Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

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publicado por marisacplima às 16:48

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Escola Secundária Francisco de Holanda

Localiza-se na cidade de Guimarães na rua Alfredo Pimenta.
publicado por marisacplima às 16:42

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publicado por marisacplima às 16:29

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Como surgiu este blog?

           Esta iniciativa foi realizada no âmbito da disciplina de Área de Projecto de 12º ano pelo grupo B da turma ct3 e tem como principal objectivo o esclarecimento de dúvidas relativamente às saídas profissionais.

Neste trabalho, os cursos, ou profissões, abordados são apenas os mais requisitados pelos alunos, dentro da área das Ciências e Tecnologias.

O principal motivo que nos levou a escolher este tema foi o facto de a escolha do curso a seguir constituir uma incógnita para a maioria dos estudantes.

O processo de elaboração do trabalho iniciou-se com a pesquisa, selecção e análise de documentos potencialmente úteis para a caracterização das diversas profissões seleccionadas. Para cada profissão foi criado um dossier com toda a informação recolhida.

 

 

Este trabalho foi elaborado por:

Adriana Almeida

Daniela Oliveira

Filipa Machado

Iolanda Fernandes

Marisa Lima

Tânia Moreira

publicado por marisacplima às 16:25

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Testes de Orientação Vocacional

Acede a um dos seguintes sites e faz o teu teste de orientação vocacional:

publicado por marisacplima às 16:11

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Processo ERASMUS

Para obteres informação sobre o Processo ERASMUS acede a este site:

 

http://dpso.iscte.pt/coopera/erasmus.htm

publicado por marisacplima às 15:48

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Processo de Bolonha

1 - O que é o Processo Bolonha

2 - O que vai mudar?

3 - Que mudanças vão ocorrer nos cursos de Mestrado?

4 - O que acontece a alunos que se inscrevam este ano numa licenciatura ainda não adequada, mas que virá a ser oferecida segundo Bolonha em 2007/08?

 5 - Que mecanismos foram criados para facilitar a mobilidade e a empregabilidade preconizadas por Bolonha?



1 - Por processo de Bolonha é designado um conjunto de reformas que estão a ser adoptadas por um grande número de países europeus, 45 de momento, com o objectivo de, em 2010, estar constituída a European Higher Education Area (EHEA) / Área Europeia de Ensino Superior. 


2 - Apesar da ideia generalizada de que Bolonha tem apenas a ver com a duração dos cursos, as mudanças que vão ocorrer no ensino Superior são muito mais profundas e têm consequências muito mais importantes, que mudam por completo o modelo de ensino que tem vindo a ser praticado na universidades.

Desde logo, as metodologias de ensino/aprendizagem estão a ser completamente reformuladas, dando maior ênfase ao trabalho do aluno e introduzindo a aprendizagem à distância, a aprendizagem activa, a aprendizagem baseada solução de problemas, orientada a projectos, entre outras.

Assim, por contraposição a uma forma de ensino mais passiva e assente na transmissão de conhecimentos, está a ser implementado um modelo de ensino/aprendizagem mais participado, mais atractivo para os alunos e mais centrado na aquisição de competências. Estas exigências obrigam a um maior acompanhamento dos alunos por parte dos professores e um permanente investimento na melhoria da qualidade.

No que respeita à duração e organização dos ciclos, o Ensino Superior passará a estar, em todos os países da Área Europeia de Ensino Superior, organizado em três ciclos: 
- 1º ciclo, com duração de 6 semestres, ou três anos, correspondente ao grau de Licenciatura; 
- 2º ciclo, com duração de 4 semestres, ou dois anos, correspondente ao grau de Mestre; 
- 3º ciclo, com duração de 6 semestres, ou três anos, correspondente ao grau de Doutor;

Alguns cursos funcionarão em regime de Mestrado Integrado. Quer isto dizer que, para a formação ser reconhecida pelas Ordens profissionais, os estudantes têm que ter 5 anos de formação, correspondentes ao 1º e 2º ciclos. De qualquer modo, será sempre atribuído aos estudantes, ao fim do 1º ciclo um diploma intermédio, correspondente à Licenciatura.

