farmacêutica).
As consequências negativas destes factores podem ser, no entanto, compensadas pelas potencialidades de trabalho que o sector de produção alimentar apresenta: nas empresas deste sector, tem sido cada vez mais evidente a inovação tecnológica aliada à aposta no controlo de qualidade da fabricação de produtos de origem animal. Assim, é provável que os veterinários sejam mais procurados por estas empresas para desempenharem funções na área da qualidade e higiene.
Os meteorologistas estudam e interpretam a composição, estrutura e dinâmica da atmosfera e analisam os vários tipos de fenómenos meteorológicos. Do seu trabalho resultam informações e previsões sobre o estado do tempo, utilizadas na vigilância meteorológica destinada à salvaguarda de vidas humanas e de bens e à prestação de serviços às mais diversas actividades económicas como, por exemplo, a agricultura e a navegação aérea e marítima. Resultam, igualmente, informações e previsões utilizadas para protecção do clima e do ambiente atmosférico.
No âmbito da vigilância meteorológica, são responsáveis pelos avisos de ocorrência de fenómenos meteorológicos e climatológicos extremos, tais como precipitações muito intensas, cheias, ventos fortes ou muito fortes e períodos de seca prolongados. Podem, ainda, apoiar na prevenção e no combate aos fogos florestais.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: Licenciatura em Ciências Geofísicas
Grau: 12º Ano
A carreira dos profissionais que trabalham, por exemplo, no Instituto de Meteorologia, inicia-se com um estágio de 12 meses e prossegue na categoria de meteorologista superior de 2ª classe, podendo culminar na categoria de meteorologista assessor principal.
Os que optam por uma carreira de docente universitário começam pela categoria de assistente estagiário e podem progredir até atingirem a categoria de professor catedrático.
No sector privado, começa-se, em regra, por um estágio ( 6/12 meses) e a evolução varia consoante a organização, em função da respectiva dimensão e tipo de actividade, bem como da experiência e conhecimentos do indivíduo.
Emprego
No sector público, as principais entidades empregadoras dos meteorologistas são:
No sector privado, destacam-se as empresas que realizam estudos de impacto ambiental. Alguns órgãos de comunicação social, designadamente as televisões, oferecem também algumas possibilidades de emprego.
Apesar de normalmente trabalharem por conta de outrem, existem alguns profissionais que desenvolvem a sua actividade em regime liberal. É, sobretudo, o caso dos que elaboram pareceres encomendados por empresas que realizam estudos de impacto ambiental ou que participam em projectos desenvolvidos por essas mesmas empresas.
Condições de trabalho
Os meteorologistas trabalham normalmente em gabinetes, num ambiente caracterizado, sobretudo, pela presença de computadores. Por vezes, têm necessidade de realizar trabalhos de campo, existindo então a possibilidade de enfrentarem condições adversas, tais como chuva, temperaturas elevadas ou muito baixas e terrenos sinuosos.
Aqueles que trabalham por conta de outrem no sector público cumprem um horário de 35 horas semanais. Quanto aos que desempenham funções por conta de outrem no sector privado, o seu horário é mais flexível, sendo a média 40 horas por semana.
Remunerações
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Observador Meteorológico/Geofísico |
Escalões |
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1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
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Observador especialista de 1ªclasse |
1458.55€ |
1520.62€ |
1613.72€ |
1675.78€ |
1737.85€ |
|
Observador especialista |
1148.22€ |
1272.35€ |
1365.45€ |
1458.55€ |
1520.62€ |
|
Observador de 1ªclasse |
993.06€ |
1055.12€ |
1117.19€ |
1179.25€ |
1241.32€ |
|
Observador de 2ªclasse |
837.89€ |
899.96€ |
946.51€ |
993.06€ |
1024.09€ |
|
Estagiário |
620.66€ |
O técnico de neurofisiologia intervém na realização de exames da actividade cerebral (electroencefalografia) e exames neuro-musculares (electromiografia). Exerce também funções inerentes ao registo da actividade bioeléctrica do sistema nervoso, com particular incidência nas patologias do foro neurológico. Incluem-se nesta área o estudo das capacidades contrácteis dos músculos, o exame da condução neurológica e o estudo da dor.
