Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Medicina Dentária

A actuação dos médicos dentistas consiste no estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento das anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas anexas. Como a maioria das pessoas recorre apenas aos serviços destes médicos quando tem problemas com os seus dentes, a quase totalidade destes profissionais dedica-se apenas às actividades de diagnóstico e tratamento.

As intervenções destes profissionais são muito diversas: extracção, restauração e tratamento endodôntico de dentes, execução de moldes e colocação de próteses, pôr aparelhos de correcção dentária (aparelhos ortodônticos), remover tártaro, realizar intervenções cirúrgicas (por exemplo, para extrair dentes inclusos), etc.

Tanto na fase de diagnóstico como na de tratamento, estes profissionais podem observar anomalias que se manifestam na região oral, mas que têm origem em doenças de outro foro. Nestes casos, e identificada a doença, os médicos dentistas encaminham o paciente para um médico especialista.

  

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura

Duração: 6 anos

 

O curso de Medicina Dentária é constituído por um grupo de cadeiras teóricas e práticas. Os primeiros 3 anos integram, normalmente, cadeiras de anatomia (estudo das partes do corpo), anatomia dentária, fisiologia (estudo do funcionamento do corpo), bioquímica (estudo das reacções químicas da matéria viva) e histologia (estudo microscópico das partes do corpo), entre outras. À medida que o curso prossegue, os estudantes aprendem a examinar, diagnosticar e tratar pacientes, desenvolvendo as suas capacidades práticas. Nos últimos 3 anos, frequentam aulas práticas com pacientes voluntários, ou seja, realizam actividades clínicas sob supervisão de docentes. Estes últimos anos integram, genericamente, disciplinas relacionadas com as diversas patologias da cavidade oral, do ponto de vista da sua prevenção, diagnóstico e tratamento.

Concluídos os estudos, a maioria destes profissionais inicia a sua carreira através do estabelecimento de um consultório individual. Alguns, todavia, começam a trabalhar junto de colegas de profissão mais experientes, em clínicas dentárias, ou prestam os seus serviços com outros médicos e técnicos de saúde, em policlínicas. A obrigatoriedade de comprar uma série de equipamentos essenciais para o exercício da profissão torna o início da carreira destes médicos particularmente difícil.

 

Emprego

A maioria dos médicos dentistas trabalha por conta própria no sector privado, devido ao facto de não lhes ser permitido exercer a actividade na função pública: não existe, por exemplo, nenhuma carreira que permita a estes profissionais estarem integrados nos quadros dos hospitais ou centros de saúde.

Ainda no sector privado, existem algumas possibilidades de emprego oferecidas por grandes empresas ou grupos económicos que, dada a sua dimensão e o grande número de recursos humanos que empregam, criam centros clínicos próprios ou organismos assistenciais para os seus trabalhadores, para os quais recrutam diversos profissionais de saúde, incluindo médicos dentistas. Estas hipóteses de emprego são, contudo, reduzidas, pelo que o mercado de trabalho destes profissionais não apresenta muito mais possibilidades que a prestação de serviços em consultório privado, por conta própria.

  

Condições de Trabalho

Como sucede em qualquer profissão tipicamente liberal, a carga horária é também variável, sendo determinada em função das horas que decidem cumprir - existem médicos dentistas que trabalham apenas durante um período do dia - e do número de pacientes, pois se há dias em que podem trabalhar dez ou doze horas, outros há em que não têm pacientes para atender (sobretudo quando se encontram em início de carreira).

 

Perspectivas

Uma tendência que seguramente continuará a afectar o trabalho destes profissionais é o crescente desenvolvimento tecnológico dos equipamentos utilizados na medicina dentária, quer os de diagnóstico, quer os de tratamento. Estes profissionais terão, por isso, de apostar cada vez mais na sua formação contínua, também com o objectivo de estarem a par dos avanços registados na própria ciência médico-dentária, no que se refere a procedimentos, técnicas e materiais utilizados. Por outro lado, espera-se que venham a desempenhar cada vez mais funções relacionadas com a saúde oral preventiva, à medida que as pessoas vão tendo mais consciência dos cuidados que devem ter com a boca e dentes e procurem o médico dentista mais por razões preventivas e não apenas por motivos de tratamento.