Existirá também uma maior flexibilidade no percurso formativo do aluno. Mesmo nos cursos com Mestrado Integrado, poderão ingressar no 2º ciclo licenciados em área similar ou equivalente, com a devida creditação obtida no 1º ciclo. Para além disto, será facilitada a prossecução de estudos noutras Instituições de Ensino superior, sejam portuguesas ou estrangeiras, quer mesma área do saber, quer noutras áreas complementares.

A introdução generalizada do sistema de créditos em todos os tipos de formação vai permitir, após regulamentação apropriada, a acumulação destes créditos, facilitando a transferência dos estudantes de um curso para outro, dentro da mesma ou para outras instituições.

Será, no entanto, de salientar que as reformas resultantes do Processo de Bolonha não têm como objectivo criar cursos iguais em todas as universidades, ou em todos os países, mas sim assegurar o reconhecimento e a comparação dos conhecimentos adquiridos pelos estudantes, facilitando assim a transparência dos procedimentos, a mobilidade dos alunos entre instituições, a empregabilidade e a Educação ao Longo da Vida.


3 - O mestrado terá sempre um curso de especialização, formado por unidades curriculares e correspondentes a cerca de metade dos créditos totais do 2º ciclo, a que se seguirá um período de trabalho essencialmente individual e supervisionado pessoalmente por um docente, que poderá ser um projecto, um estágio profissional ou uma dissertação resultante de trabalhos de investigação científica. O mínimo de créditos correspondentes a esta parte é de 25% do total do 2º ciclo. Tipicamente, isto corresponderá a um mínimo de 60 créditos para o curso de especialização e a um mínimo de 30 créditos para o trabalho individual supervisionado. 

4 - No ano lectivo de 2006/2007 a maioria dos cursos funcionará já segundo o Modelo de Bolonha. São 30, no total, os cursos cuja adequação foi já concluída. As licenciaturas que não vão funcionar este ano de acordo com Bolonha serão adequadas para o próximo ano lectivo de 2007/2008, sendo assegurado aos estudantes que entrarem este ano nesses cursos um plano de transição. 

5 - 
Para atingir o objectivo de criação de uma Área Europeia de Ensino Superior foram desenvolvidos vários instrumentos, nomeadamente o Sistema Europeu de Transferência de Créditos (ECTS) e o Suplemento ao Diploma (DS), agora incluído no Europass. Estão ainda em fase de desenvolvimento outros instrumentos, tais como a European Network of Quality Assurance (ENQA), cuja constituição ficou consignada em Bergen, em Maio de 2005, e que se destina a garantir a qualidade da formação das instituições.

O ECTS – Sistema Europeu de Transferência de Créditos foi desenvolvido pela Comissão Europeia no sentido de estabelecer procedimentos comuns no reconhecimento académico da formação e graus obtidos pelos estudantes dentro do espaço europeu. Ou seja, permite medir e comparar resultados académicos, e transferi-los de uma instituição para outra.

Se pretenderes obter mais informações sobre este processo acede a este site:

http://www.territorio.pt/plano_accao_mces.pdf

publicado por marisacplima às 15:43

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Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior

Nestes sites podes encontrar informações sobre os resultados dos concursos ao ensino superior público de 2006.

 

publicado por marisacplima às 14:38

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Acesso às Universidades Espanholas

O que é necessário para que um aluno português se candidate ao Ensino Superior em Espanha?

Uma vez que não efectuaram os seus estudos secundários em Espanha, os alunos devem solicitar ao Ministerio de Educación y Ciéncia uma “equivalência-homologação” do ensino secundário português ao título espanhol correspondente (Título de Bachiller).
Os alunos devem ainda realizar um exame de acesso (Prueba de Selectividad), coordenado pela Universidad Nacional de Educación a Distancia (
U.N.E.D.).

Como se solicita essa homologação?

É necessário apresentar os certificados de habilitações ao Ministerio de Educación y Ciéncia, representado em Portugal pela “Consejería de Educación” da Embaixada de Espanha (em Lisboa: Rua do Salitre, 1; no Porto: Rua de Santa Catarina, 895 – 5º Esq.). Desde 1 de Janeiro de 2003, é aplicada uma taxa pela homologação e convalidação de estudos estrangeiros.
Este procedimento é imprescindível, já que os alunos inscrevem-se e efectuam o exame de acesso de forma condicional enquanto não lhes é concedida a equivalência de estudos pelo Ministério da Educação, Cultura e Desporto espanhol.

