Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

Oceanografia

A actividade dos oceanógrafos visa a descrição, compreensão e previsão do comportamento do meio marinho e engloba a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos à exploração e utilização desse meio.

Para estudar, do ponto de vista da Física, os processos que têm lugar no oceano, um oceanógrafo realiza observações que permitam medir propriedades físicas da água do mar, tais como a temperatura e a salinidade (concentração de sais na água do mar), registar os valores das correntes, medir as variações da altura da superfície do mar devidas às ondas e às marés, etc. As observações no oceano fazem-se em campanhas a bordo de navios e utilizando amarrações com instrumentos de registo. Estas observações de mar são complementadas com observações a partir de sensores colocados em satélites, e o seu resultado tem de ser analisado e compreendido, utilizando-se para o efeito cada vez mais programas computacionais com modelos numéricos que simulam e prevêem o comportamento do oceano. Entre muitas outras, as tarefas destes profissionais incluem:

 

  • Proceder a investigações sobre a distribuição e variabilidade das grandezas oceanográficas (temperatura, salinidade, densidade, etc).

  • Investigar as interacções entre o oceano e a atmosfera, incluindo as trocas de energia, de massa e de quantidade de movimento através da interface ar/mar, bem como a geração, propagação e dissipação das vagas e da ondulação.

  • Monitorizar o ambiente marinho através da recolha sistemática de dados em estações costeiras e oceânicas, em navios de investigação, navios mercantes ou outras plataformas, ou ainda através de satélites e outros equipamentos automáticos.

  • Desenvolver e utilizar modelos matemáticos para simular a circulação nos oceanos, mares e águas costeiras e prever a sua evolução.

  • Estudar o papel dos oceanos no sistema climático mundial.

Nota: Em Portugal, a oceanografia é desenvolvida, essencialmente, na sua vertente física.

 

Emprego

Os oceanógrafos que desenvolvem a sua actividade nas áreas da investigação científico-tecnológica e do ensino são, na sua maioria, trabalhadores por conta de outrem. Nestes casos, podem trabalhar em:

·         Universidades e em unidades de investigação a elas associadas (como, por exemplo, o Instituto de Oceanografia);

·         Laboratórios do Estado como, por exemplo, o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar, o Instituto de Meteorologia e o Instituto Geológico e Mineiro;

·         Autarquias locais;

·         Entidades portuárias;

·         Plataformas marítimas;

·         Entidades internacionais de natureza diversa como, por exemplo, organismos da União Europeia ou das Nações Unidas.

 

No sector privado, as empresas que podem empregar estes profissionais estão inseridas, maioritariamente, nas áreas relacionadas com os estudos de impacto ambiental e obras costeiras ou com a aquicultura e pescas.

Alguns oceanógrafos optam por ser trabalhadores independentes, constituindo empresas de consultadoria que prestam apoio, por exemplo, a empresas industriais (em especial, do sector das obras públicas e das pescas e aquicultura).

 

Formação

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura em Ciências Geofísicas - Variante Oceanografia/Meteorologia

 

A física e a matemática constituem a formação base dos dois primeiros anos desta licenciatura, sendo a formação específica nas áreas da oceanografia e da meteorologia ministrada nos dois anos seguintes. No último ano do curso, realiza-se um estágio profissionalizante, o qual constitui um elemento importante na integração da actividade académica dos alunos com o ambiente profissional, designadamente em instituições públicas e privadas com actividade nas áreas da Oceanografia ou do Ambiente. A supervisão conjunta desse trabalho por membros da Faculdade e da Instituição de acolhimento contribui muito positivamente para o enquadramento profissional posterior.

 

Evolução na Carreira

        Os profissionais que estão inseridos na administração pública evoluem na carreira de acordo com o que está previsto na lei para os técnicos superiores: começam por ingressar na categoria de técnicos estagiários e podem atingir a categoria de assessor principal, em topo de carreira. Para aqueles que optam pela carreira de docência ou de investigação, a evolução na carreira inicia-se, respectivamente, pelas categorias de assistente estagiário ou estagiário investigador, podendo-se atingir as categorias de professor catedrático ou investigador-coordenador em topo de carreira. Os factores que condicionam a evolução nas carreiras do sector público são o mérito evidenciado, o tempo de permanência na categoria e a existência de vagas.

 

Condições de Trabalho

A carga horária semanal dos oceanógrafos que estão integrados no sector público é de 35 horas. Todavia, é frequente que o seu horário esteja condicionado pelo tipo de trabalho que estão a desenvolver em determinada altura, podendo trabalhar mais horas. Por exemplo, quando fazem campanhas observacionais no mar, o horário de trabalho pode ser condicionado pela natureza do objecto de estudo, pelas condições do estado do mar, etc. Os que trabalham como profissionais independentes fazem a gestão do seu próprio horário consoante o volume de trabalho e os prazos que têm de cumprir.

Estes profissionais podem trabalhar em salas de aula, gabinetes, laboratórios ou em espaços exteriores diversos como, por exemplo, num navio de investigação ou numa plataforma marítima, onde podem ter de ficar durante dias, semanas ou até meses. Nestes casos, as condições de trabalho podem ser duras, sobretudo quando estão sujeitos a condições ambientais adversas ou quando têm de estar por longos períodos afastados da família. Também é comum terem de se deslocar frequentemente ao estrangeiro para reuniões, encontros, seminários, etc., pois esta é uma profissão em que é usual a participação em projectos de âmbito internacional e que requer uma constante actualização de conhecimentos.

publicado por marisacplima às 12:38

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