Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Engenheiro Aeronáutico

A actividade dos engenheiros aeronáuticos ou aeroespaciais relaciona-se com todo o tipo de aeronave como, por exemplo, dirigíveis, balões, aviões, helicópteros, planadores, transportadores espaciais e satélites. Desenham, desenvolvem e testam todos estes aparelhos, bem como os respectivos componentes e supervisionam o seu fabrico, modificação e manutenção. Por vezes, especializam-se em áreas como o desenho de estruturas, a propulsão, a navegação e controlo, a instrumentação e comunicação ou em métodos de produção. A sua actuação pode percorrer, pois, todo o ciclo de vida de uma aeronave, desde a concepção e projecto, até à operação e manutenção, passando pelos ensaios e fabricação. Contudo, em Portugal, o fabrico tem uma relevância muito limitada e o trabalho, nas várias vertentes, relaciona-se sobretudo com aviões e helicópteros.

Algumas das áreas nucleares do seu trabalho são as seguintes:

·         Concepção/projecto de estruturas e equipamentos mecânicos e electrónicos que compõem as aeronaves;

·         Produção/manutenção dos equipamentos e estruturas projectadas pela área do projecto;

·         Qualidade – área transversal ao sector aeronáutico - em que padronizam procedimentos de acordo com as normas vigentes para o sector e fiscalizam o cumprimento destas.

Emprego

Os engenheiros aeronáuticos trabalham normalmente por conta de outrem, sobretudo porque o preço elevado de todos os materiais e tecnologias utilizadas neste sector exige um investimento muito forte. Em Portugal, as entidades empregadoras por excelência são:

·         Companhias de aviação (organizações cuja actividade é, em exclusividade ou não, o transporte e o trabalho aéreo);

·         Empresas que se dedicam à manutenção de aeronaves e/ou componentes;

·         Instituto Nacional de Aviação Civil, organismo público que supervisiona, regula e inspecciona o sistema de aviação civil nacional.

Em função do número reduzido de entidades empregadoras existentes em Portugal, o mercado de trabalho no país é limitado, concentrando-se em Lisboa, Porto, Coimbra e Faro.

No entanto, as possibilidades de emprego destes profissionais podem aumentar se se considerar o mercado além fronteiras como hipótese, dados os contactos regulares com empresas estrangeiras e com organizações internacionais de aviação civil de que Portugal é membro. Outras hipóteses de colocação passam pelas universidades com docência na área da engenharia aeronáutica e por empresas dos sectores da electrotecnia e da mecânica.

Formação e Evolução na carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura em Engenharia Aeronáutica ou em Engenharia Aeroespacial

A opção pela licenciatura em Engenharia Aeronáutica na Academia da Força Aérea implica o desempenho profissional como militar durante um período legalmente estabelecido

Estes cursos são constituídos, entre outras matérias, por matemática, física, material, computação, mecânica, electrotecnia, electrónica, termodinâmica, aerodinâmica, informática, automação e controlo, propulsão, estruturas e equipamentos. Considerando que se tratam de cursos que visam habilitar para o trabalho com aparelhos que exigem o domínio de muitas matérias de forma integrada, integram bastantes aulas de laboratório e de projecto, que permitem a realização de experiências e um contacto mais próximo com os objectos. Para além da formação própria na área da aeronáutica, os cursos permitem também obter conhecimentos de gestão, pois as tarefas relacionadas com esta área tendem a aumentar com a progressão na carreira.

Condições de trabalho

As condições de trabalho dos engenheiros aeronáuticos variam de acordo com as funções exercidas. Os que trabalham na concepção e projecto fazem-no em gabinetes com computadores, desenhos, etc. Também os que desempenham funções de gestão e planeamento passam a maioria do seu tempo em gabinetes. Já os que trabalham na produção e manutenção executam as respectivas tarefas no interior das próprias aeronaves, em hangares, em centros de ensaio de reactores ou nas pistas. Significa isto que são maiores as probabilidades de enfrentar situações adversas: contacto com produtos tóxicos em tarefas de pintura, de tratamento anti-corrosão ou na ida ao interior dos depósitos de combustível; permanência em suspensão na parte exterior superior da aeronave para trabalhos na fuselagem situada nessa posição; lidar com más condições climatéricas quando é necessário investigar um acidente ou resolver uma avaria numa aeronave que se encontra na pista; etc.

Por norma, o horário dos engenheiros aeronáuticos varia entre 35 e 40 horas semanais. No entanto, e sobretudo no caso dos que estão inseridos na área da manutenção, este horário sofre alterações com frequência, designadamente quando uma aeronave necessita duma intervenção durante a noite ou num fim-de-semana.

publicado por marisacplima às 11:06

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