Por outro lado, os médicos dentistas nacionais estão na expectativa de virem a ser criadas oportunidades de trabalho no sector público, cuja possibilidade até agora não existe. Por exemplo, constitui uma expectativa dos médicos dentistas vir a exercer funções para o Estado, em regime de convenção, no âmbito da saúde pública, designadamente desenvolvendo acções de prevenção nas escolas, junto de crianças e jovens.

No entanto, a situação global destes profissionais no mercado de trabalho não é favorável: o número de médicos dentistas tem vindo a crescer de forma muito acentuada, pelo que tenderá a manter-se o quadro concorrencial que actualmente existe, caracterizado por um número excessivo de profissionais a prestar serviços dentários (o subemprego e o desemprego afectam principalmente os médicos dentistas mais jovens).

publicado por marisacplima às 13:05

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Medicina Nuclear

O técnico de medicina nuclear participa na realização de exames de diagnóstico, por imagem ou radioimunoensaio, utilizando fármacos marcados com isótopos radioactivos e nas suas aplicações terapêuticas.

 

As suas funções incluem:

  • O contacto directo com os doentes;
  • A preparação e administração dos radiofarmacos;
  • A execução de diversas técnicas imagiológicas, com ou  sem inclusão de processamento computarizado;
  • Estudo e averiguação da morfologia e funcionamento dos órgãos humanos;
  • Determinação da localização e forma de tumores ;
  • A manutenção e execução de um programa de controlo, de qualidade, laboratorial e instrumental;
  • A preparação e informação dos doentes;
  • A adopção, adaptação e o desenvolvimento de normas de protecção e segurança contra radiações.

Os equipamentos que estes profissionais utilizam são tecnologicamente avançados, sendo os mais correntes os detectores de cintilação (como as câmaras gama), baseando-se o seu funcionamento em processos de captação e transferência de energia de radiação gama emitidas pelo doente. Os sinais luminosos resultantes da interacção da radiação com a matéria são transformados em sinais eléctricos que, por sua vez, são amplificados através de sistemaselectrónicos complexos até à formação de imagens, que são fotografadas em película radiográfica ou em papel específico para o efeito. A interpretação da distribuição e captação da radioactividade pelos diversos órgãos no doente, bem como o relatóro final do exame cabe ao médico de medicina nuclear.

 

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Bacharelato + Licenciatura

 

Entidades Formadoras:

  • Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa*
  • Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto*

*Ensino Público

 

            Estes cursos incluem aulas teóricas e práticas e períodos de estágio. Os seus planos curriculares são compostos por disciplinas gerais de base como anatomo-fisiologia, citologia e histologia, bioquímica, patologia geral ou física aplicada, aumentando progressivamente o número de disciplinas mais específicas, tais como física nuclear aplicada, medicina nuclear aplicada, técnicas de laboratório, radiobiologia ou protecção e segurança radiológicas. Além disso, é habitual incluírem disciplinas complementares no domínio da sociologia, psicologia e métodos de tratamento de dados.

 

Emprego

            A grande maioria dos técnicos de medicina nuclear exerce a sua actividade por conta de outrem nos grandes hospitais públicos com serviços de medicina nuclear e nos estabelecimentos especializados em doentes oncológicos, designadamente os Institutos Portugueses de oncologia de Coimbra, Lisboa e Porto. Um menor número de profissionais trabalha também em clínicas privadas, instituições de investigação e estabelecimentos de ensino superior.

            A sua situação actual no mercado de trabalho pode considerar-se positiva, já que há uma grande procura destes técnicos, quer por parte dos serviços públicos de saúde quer por parte do sector privado. Os casos de duplo emprego são, por isso, muito frequentes entre estes profissionais. Esta procura relaciona-se, em grande parte, com o reduzido número de indivíduos com a formação qualificante exigida, face às crescentes necessidades dos estabelecimentos de saúde, em termo0s geográficos, a procura destes profissionais está limitada aos grandes centros urbanos, nomeadamente às cidades de Lisboa, Almada, Porto e Coimbra, já que só nestes locais existem serviços de medicina nuclear.

 

Condições de Trabalho

No sector público, estes profissionais têm um regime normal de trabalho de 35 horas semanais (ainda que haja regimes especiais de 42, 24, e 20 horas). O carácter urgente de alguns tratamentos ou o número elevado de doentes leva a que tenham, por vezes, de realizar horas complementares durante o período nocturno e aos fins-de-semana. No sector privado, a carga horária praticada é, regra geral, idêntica à da função pública, pois o limite das 35 horas semanais não deve ser excedido, considerando, os efeitos nocivos para a saúde da exposição excessiva a radiações. Os que possuem duplo emprego têm, necessariamente, uma carga horária semanal mais pesada.