A evolução das tecnologias nesta área acompanha de perto o desenvolvimento das Neurociências, passando pelos avanços tecnológicos dos equipamentos informáticos, do tratamento e análise do sinal neurofisiológico e das técnicas de apresentação da imagem neurofisiológica Brain mapping.
As áreas mais diferenciadas da formação incluem as unidades de monitorização da Epilepsia, o Estudo do Sono e as actividades desenvolvidas em Unidades de Cuidados Intensivos.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
O curso de neurofisiologia é um curso bietapico. Desenvolve-se num primeiro ciclo de 3 anos, que permite obter o bacharelato, e mais 1 ano para os que quiserem completar a sua formação, obtendo a licenciatura.
A evolução das técnicas aplicadas a doentes com alterações neurológicas ou musculares exige a formação de profissionais especializados. Por um lado, a diversidade de doenças requer uma preparação específica na compreensão das suas causas. Por outro lado, o conjunto de elementos científicos e técnicos que se encontram agrupados no material em uso obrigam ao conhecimento pormenorizado do seu funcionamento e da sua aplicação.
Emprego
Este profissional trabalha em instituições de prestação de cuidados de saúde, tais como:
· Hospitais;
· Clínicas públicas ou privadas;
· Centros de saúde;
Pode também exercer funções docentes e de investigação em instituições do ensino superior e em centros desportivos.
Condições de Trabalho
O profissional de neurofisiologia lida com aparelhagem altamente sofisticada, recolhendo os dados e registando os gráficos.
Perspectivas
O neurofisiologista é um profissional indispensável ao diagnóstico das lesões dos atletas, dos acidentes de trabalho e das deficiências dos recém-nascidos. Os meios de actuação deste profissional têm tendência a desenvolver-se dado à cada vez maior afluência de doentes do foro neurológico.
O Licenciado em Ciências da Nutrição é um profissional capacitado para a prevenção e a intervenção precoce face a variados problemas de saúde, nomeadamente a obesidade e a diabetes. A sua actividade clínica desenvolve-se fazendo a avaliação e prescrição nutricional do doente. O nutricionista é, assim, um consultor em matéria de Nutrição/Alimentação.
Emprego
O nutricionista pode actuar na área da saúde tanto no sistema privado como no público, no ensino, no desporto, na industria alimentar, na investigação cientifica, no controlo de qualidade alimentar e em instituições (como lares e infantários).
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Ciências da Nutrição
Duração: 5 anos (quatro lectivos e um de estágio académico)
A parte lectiva é constituída por 33 disciplinas, 11 de frequência anual e 22 de frequência semestral. As disciplinas cobrem áreas relacionadas com a nutrição humana, desde as ciências básicas às mais específicas: alimentação e nutrição humana, saúde pública e epidemiologia, nutrição clínica, alimentação colectiva, bromatologia, tecnologia, qualidade e toxicologia alimentar, política nutricional, entre outras.
Condições de Trabalho
O Nutricionista interage directa ou indirectamente com todos os profissionais de um hospital. A sua actividade clínica desenvolve-se em todas as valências médicas do internamento e consulta externa. A supervisão do cumprimento da terapêutica nutricional requer um contacto directo com a equipa médica, de enfermagem e com os serviços de alimentação e farmacêuticos.
Perspectivas
O crescente interesse pela nutrição e a multiplicidade de funções e vias de emprego, tornam a licenciatura em Ciências da Nutrição numa excelente escolha académica e numa aliciante e promissora aposta profissional.
A actividade dos oceanógrafos visa a descrição, compreensão e previsão do comportamento do meio marinho e engloba a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos à exploração e utilização desse meio.
Para estudar, do ponto de vista da Física, os processos que têm lugar no oceano, um oceanógrafo realiza observações que permitam medir propriedades físicas da água do mar, tais como a temperatura e a salinidade (concentração de sais na água do mar), registar os valores das correntes, medir as variações da altura da superfície do mar devidas às ondas e às marés, etc. As observações no oceano fazem-se em campanhas a bordo de navios e utilizando amarrações com instrumentos de registo. Estas observações de mar são complementadas com observações a partir de sensores colocados em satélites, e o seu resultado tem de ser analisado e compreendido, utilizando-se para o efeito cada vez mais programas computacionais com modelos numéricos que simulam e prevêem o comportamento do oceano. Entre muitas outras, as tarefas destes profissionais incluem:
Proceder a investigações sobre a distribuição e variabilidade das grandezas oceanográficas (temperatura, salinidade, densidade, etc).
