Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Astronomia

Os astrónomos estudam o Universo e as leis que regem os seus constituintes no que concerne a sua origem, a sua formação, o seu movimento, a sua evolução, a sua composição química e as suas propriedades físicas. Para tal, observam e tentam compreender os diversos fenómenos que ocorrem no Universo às suas várias escalas.

 

Os planetas do nosso sistema solar e outros sistemas semelhantes, as estrelas, as nebulosas, as galáxias, os aglomerados de galáxias, as supernovas, as explosões de raios gama, os raios cósmicos, os buracos negros e a radiação cósmica de fundo são alguns dos objectos e fenómenos observados e estudados.

 

No estudo da dinâmica celeste dos astros, incluem-se também as questões relacionadas com a sua origem, evolução, influência no (e do) meio envolvente.

 

Os objectivos do trabalho dos astrónomos podem ser muito variados e a sua actividade pode ser mais teórica ou mais experimental e observacional. Os modelos usados em astronomia podem ter uma aplicação prática, por exemplo, na navegação aérea e marítima.

 

Os astrónomos podem especializar-se em áreas como:

·        Sistema solar e outros sistemas planetários;

·        Astronomia estelar, galáctica ou extra-galáctica;

·        Modelos de evolução estelar e meio interestelar;

·        Colapso gravitacional;

·        Cosmologia.

 

Alguns estudam e constroem catálogos gigantescos com a posição e o movimento de objectos astronómicos (tais como estrelas e galáxias) e efectuam estudos estatísticos sobre a sua distribuição.

  

Para além das funções de investigação, típicas desta profissão, os astrónomos podem dedicar-se a outras actividades como:

·        Ensino da astronomia, da física e da matemática;

·        Concepção e desenvolvimento de software;

·        Implementação e gestão de bases de dados ou outros sistemas informáticos;

·        Construção de instrumentos mecânicos, ópticos e electrónicos.

 

Actualmente, muitos dos astrónomos que trabalham em instituições de investigação portuguesas participam em colaborações com cientistas de vários países. Com a adesão de Portugal ao ESO (European Southern Observatory – Observatório Europeu do Sul), os astrónomos portugueses podem aceder a este observatório em pé de igualdade com os investigadores europeus. Outros observatórios e telescópios usados por investigadores portugueses estão localizados em sítios como a Ilha das Canárias, Espanha, Chile, Havai, Estados Unidos e África do Sul, entre outros. Os astrónomos portugueses participam ainda em equipas que preparam e analisam dados de observações astronómicas feitas com telescópios instalados em satélites ou sondas da Agência Espacial Europeia ou da NASA, como o SOHO (estudo do Sol), o Hubble ou a Mars Express.

  

Formação e Evolução na Carreira

Ingresso: 12º Ano

Grau: Licenciatura em Física ou em Física/Matemática Aplicada. Posteriormente, em função da duração da licenciatura, é aconselhável a frequência de um mestrado no âmbito da Astronomia ou Astrofísica.

Duração: 5 anos

 

O mestrado inclui, entre outras, matérias relacionadas com astronomia galáctica, cosmologia, atmosferas estelares e meio interestelar e formação de estrelas ou astrofísica nuclear. Após o mestrado, é possível continuar os estudos prosseguindo para o doutoramento, optando por universidades portuguesas ou no estrangeiro para a obtenção do grau. Actualmente, os estudantes têm ingressado directamente no doutoramento em Astronomia ou Astrofísica, tanto em universidades portuguesas como estrangeiras.

  

Emprego  

É comum estes profissionais trabalharem por conta de outrem, destacando-se como entidades empregadoras as universidades públicas e a Fundação para a Ciência e Tecnologia, esta última através do financiamento de bolsas de investigação. É nas universidades que se concentram praticamente todos os que exercem a actividade de astrónomo, já que é aí que se encontram os centros de investigação – as organizações que mais promovem a investigação nesta área. Existem centros ou grupos de investigação em astronomia, astrofísica ou cosmologia em várias universidades do país (Porto, Coimbra, Beira Interior, Évora, Lisboa – Universidade Técnica e Clássica – e Algarve).

  

 Condições de Trabalho

Os astrónomos devem preparar-se para ter um horário flexível, pois apenas desta forma conseguem observar e recolher informações acerca de objectos e fenómenos raros como, por exemplo supernovas ou explosões de raios gama. Por vezes, só depois de muitos anos é possível repetir a observação, pelo que é importante realizá-la na primeira oportunidade, em qualquer dia do ano.

No que diz respeito ao ensino, o horário de trabalho é pouco flexível e as actividades são desenvolvidas em salas de aula e em gabinetes equipados, normalmente, com computadores. Igualmente em gabinetes, mas apetrechados com sistemas informáticos mais complexos, trabalham os que se encontram na banca ou na bolsa de valores, cujo horário é, em média, de 40 horas semanais.

 

Remunerações

Escalões

1

2

3

4

Investigação científica

Investigador coordenador

4217.23€

4439.19€

4587.16€

4883.11€

Investigador principal com habilitação ou agregação

3625.34€

3773.31€

3921.28€

4217.23€

Investigador auxiliar com habilitação ou agregação

3255.41€

3403.38€

3659.33€

3847.30€

Investigador auxiliar

2885.47€

3107.47€

3403.38€

3625.34€

Assistente de investigação

2071.62€

2145.61€

2293.58€

 

Estagiário de investigação

1479.73€

1627.70€

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perspectivas

No actual panorama, e perante um número de profissionais superior à quantidade de ofertas de trabalho, a concorrência é forte e, como consequência, só é bem sucedido quem provar possuir excelentes conhecimentos e grande profissionalismo. Assim, as perspectivas de emprego não são muito animadoras, designadamente no que diz respeito à investigação. No entanto, em Portugal, tem-se verificado um esforço no sentido de fomentar este domínio do conhecimento, o que tem contribuído para o aumento do número de profissionais desta área Convém realçar que os astrónomos portugueses têm possibilidade de desenvolver investigação em vários países europeus, o que se tem verificado.

publicado por marisacplima às 11:34

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