  

Remunerações

 

Carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica

Categoria

Remunerações

Técnico Esp. De 1ª Classe

1488€ a 1935€

Técnico Especialista

1328€ a 1632€

Técnico Principal

1176€ a 1442€

Técnico de 1ª Classe

949€ a 1252€

Técnico de 2ª Classe

834€ a 1100€

           

publicado por marisacplima às 13:03

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Medicina Veterinária

Conhecidos pela maioria das pessoas como os médicos dos animais, os médicos veterinários desenvolvem um vasto leque de actividades. Além do diagnóstico e tratamento de doenças em animais, estes profissionais podem fazer investigação no âmbito da saúde animal, intervir na fabricação de alimentos, medicamentos e produtos cosméticos e realizar inspecções sanitárias com vista a defender a saúde pública. Uma das áreas de trabalho mais importantes dos médicos veterinários é a clínica de pequenos animais, no âmbito da qual a sua principal função consiste no diagnóstico e tratamento de doenças de animais de companhia, tais como cães, gatos, pássaros, coelhos, ratos, tartarugas e, nalguns casos, animais exóticos como aranhas, cobras e outros répteis.

 

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura

Duração: 5 anos + período de estágio obrigatório

 

Os planos curriculares dos cursos em Medicina Veterinária são constituídos por:

-os primeiros anos são geralmente compostos por matérias científicas consideradas nucleares e que explicam a estrutura e o funcionamento normal dos animais - anatomia, histologia, bioquímica, biofísica, etc.

- e os restantes anos por matérias relacionadas com problemas de saúde animal, tais como patologia, cirurgia, parasitologia, semiologia, farmacologia ou microbiologia. Os últimos anos incluem, ainda, matérias relacionadas com as diferentes áreas de trabalho como, por exemplo, clínica, inspecção sanitária, saúde pública, tecnologia de produtos animais ou zootecnia.

            Os veterinários, normalmente, iniciam as suas carreiras como trabalhadores por conta de outrem e, após certos anos de experiência, estabelecem-se autonomamente. À medida que evoluem na carreira, alguns especializam-se, ainda, em determinado tipo de doenças ou de animais.

 

Emprego

O mercado de trabalho dos médicos veterinários é muito alargado, dadas as suas diferentes áreas de actuação.

No sector publico, podem trabalhar em:

·         A nível local e regional (por exemplo, como médicos veterinários municipais ou como técnicos superiores nos departamentos de polícia sanitária);

·         A nível central (como técnicos superiores, inspectores ou investigadores nos organismos pertencentes ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP), tais como a Direcção-Geral de Veterinária, os matadouros públicos e o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária, entre outros);

·         Técnicos superiores de saúde nos serviços e estabelecimentos dependentes do Ministério da Saúde (hospitais, por exemplo);

·         Docentes ou investigadores nos estabelecimentos de ensino de ciências veterinárias.

 

No sector privado, podem trabalhar em:

·         Empresas industriais (agro-pecuárias, farmacêuticas, de transformação de produtos de origem animal, de alimentos para animais, etc.);

·         Matadouros;

·         Laboratórios de análises;

·         Empresas que prestam consultadoria a criadores/produtores;

·         Clínicas privadas de grandes e pequenos animais que fazem atendimento clínico e cirúrgico.

 

Remunerações

Escalões

1

2

3

4

Assessor principal

2203.34

2389.54

2575.74

2792.97

Assessor

1893.01

2048.18

2141.28

2265.41

Técnico superior principal

1582.68

1737.85

1830.95

2017.15

Técnico superior 1ª classe

1427.52

1474.07

1551.65

1691.30

Técnico superior 2ª classe

1241.32

1287.87

1349.94

1412.00

Estagiário

962.02

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perspectiva

Um mercado de trabalho cada vez mais concorrencial parece constituir a principal tendência que afectará os médicos veterinários a médio e longo prazo. Um dos factores que mais contribuem para esta situação é o facto de terem recentemente surgido mais licenciaturas em Medicina Veterinária, pelo que se prevê um aumento significativo do efectivo destes profissionais. Além disso, deve continuar a aumentar o número de clínicas de pequenos animais e respectiva concorrência, bem como o baixo nível de admissões destes profissionais na maioria dos serviços da administração pública e em certos sectores industriais que tradicionalmente os empregavam (por exemplo, a indústria farmacêutica).