Investigar as interacções entre o oceano e a atmosfera, incluindo as trocas de energia, de massa e de quantidade de movimento através da interface ar/mar, bem como a geração, propagação e dissipação das vagas e da ondulação.
Monitorizar o ambiente marinho através da recolha sistemática de dados em estações costeiras e oceânicas, em navios de investigação, navios mercantes ou outras plataformas, ou ainda através de satélites e outros equipamentos automáticos.
Desenvolver e utilizar modelos matemáticos para simular a circulação nos oceanos, mares e águas costeiras e prever a sua evolução.
Estudar o papel dos oceanos no sistema climático mundial.
Nota: Em Portugal, a oceanografia é desenvolvida, essencialmente, na sua vertente física.
Emprego
Os oceanógrafos que desenvolvem a sua actividade nas áreas da investigação científico-tecnológica e do ensino são, na sua maioria, trabalhadores por conta de outrem. Nestes casos, podem trabalhar em:
· Universidades e em unidades de investigação a elas associadas (como, por exemplo, o Instituto de Oceanografia);
· Laboratórios do Estado como, por exemplo, o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar, o Instituto de Meteorologia e o Instituto Geológico e Mineiro;
· Autarquias locais;
· Entidades portuárias;
· Plataformas marítimas;
· Entidades internacionais de natureza diversa como, por exemplo, organismos da União Europeia ou das Nações Unidas.
No sector privado, as empresas que podem empregar estes profissionais estão inseridas, maioritariamente, nas áreas relacionadas com os estudos de impacto ambiental e obras costeiras ou com a aquicultura e pescas.
Alguns oceanógrafos optam por ser trabalhadores independentes, constituindo empresas de consultadoria que prestam apoio, por exemplo, a empresas industriais (em especial, do sector das obras públicas e das pescas e aquicultura).
Formação
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Ciências Geofísicas - Variante Oceanografia/Meteorologia
A física e a matemática constituem a formação base dos dois primeiros anos desta licenciatura, sendo a formação específica nas áreas da oceanografia e da meteorologia ministrada nos dois anos seguintes. No último ano do curso, realiza-se um estágio profissionalizante, o qual constitui um elemento importante na integração da actividade académica dos alunos com o ambiente profissional, designadamente em instituições públicas e privadas com actividade nas áreas da Oceanografia ou do Ambiente. A supervisão conjunta desse trabalho por membros da Faculdade e da Instituição de acolhimento contribui muito positivamente para o enquadramento profissional posterior.
Evolução na Carreira
Os profissionais que estão inseridos na administração pública evoluem na carreira de acordo com o que está previsto na lei para os técnicos superiores: começam por ingressar na categoria de técnicos estagiários e podem atingir a categoria de assessor principal, em topo de carreira. Para aqueles que optam pela carreira de docência ou de investigação, a evolução na carreira inicia-se, respectivamente, pelas categorias de assistente estagiário ou estagiário investigador, podendo-se atingir as categorias de professor catedrático ou investigador-coordenador em topo de carreira. Os factores que condicionam a evolução nas carreiras do sector público são o mérito evidenciado, o tempo de permanência na categoria e a existência de vagas.
Condições de Trabalho
A carga horária semanal dos oceanógrafos que estão integrados no sector público é de 35 horas. Todavia, é frequente que o seu horário esteja condicionado pelo tipo de trabalho que estão a desenvolver em determinada altura, podendo trabalhar mais horas. Por exemplo, quando fazem campanhas observacionais no mar, o horário de trabalho pode ser condicionado pela natureza do objecto de estudo, pelas condições do estado do mar, etc. Os que trabalham como profissionais independentes fazem a gestão do seu próprio horário consoante o volume de trabalho e os prazos que têm de cumprir.
Estes profissionais podem trabalhar em salas de aula, gabinetes, laboratórios ou em espaços exteriores diversos como, por exemplo, num navio de investigação ou numa plataforma marítima, onde podem ter de ficar durante dias, semanas ou até meses. Nestes casos, as condições de trabalho podem ser duras, sobretudo quando estão sujeitos a condições ambientais adversas ou quando têm de estar por longos períodos afastados da família. Também é comum terem de se deslocar frequentemente ao estrangeiro para reuniões, encontros, seminários, etc., pois esta é uma profissão em que é usual a participação em projectos de âmbito internacional e que requer uma constante actualização de conhecimentos.