De que provas consta esse exame de acesso?

O exame divide-se em duas partes (realiza-se em dois dias consecutivos) e dele constam as seguintes provas:

I Exercício (1º dia de provas)

Tem como objectivo apreciar a formação geral e a maturidade do aluno, e, portanto, está concebido para avaliar destrezas académicas básicas, tais como a compreensão de conceitos, o manejo da linguagem e a capacidade para traduzir, relacionar, analisar e sintetizar.

É pedido aos alunos que efectuem as seguintes provas:

·         Comentário de Texto e Língua Espanhola. Em primeiro lugar, tendo como base um texto escrito, o aluno deve responder a diversas perguntas relacionadas com o mesmo, resumir o seu conteúdo e redigir um comentário crítico de acordo com as instruções que figuram no exame; em segundo lugar, colocar-se-ão ao aluno questões de língua espanhola relacionadas com o referido texto. Os exercícios correspondentes ao comentário de texto e à língua espanhola devem ser respondidos em folhas separadas e as classificações, entre zero e dez valores, também serão separadas.

·         Língua Estrangeira. Tendo por base um texto escrito na língua estrangeira escolhida pelo aluno (português, inglês, francês, alemão, ou italiano), com um máximo de 250 palavras de linguagem comum, não especializada, este deve responder a diversas perguntas relacionadas com o referido texto. As respostas serão efectuadas por escrito e no mesmo idioma que o texto.
Os alunos dispõem de duas horas e meia para efectuar as provas de Língua Espanhola e de Comentário de Texto, e de uma hora para a prova de Língua Estrangeira.

II Exercício (2º dia deprovas)

Para realizar este exercício o aluno deve escolher, ao efectuar a sua inscrição, entre as opções Ciências e Ciências Sociais – Humanidades. Durante o exame, e de acordo com a opção que tenha efectuado, o aluno seleccionará três provas de entre as que se mencionam abaixo.

·         Opção Ciências: Matemática I, Física, Química, Biologia, Geologia e Desenho Técnico;

·         Opção Ciências Sociais e Humanas: Literatura, História do Mundo Contemporâneo, Latim, Grego, História da Arte, Matemática II e Filosofia.

Os alunos dispõem de três horas e meia para efectuar as três provas.

Como se calculam as notas das diferentes provas?

O primeiro exercício é classificado mediante a aplicação da seguinte fórmula:

Nota final do primeiro exercício = 0.222 X1 + 0.443 X2 + 0.335 X3
Donde:
X1 = Nota obtida em "Comentário de Texto"
X2 = Nota obtida em "Língua Espanhola"
X3 = Nota obtida em "Língua Estrangeira"
No segundo exercício, cada uma das provas será classificada de zero a dez valores e a média aritmética resultante das três classificações constitui a nota desse segundo exercício.
Ex. Química = 10
Biologia = 7,5
Desenho Técnico = 8
Nota do segundo exercício = 8,5
A média aritmética da nota dos dois exercícios constituirá a CLASSIFICAÇÃO GLOBAL dos mesmos.

Como se calcula a nota de acesso?

Existem duas possibilidades.

1. Os alunos candidatam-se unicamente com a nota obtida no exame de acesso. Se, por exemplo, um aluno obtém nesse exame a classificação global de 8 valores, é com essa nota que se candidata ao Ensino Superior espanhol.


2. Os alunos candidatam-se com a nota do exame de acesso e com a média do Ensino Secundário. Neste caso, a nota de candidatura será calculada do seguinte modo:

60% = Média do ensino secundário
40% = Nota obtida no exame de acesso

Exemplo:
Um aluno tem uma média do ensino secundário de 8.15 e obtém uma classificação na Prova de Selectividade de 6.97.

(60% x 8.15) + (40% x 6.97) = 7.68

Neste caso, o aluno irá candidatar-se com a classificação global de 7.68.