As consequências negativas destes factores podem ser, no entanto, compensadas pelas potencialidades de trabalho que o sector de produção alimentar apresenta: nas empresas deste sector, tem sido cada vez mais evidente a inovação tecnológica aliada à aposta no controlo de qualidade da fabricação de produtos de origem animal. Assim, é provável que os veterinários sejam mais procurados por estas empresas para desempenharem funções na área da qualidade e higiene.

publicado por marisacplima às 12:57

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Meteorologia

Os meteorologistas estudam e interpretam a composição, estrutura e dinâmica da atmosfera e analisam os vários tipos de fenómenos meteorológicos. Do seu trabalho resultam informações e previsões sobre o estado do tempo, utilizadas na vigilância meteorológica destinada à salvaguarda de vidas humanas e de bens e à prestação de serviços às mais diversas actividades económicas como, por exemplo, a agricultura e a navegação aérea e marítima. Resultam, igualmente, informações e previsões utilizadas para protecção do clima e do ambiente atmosférico.

No âmbito da vigilância meteorológica, são responsáveis pelos avisos de ocorrência de fenómenos meteorológicos e climatológicos extremos, tais como precipitações muito intensas, cheias, ventos fortes ou muito fortes e períodos de seca prolongados. Podem, ainda, apoiar na prevenção e no combate aos fogos florestais. 

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: Licenciatura em Ciências Geofísicas

Grau: 12º Ano

 

A carreira dos profissionais que trabalham, por exemplo, no Instituto de Meteorologia, inicia-se com um estágio de 12 meses e prossegue na categoria de meteorologista superior de 2ª classe, podendo culminar na categoria de meteorologista assessor principal.

Os que optam por uma carreira de docente universitário começam pela categoria de assistente estagiário e podem progredir até atingirem a categoria de professor catedrático.

No sector privado, começa-se, em regra, por um estágio ( 6/12 meses) e a evolução varia consoante a organização, em função da respectiva dimensão e tipo de actividade, bem como da experiência e conhecimentos do indivíduo.

 

Emprego

No sector público, as principais entidades empregadoras dos meteorologistas são:

  • Instituto de Meteorologia;
  • Direcção-Geral do Ambiente;
  • Direcções Regionais do Ambiente;
  • Serviço Nacional da Protecção Civil;
  • Universidades.

No sector privado, destacam-se as empresas que realizam estudos de impacto ambiental. Alguns órgãos de comunicação social, designadamente as televisões, oferecem também algumas possibilidades de emprego.

Apesar de normalmente trabalharem por conta de outrem, existem alguns profissionais que desenvolvem a sua actividade em regime liberal. É, sobretudo, o caso dos que elaboram pareceres encomendados por empresas que realizam estudos de impacto ambiental ou que participam em projectos desenvolvidos por essas mesmas empresas.

 

Condições de trabalho

Os meteorologistas trabalham normalmente em gabinetes, num ambiente caracterizado, sobretudo, pela presença de computadores. Por vezes, têm necessidade de realizar trabalhos de campo, existindo então a possibilidade de enfrentarem condições adversas, tais como chuva, temperaturas elevadas ou muito baixas e terrenos sinuosos.

Aqueles que trabalham por conta de outrem no sector público cumprem um horário de 35 horas semanais. Quanto aos que desempenham funções por conta de outrem no sector privado, o seu horário é mais flexível, sendo a média 40 horas por semana.

 

Remunerações

 

Observador Meteorológico/Geofísico

Escalões

       

1

2

3

4

5

Observador especialista de 1ªclasse

1458.55€

1520.62€

1613.72€

1675.78€

1737.85€

Observador especialista

1148.22€

1272.35€

1365.45€

1458.55€

1520.62€

Observador de 1ªclasse

993.06€

1055.12€

1117.19€

1179.25€

1241.32€

Observador de 2ªclasse

837.89€

899.96€

946.51€

993.06€

1024.09€

Estagiário

620.66€

       

 

publicado por marisacplima às 12:56

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Neurofisiologia

O técnico de neurofisiologia intervém na realização de exames da actividade cerebral  (electroencefalografia) e exames neuro-musculares (electromiografia). Exerce também funções inerentes ao registo da actividade bioeléctrica do sistema nervoso, com particular incidência nas patologias do foro neurológico. Incluem-se nesta área o estudo das capacidades contrácteis dos músculos, o exame da condução neurológica e o estudo da dor.