A Optometria é uma ciência especializada no estudo da visão, especificamente nos cuidados primários da saúde visual. A profissão existe no mundo há mais de cem anos, sendo praticada em mais de 130 países.
O optometrista não utiliza qualquer medicamento ou técnica invasiva. Todos os equipamentos utilizados são de carácter observatório e direccionados para a avaliação quantitativa e qualitativa da visão. É treinado para reconhecer uma alteração visual de ordem patológica ocular ou sistémica encaminhando nesses casos a um profissional da área médica, realizando assim o seu trabalho de prevenção.
· Realiza anamneses individuais, com vista a recolher informações sobre a profissão e os hábitos diários do utente.
· Realiza exames subjectivos e objectivos e mede a tensão ocular sem uso de anestésicos, causando dor ao paciente, com a finalidade de detectar defeitos visuais, como sejam erros refractivos, visão binocular, utilizando o equipamento adequado.
· Mede a estrutura ocular com moldes de referência e determina os valores querométricos da face anterior da córnea utilizando os equipamentos adequados.
· Propõe meios ópticos (óculos ou lentes de contacto) para a compensação das deficiências detectadas ou elabora a indicação clínica dos meios ópticos, de acordo com os resultados das medições morfológicas. Propõe o tipo de lente (plásticas ou minerais) para óculos ou ilegalmente para as lentes de contacto (rígidas, semi-rígidas ou permeáveis aos gases, hidrófilas ou descartáveis) mais adequado às necessidades e gosto do utente.
· Efectua a avaliação quantitativa, com aparelhagem específica, para apurar graduações e os eixos para aplicação das lentes de contacto. Determina a quantidade e a qualidade do filme lacrimal, a fim de seleccionar as lentes mais dequadas.
· Faz a fracção complementar ou adicional dos valores refractivos das lentes.
· Estuda e ensaia os vários tipos de lentes a fim de escolher as mais adequadas, mediante a recolha dos parâmetros objectivos.
· Avalia o comportamento dinâmico das lentes nos olhos, identificando os factores que possam afectar a saúde dos olhos e alterar a visão.
· Realiza ensinamentos e aconselha sobre os cuidados de manutenção a ter com os meios ópticos (óculos e lentes de contacto).
· Remete para o médico oftalmologista os utentes que apresentem sinais de lesão, patologia e outros estados oculares anormais.
· Pode participar em programas de educação para a saúde no âmbito da promoção da saúde e prevenção da doença e em acções de sensibilização, de esclarecimento e/ou aconselhamento no âmbito da educação e da promoção da saúde.
Especialidades optométricas:
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Durante a sua formação recebe competências na área da Óptica, da Anatomia Geral e Ocular, em Patologia Ocular, Optometria e Contactologia, entre outros, sendo, um especialista dos cuidados primários da saúde visual, que fornecendo cuidados extensivos em visão e sistema visual, que inclui refracção e prescrição da refracção, detecção de doenças oculares e a reabilitação/treinamento de condições do sistema visual.
Emprego
O optometrista exerce em:
· Casas de óptica ocular;
· Instituições de saúde;
· Centros de medicina do trabalho;
· Clínicas privadas.
Podem ainda exercer optometria como profissionais liberais e trabalhar em instituições de investigação e de desenvolvimento.
Os químicos e os bioquímicos:
· Estudam as propriedades das moléculas e realizam experiências para descobrir novas moléculas.
· Desenvolvem e aplicam métodos que permitem identificar as moléculas e os agrupamentos que constituem as substâncias.
· Desenvolvem, igualmente, métodos de produção de substâncias que possam ter interesse comercial (fibras sintéticas, tintas, colas, componentes electrónicos, lubrificantes, protectores solares, produtos alimentares, etc.), sendo responsáveis pelo controlo do respectivo processo de fabrico.