Para calcular a média do ensino secundário é necessário efectuar uma equivalência do sistema de classificação português para o espanhol. Para efectuarmos esse cálculo, teremos em conta todas as notas finais (nota do terceiro período) de todas as disciplinas excepto Religião e Moral, dos 9º, 10º, 11º e 12º anos. Os resultados dos exames nacionais não entram neste cálculo.
Se, após efectuado o cálculo, o aluno constata que a sua média de ensino secundário é igual ou superior às notas habitualmente exigidas para aceder à universidade e ao curso que pretende, poderá optar por apresentar as suas notas à U.N.E.D., de modo a que elas sejam tidas em conta no cálculo da nota de candidatura. Nesse caso, os certificados de notas deverão ser traduzidos para Espanhol e essa tradução deverá ser reconhecida em Notário.

Todos os alunos podem optar por candidatar-se unicamente com a nota obtida no exame. No entanto, se optarem por apresentar as notas do Ensino Secundário, nas seguintes convocatórias estas notas sempre serão tidas em conta para cálculo da nota de candidatura. Isto é, estes alunos já não poderão candidatar-se apenas com a nota obtida na Prova de Selectividade.

Quando se efectua este exame?

Há duas convocatórias: em Junho e em Setembro. Nos últimos anos, o exame realizou-se no Instituto Espanhol, em Algés.

Posso efectuar o exame na primeira chamada e repeti-lo em Setembro, na segunda chamada?

Sim. Os alunos podem efectuar o exame mais do que uma vez e apresentar, para efeitos de candidatura, a melhor das classificações globais.

Posso candidatar-me no mesmo ano em que termino o Ensino Secundário?

Sim, mas nesse caso, e uma vez que o Ensino Secundário só estará concluído em Julho ou Agosto (após a publicação dos resultados dos exames nacionais), poderá acontecer que o aluno tenha de candidatar-se inicialmente apenas com a nota do exame. Nesta situação, o aluno deverá apresentar na U.N.E.D. o certificado de notas do 12º ano com a máxima urgência, de modo a que o seu processo possa ser concluído e na sua nota de candidatura figure a média do Ensino Secundário, caso tenha optado por essa possibilidade.

Como faço para me candidatar às Universidades?

Após o exame de acesso, os alunos terão de realizar uma pré-inscrição em cada uma das Universidades às quais pretendem candidatar-se.

A quantas Universidades posso candidatar-me?

Os alunos podem candidatar-se a todas as Universidades que pretendam, desde que efectuem uma pré-inscrição em cada uma delas, seguindo os prazos e procedimentos estipulados pela respectiva Universidade.

Há um número especial de vagas só para estrangeiros?

Sim, mas os alunos portugueses não estão incluídos nesse contingente. Estes alunos candidatam-se enquanto cidadãos da União Europeia, tendo, por isso, acesso ao mesmo número de vagas que os alunos espanhóis. O critério de admissão será unicamente o da classificação mais alta.

Posso candidatar-me ao Ensino Superior em Portugal e em Espanha ao mesmo tempo?

Sim. Os processos de candidatura são totalmente independentes.

Como sei qual a nota de candidatura necessária para entrar no curso que quero?

Os alunos tomam por referência a “nota de corte”, isto é, a nota do último aluno que entrou nos mesmos curso e Universidade no ano anterior. Essa nota é meramente indicativa, uma vez que as notas podem sofrer alterações a cada ano. No entanto, para a maioria dos cursos a nota não varia muito de ano para ano.

www.centroespanhol.com

publicado por marisacplima às 12:40

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Entrevistas

Foram realizadas algumas entrevistas centradas em determinadas áreas profissionais. Tais entrevistas foram feitas a representantes de organizações consideradas importantes fontes de informação, em virtude do conhecimento actualizado e global que detêm da sua profissão ou área de actividade.

publicado por marisacplima às 11:32

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Entrevista a um Profissional de Optometria

Álvaro Borges, 5ª ano da Licenciatura em Optometria e Ciências da Visão tendo frequentado um semestre curricular em Espanha ao abrigo do programa Erasmus. Situação actual: Estagiário.