A evolução das tecnologias nesta área acompanha de perto o desenvolvimento das Neurociências, passando pelos avanços tecnológicos dos equipamentos informáticos, do tratamento e análise do sinal neurofisiológico e das técnicas de apresentação da imagem neurofisiológica Brain mapping.

As áreas mais diferenciadas da formação incluem as unidades de monitorização da Epilepsia, o Estudo do Sono e as actividades desenvolvidas em Unidades de Cuidados Intensivos.

 

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura

 

O curso de neurofisiologia é um curso bietapico. Desenvolve-se num primeiro ciclo de 3 anos, que permite obter o bacharelato, e mais 1 ano para os que quiserem completar a sua formação, obtendo a licenciatura.

A evolução das técnicas aplicadas a doentes com alterações neurológicas ou musculares exige a formação de profissionais especializados. Por um lado, a diversidade de doenças requer uma preparação específica na compreensão das suas causas. Por outro lado, o conjunto de elementos científicos e técnicos que se encontram agrupados no material em uso obrigam ao conhecimento pormenorizado do seu funcionamento e da sua aplicação. 

 

Emprego

Este profissional trabalha em instituições de prestação de cuidados de saúde, tais como:

·         Hospitais;

·         Clínicas públicas ou privadas;

·         Centros de saúde;

 Pode também exercer funções docentes e de investigação em instituições do ensino superior e em centros desportivos.

 

Condições de Trabalho

O profissional de neurofisiologia lida com aparelhagem altamente sofisticada, recolhendo os dados e registando os gráficos.

 

Perspectivas 

O neurofisiologista é um profissional indispensável ao diagnóstico das lesões dos atletas, dos acidentes de trabalho e das deficiências dos recém-nascidos. Os meios de actuação deste profissional têm tendência a desenvolver-se dado à cada vez maior afluência de doentes do foro neurológico.

publicado por marisacplima às 12:55

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Nutricionismo

O Licenciado em Ciências da Nutrição é um profissional capacitado para a prevenção e a intervenção precoce face a variados problemas de saúde, nomeadamente a obesidade e a diabetes. A sua actividade clínica desenvolve-se fazendo a avaliação e prescrição nutricional do doente. O nutricionista é, assim, um consultor em matéria de Nutrição/Alimentação.

 

Emprego

O nutricionista pode actuar na área da saúde tanto no sistema privado como no público, no ensino, no desporto, na industria alimentar, na investigação cientifica, no controlo de qualidade alimentar e em instituições (como lares e infantários).

 

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura em Ciências da Nutrição

Duração: 5 anos (quatro lectivos e um de estágio académico) 

 

 A parte lectiva é constituída por 33 disciplinas, 11 de frequência anual e 22 de frequência semestral. As disciplinas cobrem áreas relacionadas com a nutrição humana, desde as ciências básicas às mais específicas: alimentação e nutrição humana, saúde pública e epidemiologia, nutrição clínica, alimentação colectiva, bromatologia, tecnologia, qualidade e toxicologia alimentar, política nutricional, entre outras.

 

Condições de Trabalho

O Nutricionista interage directa ou indirectamente com todos os profissionais de um hospital. A sua actividade clínica desenvolve-se em todas as valências médicas do internamento e consulta externa. A supervisão do cumprimento da terapêutica nutricional requer um contacto directo com a equipa médica, de enfermagem e com os serviços de alimentação e farmacêuticos.

 

Perspectivas

O crescente interesse pela nutrição e a multiplicidade de funções e vias de emprego, tornam a licenciatura em Ciências da Nutrição numa excelente escolha académica e numa aliciante e promissora aposta profissional.

publicado por marisacplima às 12:41

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Oceanografia

A actividade dos oceanógrafos visa a descrição, compreensão e previsão do comportamento do meio marinho e engloba a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos à exploração e utilização desse meio.