Assim, transmitem especificações técnicas aos trabalhadores do sector produtivo, como o tipo e a quantidade de ingredientes a utilizar, os tempos de mistura e a temperatura para cada fase da produção. Posteriormente, procedem ao ensaio dos produtos para averiguar se o resultado é o pretendido e elaboram relatórios técnico-científicos em que registam as características e qualidade do resultado final. Também estudam os mecanismos e as velocidades das reacções, de modo a optimizar os processos produtivos.
Os químicos podem dedicar-se à investigação fundamental ou à investigação aplicada. Na investigação fundamental, analisam as propriedades, composição e estrutura da matéria, bem como os princípios que regem a combinação dos elementos e as reacções das substâncias. Na investigação aplicada, desenvolvem processos de fabrico de produtos industriais e ocupam-se do respectivo controlo de qualidade. Este tipo de investigação é particularmente desenvolvido pelos químicos que têm formação
Os bioquímicos trabalham, essencialmente, em áreas da química relacionadas com a biologia. Estudam os seres vivos nas combinações e reacções químicas do seu metabolismo, reprodução, crescimento e hereditariedade. São bastantes as áreas em que podem especializar-se: genética molecular, virulogia, imunoquímica, endocrinologia, biorgânica, bioinorgânica, radicais livres, entre outras.
Formação
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em química ou bioquímica
Matemática, química orgânica e inorgânica, química computacional, electroquímica, dinâmica molecular, química dos materiais e física são algumas das matérias leccionadas nos cursos de química. Os cursos de bioquímica incluem, entre outras matérias, matemática, química, enzimologia, endocrinologia, biologia, imunologia e metabolismo.
Evolução na Carreira
Os químicos e os bioquímicos que trabalham no sector privado têm uma evolução na carreira que, na maioria dos casos, é diferente de organização para organização e até de profissional para profissional. Os factores que mais influenciam esta diferenciação são a dimensão e o tipo de actividade da organização, bem como os conhecimentos e a experiência do indivíduo. Quanto aos que trabalham em organismos públicos, a evolução na carreira rege-se, para todos eles, pela legislação, processando-se em função do mérito, do número de vagas e dos anos de serviço.
Emprego
Para estes profissionais, o regime laboral mais comum é o de trabalhador por conta de outrem, sendo o sector industrial o grande empregador. Por exemplo, as indústrias produtoras de combustíveis, têxteis, plásticos, tintas, detergentes, adubos ou pesticidas empregam muitos químicos, sucedendo o mesmo com as indústrias alimentares e farmacêuticas, no que diz respeito aos bioquímicos. Para além do sector industrial, também os laboratórios do Estado, institutos públicos como, por exemplo, o Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), as universidades, os institutos politécnicos e os estabelecimentos do ensino secundário constituem entidades empregadoras quer de químicos, quer de bioquímicos.
Condições de Trabalho
As condições em que químicos e bioquímicos desenvolvem o seu trabalho variam de acordo com o tipo de funções exercidas. Quem se dedica à investigação fundamental, fá-lo, regra geral, em laboratórios de investigação e
Remunerações
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Remuneração |
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Docência Universitária |
Entre 1.479,73€ e os 4.883,11€ |
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Docência no ensino superior politécnico |
Entre os 1.479,73€ e os 4.217,23€ |
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Docência no ensino básico ou secundário |
Entre os 887,84€ e os 2.795,04€ |
Perspectivas
Dado que a Química é uma ciência central, um químico é facilmente reconvertido noutras áreas de actividade, o que lhe dá uma grande versatilidade de emprego. Com efeito, podemos encontrar químicos em indústrias ou profissões que não sejam estritamente relacionadas com a química. Contudo, os interessados nestas profissões devem ter em atenção duas condicionantes de emprego. Por um lado, e apesar de se verificar alguma procura, os postos de trabalho na indústria são insuficientes para absorver a totalidade dos recém-licenciados. Por outro lado, o ingresso em organismos da administração pública está condicionado à existência de vagas colocadas a concurso. Acresce, ainda, o facto de se verificar alguma concorrência no mercado de emprego por parte dos engenheiros químicos e dos farmacêuticos.
O técnico de radioterapia desenvolve actividades terapêuticas, essencialmente na área da oncologia, sendo a sua principal actividade a administração de radiações ionizantes sobretudo em doentes com cancro. Estes técnicos registam todos os dados importantes, nomeadamente as doses de radiação aplicadas, parâmetros utilizados, duração do tratamento, desempenho do equipamento, reacções do doente, acompanhamento e a avaliação dos efeitos físicos e psicológicos do tratamento.