Primeiro tenho a dizer que as minhas expectativas eram bastante altas quando me candidatei ao curso de Optometria e Ciências da Visão da Universidade do Minho (foi a minha 1ªopçao), tinha tudo para ser um bom curso e uma futura profissão de satisfação diária pelo puder ajudar todos aqueles que têm problemas visuais.
O processo de aprendizagem é lento, principalmente com um início de curso que nos faz duvidar se realmente fizemos a opção correcta, porém ao fim destes quatro anos e meio, os resultados são bem notórios e gratificantes. (Não me esqueço dos primeiros dias de aulas em que uma professora me disse que, simplesmente a olhar para umas lentes podia dizer que essa pessoa era hipermétrope e astigamata, e ficamos todos de boca aberta. Quanto à relação com os docentes a um nível geral foi boa, sendo mais notório o companheirismo entre professores e alunos no ano final do curso o que de resto é perfeitamente compreensível e muito motivador. A prática optométrica no dia a dia é muito gratificante principalmente naquele momento tão especial em que se confronta o grau de visão antes e depois da consulta e se vê a satisfação do paciente.

Também tem os seus momentos frustrantes, como quando é extremamente difícil melhorar a visão deste, porem também estes momentos dão motivação para tentarmos buscar a melhor solução para cada pessoa, como se fosse para nós mesmos e assim nunca deixarmos de ser estudantes.
Espero que este meu depoimento ajude à divulgação da Optometria e da Licenciatura em Optometria e Ciências da Visão da Universidade do Minho assim como à boa imagem desta nobre profissão.

publicado por marisacplima às 11:31

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Entrevista a um Profissional de Farmácia

  • Nome: António Justino de Abreu Moreira
  • Profissão: Farmacêutico
  • Local(ais) de trabalho: Clorofila - Medicina Natural Lda.
  • Faculdade onde se formou: Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
  • Anos de trabalho: 15
  • Dificuldades que encontrou na entrada para a faculdade: Os exames de matemática e de Biologia no ano de 1985 foram muito difíceis, a minha média não me permitiu entrar na primeira candidatura, fiz melhoria de nota e entrei no ano seguinte.
  • Dificuldades que encontrou no decorrer do curso: O método de ensino diferia muito daquilo a que estávamos habituados, obrigava-nos a uma pesquisa muito grande, e como se tratava de um curso com aulas práticas, teorico-práticas e teóricas, cada uma delas com um exame semestral e eliminatório, complicou muito a adaptação no primeiro ano. Até ao 3º Ano o grau de dificuldade foi muito elevado, mas a partir do 4º ano as matérias começaram a ser mais facilmente absorvidas pela experiência adquirida nos anos anteriores.
  • Estagiou? Como foi? Como a minha Área de Curso foi A – Farmácia de Oficina, o estágio foi dividido em duas partes:

1º - estagiei no Hospital de S. João, no Porto, durante 6 meses (estágio de farmácia hospitalar) onde aprendemos como se trabalha em ambiente hospitalar, as manipulações farmacêuticas específicas, a distribuição de medicamentos para os diversos serviços e o aprovisionamento de medicamentos para permitir um funcionamento adequado de uma unidade de saúde com elevadas responsabilidades sociais. Foi um estágio muito teórico, pouco prático, uma vez que decorreu numa das unidades de saúde mais complexas do país, e não é fácil um estagiário “intrometer-se” no trabalho diário organizado.

2º - estagiei na farmácia Lobo, em Guimarães durante 6 meses (estágio de farmácia de oficina), onde aprendemos na prática a coordenar os conhecimentos teóricos da faculdade com o atendimento ao público das mais diversas situações. Foi um estágio muito mais prático do que teórico, essencial para o desempenho futuro da minha profissão, beneficiado pela coordenação técnica da Dra. Luísa Lobo.

  • Quando terminou o curso, teve dificuldades em ser colocado? Felizmente não, porque logo que acabei o estágio fui convidado para trabalhar na Soquifa, em Braga, um grande armazenista de produtos farmacêuticos, mas muitos colegas de curso tiveram muita dificuldade em obter colocação.
  • Qual a razão que o levou a optar por esta profissão? Teve dúvidas ao optar ou estava certo em relação ao que pretendia? Interesse pela área da saúde e pelo contacto com o público, pelo interesse na comunicação.

Não tive dúvidas porque era o curso que me interessava. 

  • Aspectos negativos e positivos da profissão:  Aspectos positivos: exigência de conhecimentos técnicos de grande responsabilidade e permanente actualização, grande diversidade de matérias e áreas de conhecimento, a gratidão e o reconhecimento das pessoas que ajudamos a melhorar a sua saúde.