Para estudar, do ponto de vista da Física, os processos que têm lugar no oceano, um oceanógrafo realiza observações que permitam medir propriedades físicas da água do mar, tais como a temperatura e a salinidade (concentração de sais na água do mar), registar os valores das correntes, medir as variações da altura da superfície do mar devidas às ondas e às marés, etc. As observações no oceano fazem-se em campanhas a bordo de navios e utilizando amarrações com instrumentos de registo. Estas observações de mar são complementadas com observações a partir de sensores colocados em satélites, e o seu resultado tem de ser analisado e compreendido, utilizando-se para o efeito cada vez mais programas computacionais com modelos numéricos que simulam e prevêem o comportamento do oceano. Entre muitas outras, as tarefas destes profissionais incluem:

 

  • Proceder a investigações sobre a distribuição e variabilidade das grandezas oceanográficas (temperatura, salinidade, densidade, etc).

  • Investigar as interacções entre o oceano e a atmosfera, incluindo as trocas de energia, de massa e de quantidade de movimento através da interface ar/mar, bem como a geração, propagação e dissipação das vagas e da ondulação.

  • Monitorizar o ambiente marinho através da recolha sistemática de dados em estações costeiras e oceânicas, em navios de investigação, navios mercantes ou outras plataformas, ou ainda através de satélites e outros equipamentos automáticos.

  • Desenvolver e utilizar modelos matemáticos para simular a circulação nos oceanos, mares e águas costeiras e prever a sua evolução.

  • Estudar o papel dos oceanos no sistema climático mundial.

Nota: Em Portugal, a oceanografia é desenvolvida, essencialmente, na sua vertente física.

 

Emprego

Os oceanógrafos que desenvolvem a sua actividade nas áreas da investigação científico-tecnológica e do ensino são, na sua maioria, trabalhadores por conta de outrem. Nestes casos, podem trabalhar em:

·         Universidades e em unidades de investigação a elas associadas (como, por exemplo, o Instituto de Oceanografia);

·         Laboratórios do Estado como, por exemplo, o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar, o Instituto de Meteorologia e o Instituto Geológico e Mineiro;

·         Autarquias locais;

·         Entidades portuárias;

·         Plataformas marítimas;

·         Entidades internacionais de natureza diversa como, por exemplo, organismos da União Europeia ou das Nações Unidas.

 

No sector privado, as empresas que podem empregar estes profissionais estão inseridas, maioritariamente, nas áreas relacionadas com os estudos de impacto ambiental e obras costeiras ou com a aquicultura e pescas.

Alguns oceanógrafos optam por ser trabalhadores independentes, constituindo empresas de consultadoria que prestam apoio, por exemplo, a empresas industriais (em especial, do sector das obras públicas e das pescas e aquicultura).

 

Formação

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura em Ciências Geofísicas - Variante Oceanografia/Meteorologia

 

A física e a matemática constituem a formação base dos dois primeiros anos desta licenciatura, sendo a formação específica nas áreas da oceanografia e da meteorologia ministrada nos dois anos seguintes. No último ano do curso, realiza-se um estágio profissionalizante, o qual constitui um elemento importante na integração da actividade académica dos alunos com o ambiente profissional, designadamente em instituições públicas e privadas com actividade nas áreas da Oceanografia ou do Ambiente. A supervisão conjunta desse trabalho por membros da Faculdade e da Instituição de acolhimento contribui muito positivamente para o enquadramento profissional posterior.

 

Evolução na Carreira

        Os profissionais que estão inseridos na administração pública evoluem na carreira de acordo com o que está previsto na lei para os técnicos superiores: começam por ingressar na categoria de técnicos estagiários e podem atingir a categoria de assessor principal, em topo de carreira. Para aqueles que optam pela carreira de docência ou de investigação, a evolução na carreira inicia-se, respectivamente, pelas categorias de assistente estagiário ou estagiário investigador, podendo-se atingir as categorias de professor catedrático ou investigador-coordenador em topo de carreira. Os factores que condicionam a evolução nas carreiras do sector público são o mérito evidenciado, o tempo de permanência na categoria e a existência de vagas.

 

Condições de Trabalho

A carga horária semanal dos oceanógrafos que estão integrados no sector público é de 35 horas. Todavia, é frequente que o seu horário esteja condicionado pelo tipo de trabalho que estão a desenvolver em determinada altura, podendo trabalhar mais horas. Por exemplo, quando fazem campanhas observacionais no mar, o horário de trabalho pode ser condicionado pela natureza do objecto de estudo, pelas condições do estado do mar, etc. Os que trabalham como profissionais independentes fazem a gestão do seu próprio horário consoante o volume de trabalho e os prazos que têm de cumprir.