Alguns destes técnicos participam também em programas de prevenção, de promoção e de educação para a saúde, maioritariamente no domínio da oncologia.
Formação e Evolução na Carreira
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura
Este curso compreende um modelo bietápico composto por um primeiro ciclo de três anos, que confere o grau de bacharel, a que acresce um segundo ciclo de um ano que permite a obtenção do grau de licenciado. Os cursos em Radioterapia compreendem normalmente aulas teóricas e práticas e períodos de estágio.
Ao longo da carreira, é muito importante que estes profissionais se mantenham actualizados face à permanente evolução científica e à sofisticação tecnológica da sua área profissional, de modo a reflectir-se no aperfeiçoamento de técnicas de tratamentos e na sua aplicabilidade.
Emprego
Os técnicos de radioterapia exercem a sua actividade em:
· Hospitais públicos com unidades de radioterapia;
· Estabelecimentos especializados em doentes oncológicos;
· Centros de saúde;
· Clínicas privadas;
· Empresas de venda de equipamentos relacionados com a actividade de radioterapia;
· Estabelecimentos de ensino superior.
Condições de Trabalho
A actividade do radioterapeuta desenrola-se maioritariamente na sala de tratamentos onde estão localizados os equipamentos de radioterapia. Como esta é uma profissão onde existe risco de exposição excessiva a radiações, estes técnicos são regularmente sujeitos a exames de controlo médico e vêem-se obrigados ao cumprimento rigoroso das regras de segurança e protecção neste domínio, nomeadamente o uso de diversos acessórios de protecção radiológica.
Perspectivas
Esta profissão apresenta boas perspectivas de desenvolvimento, quer porque o sector da saúde se caracteriza por um dinamismo global acentuado, quer porque o cancro é uma das doenças com maior incidência a nível mundial e a procura constante do seu tratamento constitui um forte factor de evolução das profissões mais directamente relacionadas com as doenças oncológicas.
Os técnicos de farmácia desenvolvem um conjunto diversificado de actividades relacionadas com a prevenção, diagnóstico, terapia e reabilitação pelo uso de medicamentos. As suas funções variam consoante o contexto profissional em que são exercidas.
No âmbito de uma farmácia hospitalar, por exemplo, estes técnicos intervêm em todas as fases da distribuição dos medicamentos, para que estes sejam utilizados de uma forma mais correcta e racional possível. O seu trabalho abrange, assim, tarefas relacionadas com a distribuição dos medicamentos pelos diferentes serviços hospitalares, as suas condições de armazenamento, controlo de validade, aquisição de novos produtos, gestão de stocks, etc.
Nos estabelecimentos e serviços de venda ou fornecimento de medicamentos (como farmácias hospitalares, comunitárias, militares ou prisionais), cabe-lhes assegurar a dispensa de medicamentos, de acordo com a prescrição terapêutica. Nesse acto, é da sua competência informar e aconselhar os utentes e outros profissionais de saúde para uma correcta utilização dos medicamentos, alertando-os, por exemplo, para o modo como devem ser tomados, as suas contra-indicações e os efeitos secundários que podem provocar.
No domínio de trabalho comunitário desenvolvido pelos serviços de saúde, compete a estes técnicos colaborar na identificação e resolução de problemas da comunidade no âmbito da utilização e consumo de medicamentos. Além disso, podem participar no planeamento e desenvolvimento de acções e programas de formação, educação e sensibilização e esclarecimento de utentes e profissionais de saúde no âmbito da utilização e consumo de medicamentos.
Dada a natureza das suas funções, é fundamental que estes profissionais trabalhem de um modo preciso e cuidadoso, devendo ter sempre presente que o uso de medicamentos interfere com a saúde e a vida de quem os utiliza. Quando dispensam medicamentos, é particularmente importante que sejam bons comunicadores, dado o contacto frequente que têm com o público e o papel de aconselhamento e informação que desempenham no seu dia-a-dia: por exemplo, quando dão informações sobre determinado medicamento e sua correcta utilização, devem fazê-lo de uma forma simples, clara e compreensível, tendo em conta o nível sócio-cultural do utente. Juntamente com o gosto pelo contacto humano, devem ter a capacidade para trabalhar eficazmente em equipa, pois tal faz parte integrante do seu quotidiano (por exemplo, com farmacêuticos, médicos, enfermeiros, colegas de profissão ou auxiliares de acção médica).
