Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

Terapêutica da fala

Aos terapeutas da fala compete a prevenção, a avaliação, o tratamento e o estudo científico da comunicação humana e suas perturbações, considerando que a comunicação engloba todas as funções associadas à compreensão e à expressão da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas de comunicação não-verbal. Estes profissionais intervêm, assim, junto de pessoas de todas as idades com problemas da fala, da voz e da linguagem oral e escrita, com o objectivo último de melhorar a sua capacidade de comunicação.

Uma das suas grandes áreas de actividade consiste em intervir junto de crianças em idade escolar e pré-escolar com dificuldades de comunicação, resultantes de perturbações no desenvolvimento da linguagem e/ou da fala (articulação de sons, fluência, ritmo, etc.). Neste domínio, a sua intervenção visa sobretudo o desenvolvimento das capacidades de compreensão e de expressão oral destas crianças ou mesmo, nos casos mais graves, a utilização de sistemas aumentativos e alternativos de comunicação (por exemplo, gestos, imagens ou símbolos) assim como a utilização de tecnologias de suporte.

No trabalho com adultos, a intervenção destes profissionais está sobretudo relacionada com problemas de voz, gaguez, perda da capacidade da linguagem e da fala e alterações adquiridas da deglutição.

Estes profissionais trabalham também com pessoas que tiveram cancro na laringe e que, por isso, ficaram sem cordas vocais, cabendo-lhes ensinar como podem comunicar, por exemplo, através de uma prótese colocada na garganta ou através da fala esofágica (uso de sons produzidos no esófago).

A facilidade em comunicar e se relacionar com pessoas de todas as idades e níveis sócio-culturais, a par de uma boa capacidade criativa, são também qualidades importantes, pois delas depende a motivação dos doentes para a terapia e para os resultados a atingir. Alguns tratamentos exigem também a cooperação dos familiares do doente, aos quais estes profissionais devem saber dar orientação terapêutica. A resistência à frustração é igualmente relevante, dado que em algumas intervenções os programas de tratamento são prolongados e os resultados podem ser diminutos.

 

Formação

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura em Terapêutica da Fala

 

Regra geral, os cursos de Terapêutica da Fala compreendem aulas teóricas, aulas de prática clínica e períodos de estágio. Os seus planos curriculares integram normalmente disciplinas no âmbito das ciências médicas (anatomia, fisiologia, e patologias médicas), das ciências do comportamento (sociologia, psicologia, psicopatologia, etc.), das ciências da linguagem (linguística, psicolinguística, etc.) e das metodologias de investigação, bem como disciplinas no âmbito específico da terapia da fala (como patologia da comunicação e intervenção terapêutica).

 

Evolução na Carreira

        A evolução profissional destes terapeutas depende do tipo de entidade para a qual trabalham. Os que se encontram nos serviços públicos de saúde estão integrados na carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, progredindo de acordo com o que está legalmente estipulado (Técnico de 2.ª Classe, Técnico de 1.ª Classe, etc.).

            Caso exerçam funções de docência ou investigação em estabelecimentos públicos de ensino, estes técnicos evoluem, grosso modo, de acordo com os critérios definidos para a generalidade dos funcionários públicos, ou seja, com base no mérito evidenciado, no tempo mínimo de serviço e na existência de vagas na categoria seguinte.

No sector privado, a evolução profissional depende da entidade empregadora e a sua dinâmica relaciona-se, em grande parte, com o nível de rendimentos auferidos e a formação e experiência que estes profissionais vão adquirindo ao longo da carreira. A evolução dos que trabalham por conta própria, nomeadamente explorando um gabinete seu, é sobretudo avaliada pelo reconhecimento profissional, número de clientes e ganhos obtidos.

 

Emprego

As principais entidades empregadoras destes profissionais são, no sector público, hospitais e escolas do ensino básico - onde estão inseridos nas equipas de apoios educativos - e, no sector privado, clínicas, instituições particulares de solidariedade social (IPSS), centros de reabilitação e estabelecimentos de ensino, designadamente de ensino especial. Normalmente, a sua actividade é desenvolvida por conta de outrem, mas também existem terapeutas que trabalham por conta própria, a maioria em clínicas ou consultórios que exploram individualmente ou em parceria com outros profissionais de saúde.

 

Condições de trabalho

No sector público, estes profissionais têm uma carga horária normal de 35 horas semanais (ainda que haja regimes de horário especial de 42, 24 e 20 horas). No sector privado, a carga horária praticada é, regra geral, semelhante à da função pública, excepto entre aqueles que trabalham por conta própria (pois necessitam de realizar tarefas relacionadas com a gestão do negócio). Também aqueles que possuem duplo emprego possuem, necessariamente, uma carga horária semanal mais pesada.

As condições físicas em que estes técnicos exercem a sua actividade são variáveis, dependendo sobretudo do tipo de estabelecimentos onde trabalham. De uma forma geral, trabalham em salas com boa qualidade ambiental, agradáveis para os pacientes, variando o tipo de equipamento utilizado em função das situações de patologia em que intervêm e da idade dos pacientes: testes específicos de avaliação de linguagem e fala, jogos didácticos, imagens, objectos, livros, material de software específico, etc. Na maior parte dos casos, o seu trabalho não é fisicamente exigente, mas do ponto de vista psicológico exige resistência perante as necessidades emocionais das pessoas (e respectivos familiares) que necessitam dos seus cuidados.

publicado por marisacplima às 12:44

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