Aspectos negativos: algumas pessoas “especiais” são muito difíceis de atender, exigindo muito desgaste físico e psíquico, é uma profissão que não tem horas de trabalho definidas e exige muito tempo de dedicação.

  • Actualmente, a sua profissão corresponde às suas expectativas iniciais? Sim, porque os aspectos positivos superam claramente os negativos.
publicado por marisacplima às 11:30

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Entrevista com um Profissional de Astrofísica (Astronomia)

Nome:

Cristina Andreia da Costa Fernandes

Profissão:

 Doutoramento em Astrofísica

Local (ais) de trabalho:

 Universidade de Oxford

Faculdade onde se formou:

 Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

Anos de trabalho:

Quase um ano

Dificuldades que encontrou na entrada para a faculdade:

Alguma indecisão na escolha do melhor curso (entre Física e Astronomia) e melhor instituição para seguir a carreira de Astrofísica.

 

Dificuldades que encontrou no decorrer do curso:

Não muitas. O curso não e, em geral, muito fácil, mas imagino que nenhum outro curso deve ser.

 

Que tipo de formação seguiu para exercer a sua profissão? Estagiou? Como foi?

Tirei o curso de Física/Matemática Aplicada (Astronomia) na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Este curso não tem estagio propriamente dito, mas tem uma cadeira chamada "Estagio de Astronomia Observacional" que consiste em dois projectos que se aproximam muito ao que os Astrónomos profissionais fazem em termos de análise e tratamento de imagens e espectros. Esta cadeira foi muito útil. Poderia ter sido útil ter tido um projecto final de curso, que o meu curso não tem, mas, ate agora, ainda não me ressenti por isso.

 

Quando terminou o curso, teve dificuldades em ser colocado?

Concorri a 6 Universidades diferentes (todas no estrangeiro) e fui chamada para entrevista ou aceite em 4 destas. Terminei o curso com uma media que me permitiu assumir que ia ter bolsa de estudos para um doutoramento (bolsa por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia), portanto concorri a estas Universidades com financiamento quase assegurado. Se assim não fosse, acho que teria sido muito mais difícil ser aceite.

 

Qual a razão que o levou a optar por esta profissão? Teve dúvidas ao optar ou estava certo em relação ao que pretendia?

 

 Gosto de Astronomia há bastante tempo e tinha o objectivo de me tornar uma investigadora nesta área, por isso optei por este curso e esta profissão. Sim, tive algumas duvidas principalmente porque e' difícil conseguir-se um emprego permanente em investigação e quando se consegue este não e, em geral, bem pago, para alem de que e muito difícil conseguir-se um lugar na Universidade que se pretende. Mas decidi arriscar e ate agora não me arrependo, principalmente porque na licenciatura de Astrofísica adquiri muitas ferramentas que me permitem aprender com facilidade outras áreas se a certa altura decidir mudar de carreira.

 

Como decorre a evolução na sua carreira profissional?

Penso que corre bem, embora ainda esteja muito no início (só comecei em Outubro de 2006).

 

Aspectos negativos e positivos da profissão:

Aspectos negativos:

 E uma profissão bastante instável no sentido em que estabilidade para um Astrofísico só dura 3 ou 4 anos, que e o tempo médio de uma bolsa. O percurso normal de um investigador depois da licenciatura e: um mestrado (1 ou 2 anos), doutoramento (3 ou 4 anos), primeiro pos-doutoramento (3 ou 4 anos), segundo pós-doutoramento (3 ou 4 anos) e finalmente emprego permanente (apenas se o investigador for muito bom). Todas as instituições valorizam a mobilidade e experiência dos investigadores pelo que estas diferentes etapas devem ser feitas em Universidades diferentes, dai que esta não seja uma profissão muito estável, pelo menos ate se obter uma posição permanente.

Frequentemente as Universidades exigem que os investigadores ensinem, uma vez que o financiamento em investigação vem quase sempre do ensino. Nem sempre os investigadores teme vontade ou competência para ensinar.

 

Aspectos positivos:

É uma profissão extremamente interessante e que evolui muito rápido.

É uma profissão em que há muitas oportunidades para se viajar por todos os cantos do mundo (há observatórios espalhados por toda a parte e conferencias, Workgroups e encontros)

Em geral há um bom ambiente de trabalho nos departamentos de Astrofísica (os que conheci ate agora). As pessoas costumam ser amigáveis, sociáveis e pouco conflituosas.