Formação
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Farmácia
Quem deseje enveredar por esta profissão necessita de se formar em Farmácia. Regra geral, esta formação compreende aulas teóricas e práticas e períodos de estágio. No início, os seus planos curriculares integram normalmente disciplinas gerais nos domínios da anatomia, química, biologia, patologia e ciências ou cuidados de saúde. À medida que prossegue a formação, aumenta o número de disciplinas mais especificamente relacionadas com a profissão, como técnica laboratorial, farmacologia, farmacoterapia, métodos e técnicas de farmácia, organização e gestão em farmácia e tecnologia de produção em farmácia.
Evolução na Carreira
A evolução profissional dos técnicos de farmácia depende do tipo de entidade para a qual trabalham. Os que se encontram empregados nos serviços públicos de saúde estão integrados na carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, progredindo de acordo com o que está legalmente estipulado (de Técnico de 2.ª Classe a Técnico Director). Os critérios considerados para esta evolução, dependendo da categoria em questão, incluem número de anos e qualidade do serviço prestado, avaliação curricular e prestação de provas públicas.
No sector privado e cooperativo, estes profissionais também são denominados Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica, sendo a sua evolução profissional menos estruturada e reflectindo-se maioritariamente na remuneração auferida, na especialização técnica e no nível de responsabilidades assumidas.
Independentemente do contexto em que exercem a sua actividade, estes profissionais devem ter a preocupação constante de actualizarem os seus conhecimentos técnico-científicos ao longo de toda a sua carreira profissional, devido ao facto das ciências da saúde registarem avanços sucessivos e constantes.
Emprego
No sector público, os técnicos de farmácia encontram-se integrados no Serviço Nacional de Saúde (SNS), trabalhando maioritariamente em hospitais. No sector privado, é comum encontrar estes profissionais em instituições privadas de saúde, farmácias comunitárias, laboratórios e empresas da indústria farmacêutica. A actividade por conta própria não é comum entre estes profissionais.
Condições de Trabalho
Considerando os seus diversos campos de actuação, estes profissionais podem trabalhar em diferentes locais: laboratórios, farmácias, salas de produção da indústria farmacêutica, armazéns de medicamentos e de matérias-primas, hospitais, etc. Em regra, trabalham em ambientes limpos, iluminados, arejados e, por vezes, esterilizados, nomeadamente quando intervêm na produção de medicamentos. Neste caso, pode ser obrigatório o uso de roupa de protecção, incluindo luvas e máscaras, entre outros acessórios.
Dada a diversidade das áreas de intervenção em que a profissão pode ser desenvolvida, as restantes condições de trabalho são também variáveis. Nos hospitais, por exemplo, a necessidade de garantir o permanente funcionamento das suas farmácias leva a que seja preciso trabalhar fora do período normal de trabalho (a carga horária normal é de 35 horas semanais, ainda que haja regimes especiais de 42, 24 e 20 horas).
Aos terapeutas da fala compete a prevenção, a avaliação, o tratamento e o estudo científico da comunicação humana e suas perturbações, considerando que a comunicação engloba todas as funções associadas à compreensão e à expressão da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas de comunicação não-verbal. Estes profissionais intervêm, assim, junto de pessoas de todas as idades com problemas da fala, da voz e da linguagem oral e escrita, com o objectivo último de melhorar a sua capacidade de comunicação.
Uma das suas grandes áreas de actividade consiste em intervir junto de crianças em idade escolar e pré-escolar com dificuldades de comunicação, resultantes de perturbações no desenvolvimento da linguagem e/ou da fala (articulação de sons, fluência, ritmo, etc.). Neste domínio, a sua intervenção visa sobretudo o desenvolvimento das capacidades de compreensão e de expressão oral destas crianças ou mesmo, nos casos mais graves, a utilização de sistemas aumentativos e alternativos de comunicação (por exemplo, gestos, imagens ou símbolos) assim como a utilização de tecnologias de suporte.
No trabalho com adultos, a intervenção destes profissionais está sobretudo relacionada com problemas de voz, gaguez, perda da capacidade da linguagem e da fala e alterações adquiridas da deglutição.