Estes profissionais podem trabalhar em salas de aula, gabinetes, laboratórios ou em espaços exteriores diversos como, por exemplo, num navio de investigação ou numa plataforma marítima, onde podem ter de ficar durante dias, semanas ou até meses. Nestes casos, as condições de trabalho podem ser duras, sobretudo quando estão sujeitos a condições ambientais adversas ou quando têm de estar por longos períodos afastados da família. Também é comum terem de se deslocar frequentemente ao estrangeiro para reuniões, encontros, seminários, etc., pois esta é uma profissão em que é usual a participação em projectos de âmbito internacional e que requer uma constante actualização de conhecimentos.

publicado por marisacplima às 12:38

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Optometria e Ciencias da Visão

A Optometria é uma ciência especializada no estudo da visão, especificamente nos cuidados primários da saúde visual. A profissão existe no mundo há mais de cem anos, sendo praticada em mais de 130 países.

O optometrista não utiliza qualquer medicamento ou técnica invasiva. Todos os equipamentos utilizados são de carácter observatório e direccionados para a avaliação quantitativa e qualitativa da visão. É treinado para reconhecer uma alteração visual de ordem patológica ocular ou sistémica encaminhando nesses casos a um profissional da área médica, realizando assim o seu trabalho de prevenção.

· Realiza anamneses individuais, com vista a recolher informações sobre a profissão e os hábitos diários do utente.

· Realiza exames subjectivos e objectivos e mede a tensão ocular sem uso de anestésicos, causando dor ao paciente, com a finalidade de detectar defeitos visuais, como sejam erros refractivos, visão binocular, utilizando o equipamento adequado.

· Mede a estrutura ocular com moldes de referência e determina os valores querométricos da face anterior da córnea utilizando os equipamentos adequados.

· Propõe meios ópticos (óculos ou lentes de contacto) para a compensação das deficiências detectadas ou elabora a indicação clínica dos meios ópticos, de acordo com os resultados das medições morfológicas. Propõe o tipo de lente (plásticas ou minerais) para óculos ou ilegalmente para as lentes de contacto (rígidas, semi-rígidas ou permeáveis aos gases, hidrófilas ou descartáveis) mais adequado às necessidades e gosto do utente.

· Efectua a avaliação quantitativa, com aparelhagem específica, para apurar graduações e os eixos para aplicação das lentes de contacto. Determina a quantidade e a qualidade do filme lacrimal, a fim de seleccionar as lentes mais dequadas.

· Faz a fracção complementar ou adicional dos valores refractivos das lentes.

· Estuda e ensaia os vários tipos de lentes a fim de escolher as mais adequadas, mediante a recolha dos parâmetros objectivos.

· Avalia o comportamento dinâmico das lentes nos olhos, identificando os factores que possam afectar a saúde dos olhos e alterar a visão.

· Realiza ensinamentos e aconselha sobre os cuidados de manutenção a ter com os meios ópticos (óculos e lentes de contacto).

· Remete para o médico oftalmologista os utentes que apresentem sinais de lesão, patologia e outros estados oculares anormais.

· Pode participar em programas de educação para a saúde no âmbito da promoção da saúde e prevenção da doença e em acções de sensibilização, de esclarecimento e/ou aconselhamento no âmbito da educação e da promoção da saúde.

Especialidades optométricas:

· Optometria preventiva

· Optometria comportamental

· Optometria geriátrica

· Optometria pediátrica

· Optometria desportiva

· Contactologia

· Ortoqueratologia

· Terapia visual

· Baixa visão

· Fototerapia optométrica

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura

Durante a sua formação recebe competências na área da Óptica, da Anatomia Geral e Ocular, em Patologia Ocular, Optometria e Contactologia, entre outros, sendo, um especialista dos cuidados primários da saúde visual, que fornecendo cuidados extensivos em visão e sistema visual, que inclui refracção e prescrição da refracção, detecção de doenças oculares e a reabilitação/treinamento de condições do sistema visual.

Emprego

O optometrista exerce em:

· Casas de óptica ocular;

· Instituições de saúde;

· Centros de medicina do trabalho;

· Clínicas privadas.

Podem ainda exercer optometria como profissionais liberais e trabalhar em instituições de investigação e de desenvolvimento.

publicado por marisacplima às 12:16

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