 

 

Actualmente, a sua profissão corresponde às suas expectativas iniciais?

Sim, ainda não tive oportunidade de me desapontar com nada importante, mas, como disse, ainda estou muito no início.

 

 

publicado por marisacplima às 11:29

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Entrevista com um Profissional de Engenharia do Ambiente

·        Nome: Dalila Sepúlveda Mesquita de Freitas

·         Profissão: Engenheira do Ambiente

·         Local (ais) de trabalho: Câmara Municipal de Guimarães

·         Faculdade onde se formou: Instituto Politécnico de Viana do Castelo e Universidade Fernando Pessoa

·         Anos de trabalho: 9 anos

·         Dificuldades que encontrou na entrada para a faculdade: Não tive dificuldade, dado que era um curso ainda recente.

·         Dificuldades que encontrou no decorrer do curso: Contacto com os professores, falta de bibliografia para elaboração de trabalhos – ainda não havia Internet.

·         Que tipo de formação seguiu para exercer a sua profissão? Estagiou? Como foi? Quando terminei o Bacharelato em Viana do Castelo estagiei durante 6 meses na Câmara Municipal de Guimarães, tendo sido o primeiro contacto com o mercado de trabalho, a maior dificuldade é conjugar a teoria das Universidades à prática do Mundo real, daí ter sido importante o estágio, é um primeiro contacto, podemos questionar, sem sermos mal vistos, porque efectivamente estamos a aprender. Dá-nos uma visão que devemos continuar a pesquisar, e não guardar os livros, porque realmente são instrumentos de trabalho diários.

·         Quando terminou o curso, teve dificuldades em ser colocado?

Não, porque foi uma altura em que as Câmaras Municipais estavam a começar a colocar os primeiros Engenheiros do Ambiente.

·         Qual a razão que o levou a optar por esta profissão? Teve dúvidas ao optar ou estava certo em relação ao que pretendia? Temos sempre dúvidas, mas o que me levou a optar foi o facto de ser engenharia, o que a mim me agradava, dado que é um curso multidisciplinar, dá-nos várias formas de desenrasque, quanto ao ambiente, porque sempre me motivou e preocupou as questões ambientais

·         Como decorre a evolução na sua carreira profissional? A evolução somos nós que a temos que fazer diariamente, motivação constante, não nos tornarmos uns adaptados, tentar sempre seguir acções de formação, ler bastante quer assuntos da área, quer outros que nos levam a imaginar situações novas. Não nos basearmos ao dia-a-dia, tentar evoluir, e para isso é necessário um conhecimento global de várias matérias, ler jornais, ouvir música, ir a espectáculos culturais, torna-nos pessoas mais críticas, mais responsáveis e menos focalizadas num só tema. A profissão deve ser um dos aspectos do nosso quotidiano, e só gostando muito da profissão que fazemos é que podemos evoluir como ser humano, dado que nos permite estar bem com o resto. Inovarmos, não termos medo de arriscar.

·         Aspectos negativos e positivos da profissão: Negativos: se nos tornarmos uns adaptados fazemos só a gestão do dia-a-dia o que para mim é pouco e fecha-nos. As questões ambientais têm limitações, porque envolve outras áreas como a economia, o desenvolvimento, a construção e as pressões políticas. Positivos: área nova, onde ainda há muito para desenvolver, cada vez mais são as questões que daqui a uns vão estar na frente para o desenvolvimento. Tem muitas áreas para estudo e para trabalho, dado que envolve: a terra como um todo, desde o solo, à água, aos resíduos, às energias alternativas, às alterações climáticas, ao ruído, e implica uma conjugação de matérias muito interessantes e prementes para o século XXI, estamos a falar de uma profissão que pode alterar o Mundo, entre o caos ou a solução.

 

·         Actualmente, a sua profissão corresponde às suas expectativas iniciais? Actualmente sim, gosto do que faço, tento envolver-me em projectos que me aliciem, mas devemos sempre ser insatisfeitos, ou seja, tentar cada dia sermos melhores no que gostamos de fazer e tentar arriscar noutras áreas quer no nosso emprego quer noutros que possam surgir.

publicado por marisacplima às 10:34

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