Estes profissionais trabalham também com pessoas que tiveram cancro na laringe e que, por isso, ficaram sem cordas vocais, cabendo-lhes ensinar como podem comunicar, por exemplo, através de uma prótese colocada na garganta ou através da fala esofágica (uso de sons produzidos no esófago).
A facilidade em comunicar e se relacionar com pessoas de todas as idades e níveis sócio-culturais, a par de uma boa capacidade criativa, são também qualidades importantes, pois delas depende a motivação dos doentes para a terapia e para os resultados a atingir. Alguns tratamentos exigem também a cooperação dos familiares do doente, aos quais estes profissionais devem saber dar orientação terapêutica. A resistência à frustração é igualmente relevante, dado que em algumas intervenções os programas de tratamento são prolongados e os resultados podem ser diminutos.
Formação
Ingresso: 12º Ano
Grau: Licenciatura em Terapêutica da Fala
Regra geral, os cursos de Terapêutica da Fala compreendem aulas teóricas, aulas de prática clínica e períodos de estágio. Os seus planos curriculares integram normalmente disciplinas no âmbito das ciências médicas (anatomia, fisiologia, e patologias médicas), das ciências do comportamento (sociologia, psicologia, psicopatologia, etc.), das ciências da linguagem (linguística, psicolinguística, etc.) e das metodologias de investigação, bem como disciplinas no âmbito específico da terapia da fala (como patologia da comunicação e intervenção terapêutica).
Evolução na Carreira
A evolução profissional destes terapeutas depende do tipo de entidade para a qual trabalham. Os que se encontram nos serviços públicos de saúde estão integrados na carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, progredindo de acordo com o que está legalmente estipulado (Técnico de 2.ª Classe, Técnico de 1.ª Classe, etc.).
Caso exerçam funções de docência ou investigação em estabelecimentos públicos de ensino, estes técnicos evoluem, grosso modo, de acordo com os critérios definidos para a generalidade dos funcionários públicos, ou seja, com base no mérito evidenciado, no tempo mínimo de serviço e na existência de vagas na categoria seguinte.
No sector privado, a evolução profissional depende da entidade empregadora e a sua dinâmica relaciona-se, em grande parte, com o nível de rendimentos auferidos e a formação e experiência que estes profissionais vão adquirindo ao longo da carreira. A evolução dos que trabalham por conta própria, nomeadamente explorando um gabinete seu, é sobretudo avaliada pelo reconhecimento profissional, número de clientes e ganhos obtidos.
Emprego
As principais entidades empregadoras destes profissionais são, no sector público, hospitais e escolas do ensino básico - onde estão inseridos nas equipas de apoios educativos - e, no sector privado, clínicas, instituições particulares de solidariedade social (IPSS), centros de reabilitação e estabelecimentos de ensino, designadamente de ensino especial. Normalmente, a sua actividade é desenvolvida por conta de outrem, mas também existem terapeutas que trabalham por conta própria, a maioria em clínicas ou consultórios que exploram individualmente ou em parceria com outros profissionais de saúde.
Condições de trabalho
No sector público, estes profissionais têm uma carga horária normal de 35 horas semanais (ainda que haja regimes de horário especial de 42, 24 e 20 horas). No sector privado, a carga horária praticada é, regra geral, semelhante à da função pública, excepto entre aqueles que trabalham por conta própria (pois necessitam de realizar tarefas relacionadas com a gestão do negócio). Também aqueles que possuem duplo emprego possuem, necessariamente, uma carga horária semanal mais pesada.
As condições físicas em que estes técnicos exercem a sua actividade são variáveis, dependendo sobretudo do tipo de estabelecimentos onde trabalham. De uma forma geral, trabalham em salas com boa qualidade ambiental, agradáveis para os pacientes, variando o tipo de equipamento utilizado em função das situações de patologia em que intervêm e da idade dos pacientes: testes específicos de avaliação de linguagem e fala, jogos didácticos, imagens, objectos, livros, material de software específico, etc. Na maior parte dos casos, o seu trabalho não é fisicamente exigente, mas do ponto de vista psicológico exige resistência perante as necessidades emocionais das pessoas (e respectivos familiares) que necessitam dos seus cuidados.
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